segunda-feira, 20 de novembro de 2017

UMA ESCOLA PARA CIDADANIA: VOCÊ PARTICIPARIA?


O Brasil vive momentos de transformação aguda.
O sistema político dá mostras de uma grande necessidade de mudança e de ressignificação.
A sociedade brasileira vem experimentando o regime republicano desde 1889, mas a nação ainda não se apropriou dos valores morais, éticos, e políticos, que a visão republicana sempre propugnou e defendeu.

O poder em nosso país ainda adota práticas de cooptação e parcerias patrimonialistas, pouco aderentes aos princípios de igualdade diante da lei, para todos.

Cidadãos preocupados em que o Brasil se lance neste terceiro milênio na direção de uma sociedade com cidadania lúcida e consciente, reúnem-se por todo o território nacional, diagnosticando a importância de construção de um sistema político que se apoie na igualdade de direitos e deveres, conceituando o nível de poder como uma instância necessária à condução democrática, e igualitária, da sociedade, mas sem qualquer privilégio adicional, a não ser a honra de poder servir aos demais cidadãos. 

A concepção de uma Escola de Cidadania, com o objetivo de transmitir conhecimentos e debater teses e ideias, visa formar agentes de transformação e evolução social, apoiada na necessidade de um profundo e abrangente conhecimento histórico, que permita clareza de conceitos e objetivos, para que se possam edificar competências adicionais, como ferramentas para que a nova cidadania possa participar sempre da correção de rumos e revisão de métodos de gestão e governança.

Os valores que embasam a ideia de uma Escola de Cidadania se identificam com a Ética, a Moral, o Respeito às Leis, o Devotamento à Pátria, o Acatamento a Hierarquia, a Meritocracia.
O pleno respeito à Justiça e à Meritocracia, sem qualquer dúvida, complementam o conjunto conceitual e ideário de uma cidadania que visa formar uma nova visão para uma sociedade que necessita de valores claros e transparentes, na defesa dos princípios de desenvolvimento pleno e justo.

Estudar e aprofundar conhecimentos sobre cidadania, democracia e república, visa, também, combater o corporativismo que se constata em muitas instituições públicas, estatais/governamentais, que acumulam benefícios de toda a ordem, mesmo que se choquem com a realidade da nação, que se debate com carências significativas.

O Estado brasileiro é uma estrutura muito cara para nosso país, e precisa urgentemente ser passado a limpo pelos cidadãos, que terão que eleger, literalmente, não só novos governantes e legisladores, mas também, e principalmente, novas sistemáticas de trabalho e prestação de serviços públicos, para que a economicidade seja sempre observada nas estruturas públicas.

É inadmissível que as prioridades nacionais, segurança, saúde, educação, transporte, estejam em situações precárias, quando gabinetes e ambientes de servidores públicos gastem somas quase imorais, em todo o tipo de bônus e benefícios financeiros, além de excesso de caros confortos, como carros, estacionamentos, gabinetes situados nas áreas urbanas mais caras das cidades, e outros luxos pouco condizentes com o Brasil real.

Em 2018 teremos eleições quase gerais e seria de todo recomendável que a peneira do eleitor brasileiro tivesse uma rede de furos bem pequenos, para que se filtre uma nova realidade nacional, coerente com as possibilidades do país.

República é um regime em que todos são iguais perante as leis e qualquer outro regulamento.
Mordomias e “auxílios” pagos indevidamente, justamente aos servidores públicos já muito bem remunerados para executar seus trabalhos, só preservam uma sociedade descontente e acumuladora de favores com recurso de todos, os impostos.

Já tivemos experiências recentes de governos populistas e demagógicos, que tudo prometeram ao povo, mas que só geraram crises agudas, desemprego e desesperança.

2018 poderá representar a redenção brasileira, só depende de como usaremos uma potente arma, que não necessita de porte, mas à qual todos temos direito: o voto!!!


terça-feira, 14 de novembro de 2017

A QUALIDADE DOS PENSAMENTOS E ATITUDES





Como dizia o Terapeuta de Família, André Schelling, a qualidade de nossas vidas, depende da qualidade e padrão de nossos pensamentos e de nossas atitudes.

Os pensamentos vão construindo caminhos neurais, os quais podem ser determinísticos, se muito rígidos ou repetitivos.

Reavaliar atitudes, repensar hábitos, revisar conceitos, evitar os pré-conceitos, não adotar os estereótipos, pode nos ajudar a prevenir o uso de princípios muito rígidos, que tendem a se tornar camisas-de-força comportamentais.

As atitudes, as expressões faciais, já está comprovado cientificamente, determinam algumas reações internas e podem influir sobre nossas emoções.
Assim como manter uma atitude positiva e sorridente ajuda em nossos processos internos, nossa exterioridade influi muito sobre as pessoas que
nos vêm e observam.
A música é um verdadeiro "detergente" neural e seu uso frequente estimula processos criativos e positivos.
Faça o teste ouvindo As Quatro Estações, de Vivaldi, ao violino.
A dança associada à musica potencializa processos benéficos à saúde física, mental e emocional.
O amor, a solidariedade, a ternura, o carinho, e a suavidade podem aumentar, multiplicar os aspectos agradáveis da vida.
Por isso, começar os dias com sorrisos, abraços, calma e muita alegria pode ajudar a nós e às pessoas próximas.
Isso, numa reação geral resultará, sem dúvida, em um mundo melhor, com pessoas felizes, serenas, amigas e solidárias.

domingo, 29 de outubro de 2017

GEOPOLÍTICA MUNDIAL: DIVISÃO DA ESPANHA, RISCO DE UMA NOVA GUERRA CIVIL?


Na primeira metade do século XX, a Espanha foi palco de uma guera civil, que durou três anos, ceifou a vida de centenas de milhares de habitantes daquela nação, por forte influência e uso político de suas lideranças nacionais, pelo processo do nazifascismo, que se implantava na Europa, com veleidades de tomar e dominar todo o mundo.

