segunda-feira, 20 de novembro de 2017

UMA ESCOLA PARA CIDADANIA: VOCÊ PARTICIPARIA?


O Brasil vive momentos de transformação aguda.
O sistema político dá mostras de uma grande necessidade de mudança e de ressignificação.
A sociedade brasileira vem experimentando o regime republicano desde 1889, mas a nação ainda não se apropriou dos valores morais, éticos, e políticos, que a visão republicana sempre propugnou e defendeu.

O poder em nosso país ainda adota práticas de cooptação e parcerias patrimonialistas, pouco aderentes aos princípios de igualdade diante da lei, para todos.

Cidadãos preocupados em que o Brasil se lance neste terceiro milênio na direção de uma sociedade com cidadania lúcida e consciente, reúnem-se por todo o território nacional, diagnosticando a importância de construção de um sistema político que se apoie na igualdade de direitos e deveres, conceituando o nível de poder como uma instância necessária à condução democrática, e igualitária, da sociedade, mas sem qualquer privilégio adicional, a não ser a honra de poder servir aos demais cidadãos. 

A concepção de uma Escola de Cidadania, com o objetivo de transmitir conhecimentos e debater teses e ideias, visa formar agentes de transformação e evolução social, apoiada na necessidade de um profundo e abrangente conhecimento histórico, que permita clareza de conceitos e objetivos, para que se possam edificar competências adicionais, como ferramentas para que a nova cidadania possa participar sempre da correção de rumos e revisão de métodos de gestão e governança.

Os valores que embasam a ideia de uma Escola de Cidadania se identificam com a Ética, a Moral, o Respeito às Leis, o Devotamento à Pátria, o Acatamento a Hierarquia, a Meritocracia.
O pleno respeito à Justiça e à Meritocracia, sem qualquer dúvida, complementam o conjunto conceitual e ideário de uma cidadania que visa formar uma nova visão para uma sociedade que necessita de valores claros e transparentes, na defesa dos princípios de desenvolvimento pleno e justo.

Estudar e aprofundar conhecimentos sobre cidadania, democracia e república, visa, também, combater o corporativismo que se constata em muitas instituições públicas, estatais/governamentais, que acumulam benefícios de toda a ordem, mesmo que se choquem com a realidade da nação, que se debate com carências significativas.

O Estado brasileiro é uma estrutura muito cara para nosso país, e precisa urgentemente ser passado a limpo pelos cidadãos, que terão que eleger, literalmente, não só novos governantes e legisladores, mas também, e principalmente, novas sistemáticas de trabalho e prestação de serviços públicos, para que a economicidade seja sempre observada nas estruturas públicas.

É inadmissível que as prioridades nacionais, segurança, saúde, educação, transporte, estejam em situações precárias, quando gabinetes e ambientes de servidores públicos gastem somas quase imorais, em todo o tipo de bônus e benefícios financeiros, além de excesso de caros confortos, como carros, estacionamentos, gabinetes situados nas áreas urbanas mais caras das cidades, e outros luxos pouco condizentes com o Brasil real.

Em 2018 teremos eleições quase gerais e seria de todo recomendável que a peneira do eleitor brasileiro tivesse uma rede de furos bem pequenos, para que se filtre uma nova realidade nacional, coerente com as possibilidades do país.

República é um regime em que todos são iguais perante as leis e qualquer outro regulamento.
Mordomias e “auxílios” pagos indevidamente, justamente aos servidores públicos já muito bem remunerados para executar seus trabalhos, só preservam uma sociedade descontente e acumuladora de favores com recurso de todos, os impostos.

Já tivemos experiências recentes de governos populistas e demagógicos, que tudo prometeram ao povo, mas que só geraram crises agudas, desemprego e desesperança.

2018 poderá representar a redenção brasileira, só depende de como usaremos uma potente arma, que não necessita de porte, mas à qual todos temos direito: o voto!!!


terça-feira, 14 de novembro de 2017

A QUALIDADE DOS PENSAMENTOS E ATITUDES





Como dizia o Terapeuta de Família, André Schelling, a qualidade de nossas vidas, depende da qualidade e padrão de nossos pensamentos e de nossas atitudes.

Os pensamentos vão construindo caminhos neurais, os quais podem ser determinísticos, se muito rígidos ou repetitivos.

Reavaliar atitudes, repensar hábitos, revisar conceitos, evitar os pré-conceitos, não adotar os estereótipos, pode nos ajudar a prevenir o uso de princípios muito rígidos, que tendem a se tornar camisas-de-força comportamentais.

