terça-feira, 12 de dezembro de 2017

AMIZADE

As boas amizades são como alguns familiares próximos.

Amiga é aquela pessoa que nos apoia, que apoiamos,
que sabemos que podemos contar com ela, e ela conosco.

Amizade alegra quando chega, deixa saudades quando vai,
muita alegria no reencontro.

Amizade ajuda a lembrar do que gostamos e lembramos, com
alegria, de coisas e aspectos que as pessoas amigas gostam.

Dizem que é amor, com algumas restrições.

Penso, justamente, que é amor, sem qualquer restrição, pois
as pessoas amigas compensam tudo aquilo que notam faltar
para alegrar nossas vidas, e nós as delas.

Que bom se todas as pessoas que dizem sentir amor umas 
pelas outras, amassem como as pessoas amigas amam!

AMIZADE



As boas amizades são como alguns familiares próximos.

Amiga é aquela pessoa que nos apoia, que apoiamos,
que sabemos que podemos contar com ela, e ela conosco.

Amizade alegra quando chega, deixa saudades quando vai,
muita alegria no reencontro.

Amizade ajuda a lembrar do que gostamos e lembramos, com
alegria, de coisas e aspectos que as pessoas amigas gostam.

Dizem que é amor, com algumas restrições.

Penso, justamente, que é amor, sem qualquer restrição, pois
as pessoas amigas compensam tudo aquilo que notam faltar
para alegrar nossas vidas, e nós as delas.

Que bom se todas as pessoas que dizem sentir amor umas 
pelas outras, amassem como as pessoas amigas amam!





segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A VIDA COMO ELA É


Chegou dezembro.
Mês do Natal.
Muitas são as listas para lembrar de tudo o que não conseguimos fazer durante o ano, que finda.
Muitas pessoas relatam o sentimento de ansiedade e do muito por fazer antes das festas.

Na verdade deixamos muitas coisas por realizar e quando nos vemos com a fatídica data de 31 de dezembro, nos ameaçando com a entrada do ano novo com pendências, passamos a querer fazer tudo.
Muitas pessoas podem pensar que são desorganizadas ou que preterem tarefas.

Mas olhando com calma o ano que passou, podemos constatar que a sensação de velocidade, na verdade, se deve ao grande volume de acontecimentos exógenos, mas que pesam sobre nossas sensações, passando-nos a percepção de um tempo cada vez menor.

Temos um ritmo individual e subjetivo para aprontar nossas realizações, que sofre muita interferência de tudo que é alheio a nós e que está acima de nossas possibilidades.
A situação econômica do Brasil, os problemas políticos, a quebradeira geral pela qual o país passa, já há vários anos, formam um mosaico de dificuldades gigantescas, que nos afogam em esperanças, receios, incertezas.

Esse volume de fatores, todos muito grandes e fora do alcance de nossas mãos, se soma às expectativas para 2018.
Premidos e prensados por problemas do passado recente, que se somam ao panorama de 2018, podemos nos afogar na grande onda de incompletudes e das impossibilidades, que não podemos surfar.

Nas grandes ondas, surfistas fazem tudo para adquirir velocidade superior à massa que se aproxima, ou fogem da sua arrebentação, como consegue fazer a atleta Maia Gabeira, que mesmo com toda a prática quase foi enterrada por água salgada, tendo sido salva, no último momento, por outro surfista muito experiente.

Como não dispomos dessa possibilidade, precisamos exercitar nosso instinto de sobrevivência, diariamente, para conseguir completar alguns itens de nossas fatídicas listas permanentes.
Uma grande amiga, que é organizadora profissional, recomenda que sempre tenhamos uma classificação em alguns níveis, para que possamos vislumbrar as diferentes prioridades.
Separe o que é essencial, o que é necessário, o que é desejável, o que pode esperar um pouquinho, o que pode esperar um pouco mais, e listar e jogar fora, todos aqueles itens que muitas vezes só enchem nossos papéis, mas que não fazem falta alguma.