A estratégica posição da Espanha, com duas frentes marítimas, mediterrânea e atlântica, aguçou a cobiça militarista de Mussolini e Hitler, que passaram a apoiar o golpe franquista, declarado a partir do norte da África, pelo general Franco.

A Espanha, uma republica democrática, tinha passado por eleições, não reconhecidas pelo movimento militar franquista, que estava sendo apoiado e pressionado a derrubar a democracia espanhola, para criar um atalho marítimo para os anseios expansionistas de Hitler, que desejava chegar às Américas, pelo mar, com o uso de sua frota de navios e submarinos.

Durante três anos os republicanos resistiram às ofensivas das tropas de Franco, mas o reforço de contingentes militares italianos e alemães, além de aviação e envio de tanques, foi definidor na guerra civil espanhola, com a derrota da república e com a implantação de uma ditadura cruel e cruenta de Franco, por mais de quatro décadas.

Para desgosto nazista, Hitler não conseguiu utilizar o território espanhol, como base de lançamentos de ofensivas contra a América, pois a destruição da Espanha  foi tão grande e o número de mortos tão expressivo, que não houve condição militar para a posição geopolítica conquistada pela força.

Agora, em 2017, começa a ocorrer movimento forte, contundente, pela separação de parte do território espanhol.
Recentemente a Inglaterra comandou esforço para sair da UE-União Europeia, e conseguiu aprovar essa saída, o famoso Brexit, mas viveu processo análogo ao de Hitler, na guerra civil espanhola.

O movimento político inglês, disparado pelas pretensões de poder e hegemonia partidária da primeira ministra May, encontrou forte reação escocesa, quase pondo a perder o plebiscito disparado. A maioria pretendida quase foi perdida e o poder por pouco não se esvaiu por entre seus dedos.

O embate foi tão forte, que uma nova situação politica e partidária se implantou na Inglaterra, fragilizando o grande poder que se pretendia com o Brexit.

Esses movimentos separatistas visam fragilizar a UE, pois esse bloco se transformou num grande movimento democrático, com controle social, e que pode inibir velhos instintos homogênicos, que podem sonhar com a reedição de velhos impérios e novas conquistas territoriais.

O mundo humano vive em movimentos pendulares, com amnésias históricas, edições de verdade para criar versões deglutíveis pelas sociedades de muitos países, sem esquecer que as ânsias de dominação cultural, econômica, e territorial, podem estar ressurgindo neste século XXI, quando se pensava que as pessoas estariam satisfeitas em ver e conhecer o mundo todo, sem sair de casa, por meios de suas bugigangas digitais, pelas quais nosso planeta ficou pequeno e visualizável, em qualquer latitude ou longitude.

Só se olvidam os lobos vestidos de dóceis e civilizados carneirinhos, que as mesmas bugigangas que podem iludir as gerações que desfrutam do painel mundial em suas diversas residências, que esses mesmos aparelhinhos são cúmplices eletrônicos da verdade e da informação instantânea, dois fatores inexistentes nas turbulentas décadas de 1930 e 1940, quando ditadores sanguinolentos tentaram dividir e dominar o mundo, usando a mentira e a manipulação.












OS TOTALITÁRIOS E AS NARRATIVAS DE EDIÇÃO DA HISTÓRIA REAL



O Brasil já teve vivências políticas suficientes para desenvolver um bom conhecimento dos perfis políticos, de legisladores e dirigentes.

Já tivemos democratas autênticos, demagogos de várias tonalidades, ditadores civis e militares, golpes de estado mistos, como o de 1964, que foi deflagrado pelo presidente do Senado da República, populistas travestidos de populares, totalitários que usaram o populismo para enganar a nação e tentar conduzir o Brasil para a crise geral, ou seja, nossa escola política já nos ministrou muitas lições.

Mas um detalhe muito importante, que ajuda a destacar os populistas totalitários é aquele que já foi usado na Itália de Mussolini, na Alemanha de Hitler, na União Soviética de Stalin.
Os totalitários brasileiros tentaram e tentam, permanentemente, promover a construção de narrativas mentirosas, ilusionistas, para conduzir a opinião pública na direção de seu endeusamento.

Todos os roubos, desvios, corrupções, cometidas pelos populistas são maquiadas, travestidas, fantasiadas de aspectos justiceiros, de igualdade social, de inclusão pela solidariedade, de forma que a opinião pública se sensibilize pela memória distorcida de escribas bem pagos, que tentam criar uma nova história, muitos anos depois da real, efetivamente ocorrida.

Muitos jornalistas bem pagos, empresas de comunicação e imagem, com as promessas de muitos favores econômicos e financeiros, caso os populista retornem ao poder, investem em narrativas mentirosas e falsas, sobre a realidade já vivida, para tentar mascarar as gestões populistas, que jogaram o Brasil na crise atual e na obrigatoriedade de repensar suas prioridades.

Na União Soviética dos anos 50 e 60, revistas eram editadas em vários idiomas, remetidas para vários países, para tentar passar uma sociedade de pessoas saudáveis, felizes, realizadas e participativas.
A verdade dos Gulags, das prisões siberianas, dos expurgos e campos de trabalho forçado era mantida e retocada pelas imagens idílicas das lindas fotos coloridas dos magazines de propaganda política.

Na Alemanha nazista de Hitler o ressentimento pela derrota da primeira guerra mundial foi exacerbado para que toda a população sentisse vergonha e desenvolvesse um sentimento de revanchismo.
Os judeus, ciganos, e todos que pensassem diferente do histriônico e ressentido Hitler foram transformados nos culpados da crise alemã e eleitos como os inimigos públicos, número 1.