As atitudes, as expressões faciais, já está comprovado cientificamente, determinam algumas reações internas e podem influir sobre nossas emoções.
Assim como manter uma atitude positiva e sorridente ajuda em nossos processos internos, nossa exterioridade influi muito sobre as pessoas que
nos vêm e observam.
A música é um verdadeiro "detergente" neural e seu uso frequente estimula processos criativos e positivos.
Faça o teste ouvindo As Quatro Estações, de Vivaldi, ao violino.
A dança associada à musica potencializa processos benéficos à saúde física, mental e emocional.
O amor, a solidariedade, a ternura, o carinho, e a suavidade podem aumentar, multiplicar os aspectos agradáveis da vida.
Por isso, começar os dias com sorrisos, abraços, calma e muita alegria pode ajudar a nós e às pessoas próximas.
Isso, numa reação geral resultará, sem dúvida, em um mundo melhor, com pessoas felizes, serenas, amigas e solidárias.

domingo, 29 de outubro de 2017

GEOPOLÍTICA MUNDIAL: DIVISÃO DA ESPANHA, RISCO DE UMA NOVA GUERRA CIVIL?


Na primeira metade do século XX, a Espanha foi palco de uma guera civil, que durou três anos, ceifou a vida de centenas de milhares de habitantes daquela nação, por forte influência e uso político de suas lideranças nacionais, pelo processo do nazifascismo, que se implantava na Europa, com veleidades de tomar e dominar todo o mundo.

A estratégica posição da Espanha, com duas frentes marítimas, mediterrânea e atlântica, aguçou a cobiça militarista de Mussolini e Hitler, que passaram a apoiar o golpe franquista, declarado a partir do norte da África, pelo general Franco.

A Espanha, uma republica democrática, tinha passado por eleições, não reconhecidas pelo movimento militar franquista, que estava sendo apoiado e pressionado a derrubar a democracia espanhola, para criar um atalho marítimo para os anseios expansionistas de Hitler, que desejava chegar às Américas, pelo mar, com o uso de sua frota de navios e submarinos.

Durante três anos os republicanos resistiram às ofensivas das tropas de Franco, mas o reforço de contingentes militares italianos e alemães, além de aviação e envio de tanques, foi definidor na guerra civil espanhola, com a derrota da república e com a implantação de uma ditadura cruel e cruenta de Franco, por mais de quatro décadas.

Para desgosto nazista, Hitler não conseguiu utilizar o território espanhol, como base de lançamentos de ofensivas contra a América, pois a destruição da Espanha  foi tão grande e o número de mortos tão expressivo, que não houve condição militar para a posição geopolítica conquistada pela força.

Agora, em 2017, começa a ocorrer movimento forte, contundente, pela separação de parte do território espanhol.
Recentemente a Inglaterra comandou esforço para sair da UE-União Europeia, e conseguiu aprovar essa saída, o famoso Brexit, mas viveu processo análogo ao de Hitler, na guerra civil espanhola.

O movimento político inglês, disparado pelas pretensões de poder e hegemonia partidária da primeira ministra May, encontrou forte reação escocesa, quase pondo a perder o plebiscito disparado. A maioria pretendida quase foi perdida e o poder por pouco não se esvaiu por entre seus dedos.

O embate foi tão forte, que uma nova situação politica e partidária se implantou na Inglaterra, fragilizando o grande poder que se pretendia com o Brexit.

Esses movimentos separatistas visam fragilizar a UE, pois esse bloco se transformou num grande movimento democrático, com controle social, e que pode inibir velhos instintos homogênicos, que podem sonhar com a reedição de velhos impérios e novas conquistas territoriais.

O mundo humano vive em movimentos pendulares, com amnésias históricas, edições de verdade para criar versões deglutíveis pelas sociedades de muitos países, sem esquecer que as ânsias de dominação cultural, econômica, e territorial, podem estar ressurgindo neste século XXI, quando se pensava que as pessoas estariam satisfeitas em ver e conhecer o mundo todo, sem sair de casa, por meios de suas bugigangas digitais, pelas quais nosso planeta ficou pequeno e visualizável, em qualquer latitude ou longitude.

Só se olvidam os lobos vestidos de dóceis e civilizados carneirinhos, que as mesmas bugigangas que podem iludir as gerações que desfrutam do painel mundial em suas diversas residências, que esses mesmos aparelhinhos são cúmplices eletrônicos da verdade e da informação instantânea, dois fatores inexistentes nas turbulentas décadas de 1930 e 1940, quando ditadores sanguinolentos tentaram dividir e dominar o mundo, usando a mentira e a manipulação.












OS TOTALITÁRIOS E AS NARRATIVAS DE EDIÇÃO DA HISTÓRIA REAL



O Brasil já teve vivências políticas suficientes para desenvolver um bom conhecimento dos perfis políticos, de legisladores e dirigentes.