Criar esses níveis de análise tem ajudado muitas pessoas, no campo doméstico e profissional, a baixar sua ansiedade, a diminuir o campo das dúvidas, e, principalmente, a recuperar calma e serenidade.
Afinal o que mais precisamos, e desejamos, nesta altura do ano, é poder ficar um pouco mais leves, soltos, e com tempo disponível, para curtir esse tempo tão bonito de pré-verão, conviver com amigos, abraçar e sentir o carinho de parentes e pessoas amadas.

Bom dezembro, um feliz tempo livre, poucas listas com tópicos que sejam eminentemente essenciais, e muito tempo para matar saudades, conviver, e amar!!!


terça-feira, 28 de novembro de 2017

O UNIVERSO MASCULINO - PALESTRA PARA O ROTARY CLUB SATÉLITE STO. AMARO DA IMPERATRIZ - MULHER CIDADÃ

                                                                                                                                                      Danilo A. Cunha – Coach, Educador, Consultor
                    

-O UNIVERSO MASCULINO 



A evolução histórica, até bem recentemente, reservava ao homem uma papel ligado à sua força física.
Até a revolução industrial, no nível do século XIX, em que as máquinas a vapor já se encontravam com a eletricidade e a comunicação, ainda não integradas, o papel masculino era o da força física, e de uma “superioridade” puramente narrativa, advinda do modelo patriarcal da sociedade, muito em função de uma visão inercial, sem que a mulher tivesse um papel claro destinado a ela.

A liderança na sociedade, nas empresas e nas casas, era reservada ao homem, como o “chefe da família”, mesmo esse homem tendo funções subalternas nas suas atividades profissionais.
A terra e a agricultura tinham consolidado um conceito de Força Física, como essencial para comandar processos.

Os conceitos e estereótipos de liderança eram baseados em figuras e imagens militares, com espadas, armas de fogo, cenas de guerra e destruição, nas quais coragem física era associada a músculos e com as medalhas sobre o lado esquerdo do peito para esconder e proteger das emoções.
Nas empresas e vida civil a posição de chefia e liderança era algo inquestionável.

Além de ter e criar filhos, a mulher era tratada como uma cuidadora do lar e como uma ajudadora de segundo nível, em tarefas menos importantes.
O século XX trouxe grandes e graves acontecimentos, nos quais a mulher foi recolocada em outro patamar, muito em função das grandes guerras e dos processos de destruição em larga escala.

Na primeira guerra mundial, 1914/1918, foram desenvolvidas, e muito usadas, as primeiras armas de destruição em massa, o gás de mostarda e o gás de cloro.
Os efeitos físicos e neurológicos dessas desconhecidas armas, que matavam, cegavam, aleijavam e enlouqueciam, silenciosamente, obrigaram governos a deslocar grandes contingentes de mulheres para os hospitais de retaguarda, como enfermeiras e auxiliares de saúde.

Para não desmobilizar soldados homens, alojados nas trincheiras, as mulheres foram trazidas para a guerra para tentar minimizar as mortes e as inutilizações geradas.
Enquanto os homens se matavam nas trincheiras, as mulheres eram chamadas para tentar minimizar seus ferimentos e suas mortes.
Mas para recuperá-los e para que seus comandantes, também homens, os mandassem novamente para matar e morrer nas trincheiras.

Nesse mesmo período histórico, na Europa, na América do Norte, muitas mulheres lutavam para ter direito ao voto, e lideranças femininas, as chamadas sufragistas, mantinham embates intelectuais e atitudinais, para que as mulheres fossem autorizadas, legalmente, a votar.
Após a primeira guerra mundial, a Europa manteve movimentos de convulsão social, encaminhando-se logo para a segunda grande conflagração mundial.

Os ressentimentos herdados do primeiro conflito, e um mundo ainda predominantemente masculino de liderança e comando, criaram as condições propícias para a nova guerra europeia, que acabou envolvendo o mundo todo.
E novas armas de destruição foram experimentadas, culminando com as duas bombas atômicas largadas sobre o Japão, matando 200.000 pessoas e jogando o mundo diante da destruição nuclear.
Não à toa, terminada a guerra, a antiga Liga das Nações foi extinta e criada a ONU, como uma organização multilateral, de alcance mundial, para tentar garantir um ciclo de desenvolvimento pela paz, e com a redução das guerras.