Os totalitários nazistas escravizavam todos os contrários e os disponibilizavam como mão de obra sem custo para as indústrias germânicas, que passaram a produzir armas e tanques para o esforço militarista, com o qual Hitler tentou dominar o mundo.
A edição histórica se dava pela manipulação informacional dominada por Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, que criou a frase:
“se for uma mentira necessária, repita-a muito, mas muito mesmo, a ponto de ela se tornar uma verdade pela repetição”

A Itália de Mussolini viveu momentos históricos simultâneos com o nazismo, tendo seu líder fascista se alinhado com as doutrinas nazistas, para tentar criar uma frente política forte, a ponto de italianos e alemães terem ensaiado tratados e pactos para dominar a Europa e, depois, o mundo.

Mussolini entrou firme na área trabalhista e criou uma legislação populista e envolvente, pois pretendia cooptar o movimento sindical e os trabalhadores da Itália, tornando-os dependentes do braço estatal para repasses de dinheiros. Legislação, aliás, copiada por Getúlio Vargas, no Brasil, que criou monstrengos corporativistas, que perduram até hoje. E que alimentou o bordão populista de “pai dos pobres”, que ajudou a transformá-lo em ditador, com a criação do estado novo, em 1937. E Getúlio só foi apeado do poder em 1945 quando os dois totalitários populistas, Hitler e Mussolini, foram destronados e mortos, com o final da segunda guerra mundial.

O populismo italiano, alemão e soviético em muito se pareciam e aproximavam.
Só não evoluíram juntos, pois a ambição desmedida de Hitler fez com que ele concebesse a invasão e anexação russa como um fetiche de sua mente doentia e pervertida.

Essa breve passeada pela história do século XX nos fornece elementos suficientes para que comecemos, a partir de 2018, com as eleições quase gerais, a limpar o cenário político de nossa nação, para que reiniciemos a caminhada democrática e republicana, sem qualquer resquício populista ou totalitário, que tenha sido plantado em solo brasileiro.

Felizmente operações policiais e processos judiciais estão dominando a cena político/policial em nosso país, com muitos e muitas, dos falsos democratas e totalitários sendo revelados à sociedade, tirando a máscara de “bonzinhos” e muito trabalhadores, que faturavam milhões com desvios de recursos públicos e muita corrupção.

Toda mudança se produz com tomada de consciência e coragem, somadas à lucidez, para que não se embarque na canoa furada das mentiras editadas em meios vários de comunicação social, pois caso eles consigam trazer os totalitários populistas de volta ao poder, só eles ganharão gordas recompensas financeiras, por terem apoiado os futuros ditadores do Brasil.

Basta ver exemplos históricos, bem comprovados publicamente.
Os falsos socialistas e comunistas conseguem apontar um único país no mundo, onde os regimes políticos, que eles dizem apoiar, tenham conseguido implantar uma sociedade humana progressista e feliz?


Basta ver os exemplos lamentáveis da União Soviética, da Coréia do Norte, de Cuba e da bagunçada e destruída Venezuela, para que o povo compare e decida o que quer para o futuro de nosso Brasil.


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

DESENVOLVIMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES




As organizações sejam elas comerciais, industriais, de serviços, ou governamentais/estatais/públicas, têm que estar bem preparadas para receber, adequadamente, as pessoas que ingressarem em sua equipe.
A fase inicial de trabalho é justamente quando aparecem alguns choques devidos às expectativas subjetivas de quem está ingressando.

O ideal é que as organizações possuam programas para aculturação dos novos colaboradores, de forma que a organização/empresa lhes seja apresentada de forma didática para que o novo contexto seja assimilado com facilidade, promovendo a integração e a aceitação tanto dos novos como da equipe já existente.

Pessoas, processos, tecnologia são elementos estruturantes de uma boa gestão.
A questão da liderança é inerente às atividades, em todos os níveis.
Esse feixe de campos de conhecimento visa formar um saber, que fará parte da cultura organizacional.

A gestão do conhecimento e inovação formará uma integração lógica e funcional dos conhecimentos, passando pela atividade de capacitação, pois sem essa área desenvolvida as organizações, principalmente as públicas, devido às frequentes mudanças, relativas ao processo democrático de alternância, correm o sério risco da descontinuidade.

Portanto são figuras essenciais, na formação de bons gestores e técnicos, os conjuntos formados pelas atividades de treinamento pesquisa e desenvolvimento de novos conhecimentos, para que as estruturas estatais e governamentais possam cumprir as suas missões contidas nos marcos legais e constitucionais.
Comportamentos e emoções estão intimamente ligados com a qualidade dos pensamentos.

É recomendável que a clareza da comunicação fique logo estabelecida, para que a percepção pessoal acompanhe a racionalidade dos programas de aprendizagem.
Conforme Antonio Xavier Teles, em seu livro “Psicologia Moderna” existem diferentes formas e dimensões de inteligências, que podem ajudar na fase de adaptação.

Alguns pontos são considerados fundamentais nessa fase, que vão ajudar na construção do espírito de equipe, na motivação futura, na absorção dos novos conhecimentos, e num desempenho baseado na dedicação e competência:

-Diálogo: dever ser estabelecido um clima onde o diálogo flua com naturalidade, estimulando o aprendizado e implantando um processo de interação pela linguagem embutida nas capacitações
-Habilidade: a prospecção das habilidades dos iniciantes deve ser permanente para que se possa descobrir as boas potencialidades
-Foco: o foco no conjunto de tarefas e atividades a serem desenvolvidas pela pessoa, que inicia, ajudará na objetividade do aprendizado e adaptação
-Confiança: é fundamental que se estabeleça uma relação de plena confiança
-Perguntas: devem ser estimuladas perguntas para que o aprendizado e adaptação sejam facilitados e para que fique bem claro o grau de trabalho e correção esperados
-Comunicação: o processo de comunicação da organização deve conter de forma bem clara as etapas de adaptação, os níveis de desempenho esperado, e o padrão de comportamento que a cultura organizacional prevê
-Feedback: associado ao processo de comunicação deve ser estimulado o recebimento de retornos e avaliações, para que o iniciante, na empresa ou na função, sinta-se à vontade para oferecer suas impressões
-Acompanhamento: a fase de adaptação deve ter um padrão de acompanhamento e aferição para que se possa aferir, permanentemente, o sucesso da evolução funcional
-Segurança: o clima das organizações dever ser ético, seguro, e respeitoso para que os colaboradores possam participar de forma espontânea, para que ocorra a agregação e potencialização dos saberes
-Objetividade: a natureza da organização, sua inserção na sociedade, suas obrigações éticas e contextuais, a cadeia formada pelos conhecimentos adquiridos, formados internamente, trazidos pelos colaboradores, necessitam ser regidas por claros princípios éticos e morais, para que haja um processo objetivo, claro, de engajamento no processo de desenvolvimento e desenvolvimento.
-Adaptabilidade: não é suficiente na fase de adaptação a existência de um bom programa-padrão de receptividade e treinamento.
A capacidade de adaptabilidade deve ser muito bem avaliada para que eventuais lacunas de inibição ou desconhecimento, possam se transformar em bloqueios, que possam vir a prejudicar um aprendizado pleno.

Até recentemente acreditava-se que a Inteligência das pessoas, e suas capacidades, eram fixadas em sua fase de concepção, gravidez e que ao nascer a herança genética já estava conformada.
Atualmente a ciência mudou essa crença.

Um meio, um contexto, seja familiar ou organizacional, altamente estimulante e rico em experiências pode aumentar, e desenvolver, a inteligência das pessoas, pois o saber surge da absorção adequada do conhecimento, e da motivação para que a articulação entre esses campos seja feita de forma harmônica e maleável.

Assim como um meio, um contexto, interno ou externo, menos caloroso, mais hostil, não receptivo, que segregue os que chegam, pode ser altamente danoso à adaptação e ao desenvolvimento, integrado e equilibrado, dos colaboradores.
Muitas organizações correm sérios riscos de baixa produtividade, de pouca motivação de sua equipe, se a receptividade socioambiental for inadequada.

A competência relacional dos grupos funcionais e das equipes está intimamente ligada à sensibilidade que dirigentes, e gerentes, disponibilizarem para que os colaboradores possam se sentir produtivos, inseridos, parceiros, do meio físico e/ou social onde estiverem inseridos.
A inteligência operacional emocional, relacional, pode ser desenvolvida e ampliada, qualitativa e quantitativamente, dependendo dos mecanismos de estímulos que forem colocados à disposição das pessoas.

O desenvolvimento humano se origina de duas fontes: das energias do próprio organismo, isto é, das suas potencialidades, e dos recursos do meio em que o organismo está imerso.
As pessoas, em um processo dinâmico, vão se ajustando ao contexto, para poderem prosperar e evoluir.
As pessoas podem possuir diferentes características de aprendizado, e desenvolvimento, dependendo de seu meio familiar, de sua educação formal, e das experiências profissionais anteriores.

No desenvolvimento das pessoas há duas características: crescimento e modificação.
O ser humano está sempre em crescimento, em desenvolvimento, pois as operações de sua mente, suas capacidades cognitivas, emocionais e funcionais, estão em expansão permanente, dependendo dos estímulos e aprendizados que lhe forem oferecidos.
As responsabilidades sociais, profissionais, levam à evolução e ao desenvolvimento, uma vez que a capacidade de aprendizado é estimulável, dependendo de métodos adequados.

Ambientes estáveis, com regras claras, com transmissão cíclica de novas orientações e treinamentos, que venham acompanhados de targets bem definidos, e transmitidos, conduzem as pessoas a patamares superiores de exercício de suas potencialidades e competências, ajudando na construção e conquista de novos desafios e paradigmas, que venham a ser oferecidos pelas organizações.

A estabilidade emocional, e profissional, dos ambientes organizacionais são fatores críticos de sucesso no processo de desenvolvimento de pessoas, seus talentos, e seu sucesso pessoal e profissional.
A segurança ética e operacional deve ser uma via de mão dupla, pois as pessoas devem oferecer solidez de princípios morais, em sua atuação, assim como as organizações têm que retribuir com atitudes bem definidas e transparentes.

Segurança é um aspecto essencial na relação entre pessoas e organizações, não dependendo somente de acordos trabalhistas, nem tampouco de manuais formais.
A segurança é, também, um fator de desenvolvimento humano, pois é um  valor perseguido por todas as pessoas, por ser um sentimento atávico, cultural, por consistir em uma base sólida sobre a qual as relações de trabalho são erigidas.
Bons profissionais são como estradas ou caminhos a percorrer.
Sempre começam com o primeiro passo.

Fornecer conhecimento, disponibilizar informação de boa qualidade, investir em novos aprendizados, demonstrar que as pessoas são suas prioridades, se constitui em fortes laços, que estimularão comportamentos competentes, dedicados, lúcidos, e confiáveis.
Além desses fatores todos, a gestão adequada do conhecimento é uma forma das organizações valorizarem, devidamente, o know-how dinâmico.

Pessoas trazem algum tipo de conhecimento, recebem grande volume de treinamento e capacitação, o ambiente profissional estimula novos desenvolvimentos, pela pesquisa, leituras técnicas, cursos, viagens, estágios, seminários, congressos, feiras, etc.
Esse talvez seja, ou venha a ser, o principal capital das organizações, uma vez que são três as categorias de know-how que precisam ser registradas:

1-O conhecimento que vem com as pessoas, formado em suas educações formais e familiares
2-O conhecimento que as pessoas recebem das organizações, na forma de cursos, seminários, pesquisas, leituras, aprendizados múltiplos, evolutivos, ao longo de sua atuação
3-O conhecimento somado, entre o que as pessoas trazem, mais o que  e´ fornecido pelas organizações.

4-As percepções individuais e coletivas ocorridas no ambiente organizacional são bons frutos da subjetividade de um positivo relacionamento pessoas/organização, que merecem atenção especial e captação e registro adequados, para que sejam insumos úteis e dinâmicos da cultura orgnizacional, grande caldo de vivências e experiências, que possui expressivo valor na construção de referenciais comportamentais e produtivos.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017


LIDERANÇA
-MOTIVAÇÃO, RESILIÊNCIA, DESEMPENHO E AS CURVAS DE REAÇÃO EMOCIONAL-


Estamos no terceiro milênio, convivemos e desfrutamos de uma grande rede mundial de comunicação, informação, e processamento de grandes volumes de dados.
Nossa evolução tecnológica, muito acelerada, se deu nas três últimas décadas, quando grande parte dos países de nosso planeta implantou redes de micro ondas, de fibras óticas, satélites, cabos submarinos, tudo isso associado à miniaturização de chips e componentes eletrônicos e digitais.

Em 1965 os EUA lançaram o primeiro satélite com meios analógicos para comunicação cobrindo a Europa, parte da Ásia e a América do Norte.
Já existiam cabos submarinos de baixa capacidade, também analógicos, que muito já tinham ajudado nosso mundo no processo de comunicação, aproximação e comércio internacional.

Essa evolução técnica e tecnológica, aliada ao desenvolvimento científico das últimas cinco décadas, se junta à nova postura mundial, a partir de 1948, quando na ONU foi construída e aprovada a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Esse documento é histórico, pois até então a grande maioria dos símbolos de liderança e chefia eram ícones de guerra, de força, de destruição e de morte.

Desde os primórdios de nossa civilização o ser humano hipervalorizou as armas, as armaduras, os escudos, o poder de destruição, como símbolos do poder, da hierarquia e da disciplina.
Até a segunda guerra mundial, de 1939 a 1945, os signos de chefe e líder eram predominantemente militares e ou de armas. É só lembrar alguns exemplos, desde Alexandre o Grande, até nosso Império e nossa Declaração da República, quando todas as proclamações, mesmo as progressistas, foram gritadas por vozes impositivas e tendo as espadas como elemento muito presente.

Sem deixar de lado todos os hinos nacionais, que quase em sua totalidade falam em guerras, projéteis, morte se necessário, trincheiras e o oferecimento da vida para manter a liberdade das nações.
Direitos Humanos, como código de conduta ainda encontra dificuldades em muitos países, onde outros códigos oferecem a submissão e a aceitação de castigos, que variam da dor física até a morte.
Mas, sem qualquer dúvida, uma nova era, uma onda de novas concepções de liderança passou a existir no mundo todo, graças ao reconhecimento de que as pessoas têm direitos vários, inclusive, e principalmente, à vida digna e a condições de trabalho sobre bases legais e civilizadas.

A construção do Conceito de Estado, nos séculos 16 e 17, as revoluções libertárias de poderes discricionários, os horrores das duas guerras mundiais do século XX, comprovaram cabalmente, para toda a humanidade, que códigos e elencos legais, iguais para todos, constituem essencial marco civilizatório, que em muito ajudou a alterar os conceitos de relações sociais, econômicas e políticas.
O processo de liderança passou a ser reconhecido, nas empresas e nas áreas públicas e governamentais, como um avanço prioritário nas equipes de trabalho.

Além da importância da liderança nos processos humanos de trabalho, outros conceitos evoluíram e passaram a ser valorizados, nessas décadas de elevada tecnologia, pois ocorreu o reconhecimento das pessoas como peças básicas nas relações corporativas e com o mercado.
A resiliência, uma definição da área de engenharia em relação à condição de certos materiais retornarem a seus formatos e alinhamentos originais, depois de submetidos a um esforço mecânico ou térmico, foi incorporada ao elenco humano de habilidades relacionais, de forma a estimular baixo estresse emocional e elevado potencial de resultados.

Mas o processo de liderança evoluiu muito nos últimos 20 anos, graças ao amadurecimento de um conjunto de concepções evoluídas, aprofundando a construção de perfis laborais, emocionais, relacionais, sociais, na direção de um novo estereótipo de chefia com competência para ser líder.
Os verdadeiros líderes desenvolvem, desde as suas famílias nucleares, sensibilidades e percepções, que envolvem saber ouvir, observar, sentir, as diversas características individuais para que se possa conduzir grupos e equipes, no conjunto, com equilíbrio nesses dois níveis.

O processo de motivação, e a palavra já deixa isso bem claro, passa pela elaboração de conjuntos de motivos para que as pessoas sejam envolvidas em atividades, individuais ou coletivas, de maneira a produzir resultados melhores e mais abrangentes, com baixo desgaste e elevada resiliência.
Assim, as pessoas podem se dedicar a jornadas diárias de trabalho, sem voltar para suas vidas familiar e social, com grandes reservas de violência e agressividade.

É muito comum ouvir-se piadas e formas jocosas de se referir a ambientes de trabalho opressivos e sem acolhimento dos empregados ou funcionários, quando se contam histórias de chutar o gato, o cachorro, brigar com a esposa, marido, filhos, como forma de relatar o desajuste funcional e operativo, no tocante a espaços profissionais.
Pessoas são compostas de vários níveis de sensibilidade e emocionalidade, e descobrir esses perfis e seus potenciais, se constitui em atribuição básica, primeira, de uma figura de líder.

Todo ser humano é composto de parte visceral, parte emocional, e parte racional.
Além disso, todos temos uma dimensão objetiva e outra subjetiva, na qual ficam armazenadas memórias afetivas, desde a tenra infância, e na qual se encontram as bases de nossas avaliações e opiniões.
Se somos ameaçados, ou colocados em situações inseguras, somos levados a reagir, a lutar ou fugir.
A luta envolve nossos instintos de sobrevivência, passando por nosso nível visceral, que pode nos conduzir a reações pouco lúcidas e longe da racionalidade.