A fase atual de mundo se inicia nos anos 60.
O primeiro satélite de comunicação por imagem foi lançado pelos EUA ligando a Europa e a América, com canais de televisão.
Na década de 60 EUA e Europa foram, simultaneamente, tomados por manifestações pacifistas, nas quais a mulher emerge como um novo personagem ativo da sociedade, reclamando por igualdade de direitos e por mais espaço nos níveis de poder e comando.

A maquina de comunicação por satélite, as estruturas terrestres de tráfego de informação, telefone, telex, fax, associadas à instantaneidade de imagens estáticas e dinâmicas, mostravam ao mundo os riscos de novas guerras.
A guerra do Vietnam começa seu término a partir do momento em que as imagens de soldados americanos morrendo e sendo explodidos por armadilhas entraram nos lares dos EUA mostrando a realidade para mães e pais.

A década de 60 passa a ser o portal histórico da mudança significativa no universo masculino, pois o homem passa a ter que aceitar a mulher como sua parceira em todos os níveis, e não mais somente dentro das casas.
A moda retrata bem essa mudança drástica de costumes e mentalidades, mostrando a mulher não se submetendo mais aos espartilhos, de qualquer natureza.

A mini saia é uma reciclagem de modas antigas, já experimentadas palas mulheres, mas muito mais atinentes a festas e desfiles, do que ao uso nas ruas e nos escritórios.
O universo masculino é atingido de forma conceitual e ideológico, pois a geração dos anos 60 bradava por fazer o amor e não a guerra, apesar de lideranças masculinas, em quase todos os governos do mundo, continuarem a exercitar práticas e visões superadas.

O mundo ingressa na década de 70 já todo coberto e integrado por comunicação e muita informação, a ponto das conquistas e avanços comportamentais invadirem todo o globo terrestre em poucos minutos após a ocorrência dos fatos.
O universo masculino passa a constatar as alterações quase de forma on-line, com mulheres invadindo espaços até então ocupados unicamente por homens.
As décadas de 80, 90, e a primeira década do terceiro milênio, encontram o universo masculino completamente mudado, obrigando o homem a se defrontar com questionamentos essenciais sobre casamento, família, provedores do lar, hábitos e costumes alterados.

As questões de gênero ganham espaço, numa abordagem mais ampla e aberta, do que as concepções anteriores, quando se enfocava somente a forma binária homens e mulheres.
O universo masculino, depois de 4 décadas de espanto e estupor, passa a saber relativizar papéis sociais, humanos e familiares, que sofreram alterações radicais, profundas e abrangentes.
E o futuro reserva grandes novidades e inovações.

O processo da revolução industrial de quarta geração, por que passa o mundo, vai alçar as mulheres ao poder, tanto nos governos, nos legislativos, nos judiciários, como nas empresas e corporações, pois a tecnologia, cada vez mais presente na vida das pessoas, vai exigir posturas sutis, bem como avançadas capacidades de interpretação da realidade, competências femininas, que, finalmente, serão utilizadas em benefício do ser humano.
O cérebro primitivo, ainda muito presente nas reações masculinas, terá que se modificar para ceder lugar a um expressivo número de mulheres, para que a humanidade possa casar desenvolvimento econômico, tecnológico, com qualidade de vida para todos.

2-Perspectiva da Vida na Maturidade
Até antes dessa etapa anteriormente relatada, a questão masculina era vista como uma etapa obrigatória, na qual o homem passava a conviver com a ideia de aposentadoria, mas que abrangia toda a vida do homem.
Aposentar, em torno dos 60 anos era a condenação a um momento existencial extremamente solitário e sem função, quase como um tempo de esperar o fim da vida.

Os novos conceitos, tanto na vida amorosa e afetiva, como no campo social e na dimensão profissional, sofreram enormes mudanças, com as décadas de entrada da mulher no mercado de trabalho, como com a alteração conceitual de que homens aos 60 são senhores velhos.
As novas medicações, a evolução da concepção médica, as novas relações homem/mulher na sociedade, tiraram as algemas limitantes do universo masculino, permitindo o surgimento do novo homem diante dos desafios a ele lançados.