Ao mesmo tempo os hormônios de estresse são liberados por nosso cérebro, que coloca aditivos químicos em nosso corpo para que possamos suportar agressões ou ameaças.
Esses hormônios podem ter a característica de nos tornar vigilantes e de prontidão para a ação física e reação, mas nos intoxicam, afetando todos os nossos índices de estado emocional e orgânico equilibrado.
A permanente atitude, em ambientes de estresse forte e renovado, podem conduzir as pessoas a uma série de doenças e desfuncionalidades, que podem comprometer o desempenho no trabalho, e gerar uma grande gama de incapacidades laborais e sociais.

Cada perfil humano tem uma forma de reagir a ensinamentos e aprendizados, dependendo de sua sensação de pertencimento e protagonismo.
O líder positivo tem que dispor de boa capacidade de observação, de análise facial e corporal, para antecipar ao máximo uma boa leitura dos perfis dos membros de sua equipe, visando recolher o melhor em colaboração e desempenho de seus liderados.
Pessoas possuem formas de comportamentos muito diversas, tendo cada uma um conjunto de curvas de reação emocional, elemento essencial para ser “lido” pelo líder.

Em processos iniciais de recrutamento, seleção, treinamento e capacitação, é muito importante a participação do líder.
Tanto para definir perfis desejados para os cargos e funções, como para a desinibição e convívio futuro da equipe.
As curvas de reação emocional podem ser observadas e captadas em entrevistas individuais e em exercícios grupais, tendo características dos condicionamentos e formações familiares, escolares e sociais.

Existem perfis que reagem com maior expansão nas curvas de rejeição ou imposição, na fase de treinamento. Curvas muito expandidas, tanto positivas quanto negativas, dependendo de sua intensidade, podem gerar processos de comportamentos equivocados ou reativos.
É importante sempre observar o grau de esforço ou distorção, a que membros das equipes estão sendo submetidos, para que o gasto das energias afetivas e emocionais, de adaptação, seja minimizado, e que o resultado da absorção do aprendizado seja eficaz e que ofereça a sensação de segurança e acolhimento.

Para esse desempenho as lideranças também precisam ser bem treinadas, para que sejam bons representantes da cúpula dirigente das empresas e corporações, junto às equipes das organizações.
Um bom processo de capacitação e motivação de lideranças passa pelo profundo conhecimento dos conceitos que criaram a organização, com um bom aprendizado e conscientização da cultura corporativa.

Líderes bem treinados e conscientes produzirão empregados lúcidos e colaborativos, identificados com a produtividade, evolução e inovação.
Líderes precisam ter bem claros, três conceitos essenciais para quem vai dirigir pessoas:
-Clareza de Objetivos
-Senso de Oportunidade

-Economia de Recursos


quinta-feira, 19 de outubro de 2017


BRASIL 2017: UM BASTA À CORRUPÇÃO E A PREPARAÇÃO PARA A 
RENOVAÇÃO EM 2018

A palavra corrupção quer dizer apodrecimento, deterioração.
E é exatamente isso, que se verifica nas crônicas política e policial de nosso Brasil.
Em todos os níveis, de forma sistêmica e estruturada, de maneira grosseira ou sofisticada, a corrupção é praticada indiscriminadamente.

Surpreende o cinismo dos corruptos e corruptores, pois mesmo com situações sob investigação policial ou processo criminal, continuam esses criminosos de colarinho branco delinquindo e roubando.
Vários foram os casos de pessoas já condenadas na operação Lava Jato, que receberam dinheiros com origem no roubo e no desvio.

Essa atitude de desrespeito completo com a nação e com sua sociedade civil, nos aponta na tortuosidade do caráter desses bandidos, que nada temem, por ter costas quentes.

Muito grande ainda é o valor roubado e desviado, que se encontra em outros países e em bancos ainda bem escamoteados.
Pelo que se vê e lê nas páginas policiais os valores em espécie devem estar guardados em outros países, pois as malas com dinheiro vivo continuam a ser um elemento muito presente na diuturna ação corruptiva.

Ditaduras primitivas, com as quais os governos anteriores, que implantaram o regime de corrupção acelerada e abrangente, mantiveram relações promíscuas e bem próximas, podem estar sendo os guardiões das enormes somas roubadas e desviadas do povo brasileiro.

14 milhões de desempregados foram a prova cabal, deixada pelo desgoverno de tiranetes de aldeia, que pretendiam transformar o Brasil em mais um paiseco com a população desesperada, com a classe média quebrada e asfixiada, quadro ideal para se dominar mentes e espíritos, de forma avassaladora e baseada no choque e no desrespeito.

Felizmente alguns tropeços na gestão pública expuseram o destino podre que estava sendo gestado e construído para embarcar o Brasil numa aventura de retrocessos e atraso.
Estamos vivendo o trauma de um país tomado por falsos governantes libertadores e igualitários, que nos afundaram na lama da incompetência, do crime organizado, da corrupção e do desvario personalista.

A disputa pelo poder, de forma democrática e republicana, sofreu tentativas inúmeras de ser transformada numa pequena escolha de nomes manjados, e que gostariam de se destinar à eternização no topo da pirâmide governamental.

Parece que os exemplos mundiais nunca foram estudados, avaliados por essa camarilha, que só desejava o atraso e o abuso coletivo, cometidos com o recurso arrecadado pelo trabalho dos contribuintes.

2017 é um ano paradigmático para o nosso Brasil.
O país passa por enorme depuração da gestão pública, graças às operações de descoberta do roubo e da corrupção.
Muita instabilidade ainda será verificada, graças às tentativas de destruição da normalidade política e administrativa, que as instituições democráticas e constitucionais estão mantendo a duras penas.

Este ano será a ante-sala da retomada de eleições livres e sem a manipulação dos falsos presidentes bonzinhos e populares, que só enganaram a nação, roubando e desviando recursos bilionários, que eram essenciais para saúde, segurança, educação e mobilidade urbana.

O povo brasileiro está, a seu modo, absorvendo todo o ensinamento oriundo da abertura fétida dessa ferida da corrupção, mas saberá, em 2018, renovar a classe política e dirigente de nosso Brasil, escolhendo novas pessoas, mais comprometidas com a construção de uma nova economia, mais empreendedora e inovadora, que lance novas bases para que nossa nação se equipare ao que de mais evoluído nosso planeta está produzindo.



BRASIL 2017: A CIDADANIA DIANTE DE UM NOVO PACTO FEDERATIVO


Os cidadãos é que pagam todos os impostos, sejam eles municipais,  estaduais, ou federais.
No Brasil, 65% da massa de impostos arrecadados ficam com o governo federal, 22% com os governos dos estados, e 13% com os governos municipais.

É uma pirâmide de cabeça para baixo, pois a vida se dá nas cidades, e é lá que se precisa de recursos para educação, saúde, segurança, saneamento básico, transporte, meio ambiente, e as demais necessidades básicas das pessoas.

Quando as prefeituras, em busca de recursos para obras em suas cidades, aumentam muito os valores cobrados dos cidadãos sobre o IPTU, estão ajudando a retirar mais dinheiro das pessoas, pois elas já carregam todos os outros impostos.

É compreensível que os gestores dos municípios queiram ter mais recursos para poder realizar melhorias nas cidades que governam.
Mas esses gestores precisam lembrar que esses mesmos cidadãos é que suportam toda a carga tributária, pois o cidadão é o consumidor final de produtos e serviços, ponto onde se encontra a peneira derradeira, onde chegam as cobranças e arrecadações de todos os impostos nacionais.

Quando o governo federal, para ajudar as indústrias automobilísticas a vender mais carros, baixa o IPI, são os cidadãos, os contribuintes de todas as cidades deste país, que estão dando seu dinheiro, para ajudar a vender automóveis.

As desonerações fiscais, nome bonito e tecnocrático para esses favores feitos para as montadoras, e algumas outras indústrias da linha branca, ainda diminuem os valores de repasse dos fundos de participação de estados e municípios, aumentando o buraco da pirâmide invertida, acima descrita. E sem qualquer consulta aos cidadãos.

Vejam só esse exemplo, são vendidos mais carros, as cidades entopem suas vias com mais rapidez, o cidadão se prejudica, pois além de pagar impostos, esses mesmos impostos servem para financiar, em suma, uma piora na situação de mobilidade e acessibilidade das pessoas. 
Ainda mais que não se investe em melhorias, ou novas alternativas, para os transportes públicos de qualidade.

Os prefeitos, apavorados com as ruas congestionadas das cidades, que administram, tentam aumentar desmesuradamente o IPTU, para ter dinheiro para resolver um problema criado pelo governo federal.

Em vez de assaltar o cofrinho dos moradores das cidades, os prefeitos de todo o Brasil deveriam organizar um movimento nacional de alcaides e ir a Brasília para pressionar o Congresso Nacional, e o Governo Federal, para mudar essa estrutura perversa, que destina somente 13% dos impostos para os municípios, e não sangrar mais os cidadãos, que sofrem esse jogo de transferência de rombos orçamentários, que acaba sempre explodindo no seus bolsos, que são os contribuintes, que habitam as cidades, que sofrem o abandono de um governo/corte, que vem desde o Império, e que não passou nem foi atualizado, histórica e conceitualmente, pela filosofia republicana.

Empurrar essa conta de IPTU sobre os ombros dos cidadãos e contribuintes, só vai aumentar o fosso, que já existe, na base tributária altamente concentrada de nosso Brasil, um país de 200 milhões de habitantes, no qual somente 15% dessa população declaram imposto de renda.

Prefeitos, aproveitem este ano pré-eleitoral, no qual as sensibilidades estão normalmente mais elevadas, e proponham, e lutem para implantar um NOVO PACTO FEDERATIVO PARA O BRASIL, no qual se reestude a situação atual de distribuição de recursos entre os entes que compõem essa equação, passando a destinar recursos em patamar digno para oferecer aos moradores das cidades brasileiras, e ninguém vive em estados ou no governo federal, as soluções, que, se adequadas, poderão ajudar em muitas reeleições municipais.


Afinal, o cidadão brasileiro saberá ser grato, nas urnas, com os políticos que os respeitam, e que os representam, digna e adequadamente.

terça-feira, 7 de março de 2017

BERTHA LUTZ – A MULHER QUE LUTOU POR TODAS AS MULHERES DO BRASIL


Bertha Lutz nasceu em 1894, e foi pioneira nas lutas femininas no Brasil.
Filha de uma enfermeira inglesa, de nome Amy Fowler e do cientista e pioneiro da medicina tropical, Adolfo Lutz, Bertha Lutz estudou biologia em Paris.

Ainda adolescente foi estudar na França e licenciou-se em ciências na Universidade de Sorbonne.
Retornou ao Brasil aos 24 anos e ingressou como bióloga no Museu Nacional.
Na França se aproximou do movimento sufragista europeu, pelo qual as mulheres do velho mundo lutavam por conquistar seu direito ao voto.

No Brasil, desde a sua proclamação, a República rateava nas suas promessas de instituir o voto feminino.
Bertha Lutz mergulhou na causa sufragista brasileira, mesmo continuando com sua carreira científica, na área da biologia.

As posturas masculinas em relação à participação integral da mulher na vida política do Brasil continuavam aferradas a uma posição conservadora, que via na mulher um ser de segunda classe.
Bertha Lutz não se resignou a uma postura de simples protestos e aceitou um processo de transformação.

Para dominar as ferramentas legais, e legislativas, sem as quais as mulheres ficariam à margem das discussões sobre a cidadania plena, Bertha Lutz foi estudar direito e formou-se advogada, para qualificar sua luta pelos direitos plenos da mulher.