A nova atitude masculina, sem dúvida puxada pelas mudanças da mulher na sociedade, permitiram o surgimento de novas relações de poder.
O empoderamento da mulher no mundo ajudou a libertar o homem das mediocridades que a sociedade masculina a ele reservava.
A nova juventude, apoiada por novos conceitos e práticas sociais, lançou as raízes da nova maturidade masculina, que indica um novo reinicio a partir de aposentadorias, ou outros limites anteriores.

A maturidade, agora, está muito mais ligada à busca de vocações antes não exercidas, às possibilidades de conhecimentos mais ampliados, aos novos namoros e casamentos, e à revitalização das relações existentes.
O universo masculino descobre a alegria de experimentar a leveza dos novos tempos, nos quais o homem pode se descobrir ou redescobrir, não mais preso à força e a um conceito de liderança estereotipado.

O homem passa a ver a vida com as lentes da evolução e da superação conceitual e condicionante, vivendo quase como uma nova adolescência, na qual pode se permitir a felicidade e a autenticidade.

3-Saúde Integral
A evolução e mudanças de conceito no universo masculino e nas perspectivas da vida na maturidade colocaram o homem diante de novo paradigma de saúde.
O homem sempre assistiu a mulher indo ao médico, passando por mais cirurgias que ele, e reputava tudo isso à “condição de mulher”.

Cuidar da saúde, ir a o médico preventivamente, era “coisa de mulher”.
A superação de conceitos empedernidos, de visões muito antigas, e a vontade de viver os mais de 20 ou 30 anos que a vida está dando de “bônus”, graças aos avanços da ciência, da medicina e dos novos medicamentos, colocou o homem em um novo patamar.

Antes, ao aposentar-se, o homem em sua solidão eminentemente masculina, amargava os medos da morte próxima, a frustração de um final de vida triste e no isolamento construído por um comportamento “macho”, que o isolava do afeto dos filhos e filhas, impedindo que se curtisse a vida plenamente, ainda mais numa etapa de grande liberdade conquistada por muitos anos de trabalho.
A saúde preventiva, a promoção do bem estar, o estilo de vida leve e saudável, foram conceitos introduzidos pelas revoluções de costumes, sendo hoje uma nova e forte realidade.

A prática regular de esportes, o convívio com a natureza, alimentação mais leve e natural, a relação mais igualitária com a mulher, a superação de posturas envelhecentes e aborrecentes, colocaram o homem na alegria da redescoberta dele mesmo.

Saúde integral deixou de ser um rótulo, uma chamada de marketing, para ser uma crença positiva, uma condição de vida acessível a todos e todas, despertando no homem a vaidade adormecida, a alegria de poder se embelezar mais, de poder ser sorridente e atraente, como não se acreditavam mais os homens com mais de 60...

4-Novembro Azul
As posturas antigas, do homem em relação à mulher o colocaram numa situação refratária aos cuidados com o seu próprio corpo e saúde.
O super homem, originado na terra, na força, no picar pedras, nas guerras, na vida e na morte, colocaram a homem numa posição frágil e de medo, diante das possibilidades de investigar melhor suas entranhas e seu bio funcionamento.

Mulheres enfrentam mamografia, visitas ao médico e médica de “doenças femininas”, toques de todo tipo, exames externos e invasivos, enfim, são viradas do avesso, apalpadas, para que sua saúde seja preservada.
Mas grandes preconceitos masculinos foram erigidos ao longo dessa cultura machista, que reservou aos homens a solidão da dor, do receio da morte, sem repartir angústias, sem compartilhar os medos, sem  admitir dúvidas e anseios.

Lançado o Outubro Rosa, corajosa campanha criada por e para as mulheres, foi aberto espaço para o Novembro Azul, numa grande solidariedade entre mulheres e homens, visando mostrar aos valentões e moralistas, que nada de mal lhes fará um pequeno, mas importante exame interno, que poderá remover dúvidas e dissipar incertezas, dentro da atitude contida no conceito de Saúde Integral, que permitirá a plena vivência de uma nova e longa etapa de vida.
E assim anda o novo homem, afastando-se cada vez mais de seus primórdios primitivos e de condicionantes menores.

Mais próximo do amor, de viver uma vida mais plena, e de poder construir, junto e ao lado da mulher, uma caminhada mais plena de sentimentos, sensibilidades, e percepções, que só farão a vida mais plena e mais feliz.