Após grandes litígios e muitos enfrentamentos, a campanha sufragista brasileira com Bertha Lutz como uma de suas maiores lideranças, conquistou significativa vitória no ano de 1932, quando o voto feminino foi aprovado, mas com ressalvas inaceitáveis.

O voto aprovado naquele ano era restrito e exigia da mulher uma “tutela” do marido.
Após mais 2 anos de muita luta, o voto pleno, digno, independente, foi implantado no Brasil, em 1934.

Bertha Lutz marcou a sociedade brasileira com a publicação, em 14 de dezembro de 1918, de um manifesto contundente, publicado na Revista da Semana, sob o título “Somos filhos de tais mulheres” e assinado com o pseudônimo de Iracema.

Em certo trecho desse manifesto pode-se constatar a bravura das posições e conceitos gerados e difundidos por aquela lutadora:
“A mulher, que não puder conseguir ser compreendida na Declaração dos Direitos do Homem proclamados pela Revolução Francesa, poderá ficar como a grande pária e dolorosa escrava, que usa braceletes de ouro em memória das algemas de ferro...”

Ao longo de significativa carreira científica, muito importante para o Brasil, e no campo da cidadania feminina, Bertha Lutz ocupou importantes postos e posições, nas quais sempre impôs sua luta pela participação plena da mulher nos destinos de nossa nação.

Bertha Lutz representou o Brasil no Conselho Feminino Internacional, órgão da OIT-Organização Internacional do Trabalho, onde foram aprovados os princípios de salário igual para ambos os sexos, e a inclusão da mulher no serviço de proteção aos trabalhadores.

Em 1919, junto com outras lideranças femininas, criou a Liga Para a Emancipação Intelectual da Mulher, que foi o embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF.
Em 1922 foi delegada oficial do Brasil na I Conferência Pan-Americana de Mulheres.

No mesmo ano, durante os dias 19 e 23 de dezembro, realizou o I Congresso Internacional Feminista, que consolidou a FBPF.
Evento que foi apoiado pelo senador catarinense Lauro Muller.

Bertha Lutz teve participação essencial e expressiva na criação da União Universitária Feminina, e participou da redação do Código Eleitoral Brasileiro, que implantado em 1932 incluiu o voto feminino.

Nada fácil para uma mulher, na primeira metade do conservador século XX, envolver-se numa luta dessa dimensão e profundidade.

Como todas as mulheres, que enfrentaram mudanças e transformações em suas vidas, Bertha Lutz enfrentou enormes pressões, ofensas, tentativas de difamação, pois os que não desejavam a presença e participação, plenas, da mulher na sociedade brasileira, não davam o braço a torcer, usando de todos os expedientes para tentar desqualificar uma adversária, que não se limitou à uma posição de mulher limitada e dependente, e que foi às arenas quase exclusivas masculinas, para assegurar direitos plenos à mulheres brasileiras.

Como expressão de suas lutas intensas, Berth Lutz aceitou concorrer a alguns cargos eletivos, para comprovar que a mulher pode e deve participar de eleições, pois não bastava formular direitos, era necessário disputa-los e confrontar linhas de pensamento divergentes.

A participação de Bertha Lutz nas eleições de 1934 não a elegeu, mas nesse ano muitas mulheres foram eleitas no Brasil, sendo 9 deputadas estaduais, entre as quais a primeira mulher deputada na Assembleia do Estado de Santa Catarina, Antonieta de Barros.

Bertha Lutz, na condição de suplente eleita, chegou a assumir o mandato de deputada federal em 1936.
Como legisladora Bertha Lutz apresentou o projeto do Estatuto da Mulher e a criação do Departamento Nacional da Mulher.

Em 1945 Bertha Lutz foi delegada plenipotenciária do Brasil junto à Conferência de São Francisco-USA.
Em 1946 Bertha foi premiada com viagem aos EUA participando do Club Soroptimista, sendo considerada a Mulher do Ano.

Em 1951 foi premiada com o título de Mulher das Américas, e em 1952 foi representante do Brasil na Comissão de Estatutos da Mulher da ONU, organização das Nações Unidas.

Além de seus trabalhos científicos, na área da biologia, Bertha ocupou outros importantes espaços políticos e públicos, tendo participado de várias entidades internacionais, tais como:
-Aliança Internacional pelo Sufrágio Feminino e Igualdade Política dos Sexos (Londres), Sociedade Internacional de Mulheres (Washington), Bureau Internacional de Proteção à Natureza, Bureau Internacional do Trabalho (ONU), Museu Americano de História Natural (Nova York).

Em 1975 Bertha Lutz foi convidada para ser delegada no primeiro Congresso da Mulher, realizado pela ONU, no México, ano em que a mesma ONU estabeleceu como “Ano internacional da Mulher”.
Após mais essa vitória em sua caminhada e luta pelos direitos da mulher, Bertha Lutz, já adoentada e com a saúde frágil, veio a falecer em 16 de setembro de 1976.

Bertha Lutz trabalhou durante 46 anos como docente e pesquisadora do Museu Nacional. Foi reconhecida internacionalmente por suas pesquisas zoológicas de espécies anfíbias.

Escreveu vários tratados e Estudos científicos dentro de suas áreas de atuação, tendo deixado estudos na área jurídica, além da sua atuação na construção de um novo patamar, e paradigma, para a situação da mulher na sociedade brasileira.

De seus 82 anos de vida, a dedicação às causas femininas superou sua longa carreira científica.
82 anos de vida, 46 anos como cientista e pesquisadora, 58 anos como liderança feminina.
Uma vida de muitas lutas para abrir caminhos às lutas atuais para que as mulheres possam buscar igualdade e reconhecimento, neste terceiro milênio.


Bertha Luz foi, enfim, uma mulher que lutou por todas as mulheres do Brasil!