Já tivemos democratas autênticos, demagogos de várias tonalidades, ditadores civis e militares, golpes de estado mistos, como o de 1964, que foi deflagrado pelo presidente do Senado da República, populistas travestidos de populares, totalitários que usaram o populismo para enganar a nação e tentar conduzir o Brasil para a crise geral, ou seja, nossa escola política já nos ministrou muitas lições.

Mas um detalhe muito importante, que ajuda a destacar os populistas totalitários é aquele que já foi usado na Itália de Mussolini, na Alemanha de Hitler, na União Soviética de Stalin.
Os totalitários brasileiros tentaram e tentam, permanentemente, promover a construção de narrativas mentirosas, ilusionistas, para conduzir a opinião pública na direção de seu endeusamento.

Todos os roubos, desvios, corrupções, cometidas pelos populistas são maquiadas, travestidas, fantasiadas de aspectos justiceiros, de igualdade social, de inclusão pela solidariedade, de forma que a opinião pública se sensibilize pela memória distorcida de escribas bem pagos, que tentam criar uma nova história, muitos anos depois da real, efetivamente ocorrida.

Muitos jornalistas bem pagos, empresas de comunicação e imagem, com as promessas de muitos favores econômicos e financeiros, caso os populista retornem ao poder, investem em narrativas mentirosas e falsas, sobre a realidade já vivida, para tentar mascarar as gestões populistas, que jogaram o Brasil na crise atual e na obrigatoriedade de repensar suas prioridades.

Na União Soviética dos anos 50 e 60, revistas eram editadas em vários idiomas, remetidas para vários países, para tentar passar uma sociedade de pessoas saudáveis, felizes, realizadas e participativas.
A verdade dos Gulags, das prisões siberianas, dos expurgos e campos de trabalho forçado era mantida e retocada pelas imagens idílicas das lindas fotos coloridas dos magazines de propaganda política.

Na Alemanha nazista de Hitler o ressentimento pela derrota da primeira guerra mundial foi exacerbado para que toda a população sentisse vergonha e desenvolvesse um sentimento de revanchismo.
Os judeus, ciganos, e todos que pensassem diferente do histriônico e ressentido Hitler foram transformados nos culpados da crise alemã e eleitos como os inimigos públicos, número 1.

Os totalitários nazistas escravizavam todos os contrários e os disponibilizavam como mão de obra sem custo para as indústrias germânicas, que passaram a produzir armas e tanques para o esforço militarista, com o qual Hitler tentou dominar o mundo.
A edição histórica se dava pela manipulação informacional dominada por Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, que criou a frase:
“se for uma mentira necessária, repita-a muito, mas muito mesmo, a ponto de ela se tornar uma verdade pela repetição”

A Itália de Mussolini viveu momentos históricos simultâneos com o nazismo, tendo seu líder fascista se alinhado com as doutrinas nazistas, para tentar criar uma frente política forte, a ponto de italianos e alemães terem ensaiado tratados e pactos para dominar a Europa e, depois, o mundo.

Mussolini entrou firme na área trabalhista e criou uma legislação populista e envolvente, pois pretendia cooptar o movimento sindical e os trabalhadores da Itália, tornando-os dependentes do braço estatal para repasses de dinheiros. Legislação, aliás, copiada por Getúlio Vargas, no Brasil, que criou monstrengos corporativistas, que perduram até hoje. E que alimentou o bordão populista de “pai dos pobres”, que ajudou a transformá-lo em ditador, com a criação do estado novo, em 1937. E Getúlio só foi apeado do poder em 1945 quando os dois totalitários populistas, Hitler e Mussolini, foram destronados e mortos, com o final da segunda guerra mundial.

O populismo italiano, alemão e soviético em muito se pareciam e aproximavam.
Só não evoluíram juntos, pois a ambição desmedida de Hitler fez com que ele concebesse a invasão e anexação russa como um fetiche de sua mente doentia e pervertida.

Essa breve passeada pela história do século XX nos fornece elementos suficientes para que comecemos, a partir de 2018, com as eleições quase gerais, a limpar o cenário político de nossa nação, para que reiniciemos a caminhada democrática e republicana, sem qualquer resquício populista ou totalitário, que tenha sido plantado em solo brasileiro.

Felizmente operações policiais e processos judiciais estão dominando a cena político/policial em nosso país, com muitos e muitas, dos falsos democratas e totalitários sendo revelados à sociedade, tirando a máscara de “bonzinhos” e muito trabalhadores, que faturavam milhões com desvios de recursos públicos e muita corrupção.

Toda mudança se produz com tomada de consciência e coragem, somadas à lucidez, para que não se embarque na canoa furada das mentiras editadas em meios vários de comunicação social, pois caso eles consigam trazer os totalitários populistas de volta ao poder, só eles ganharão gordas recompensas financeiras, por terem apoiado os futuros ditadores do Brasil.

Basta ver exemplos históricos, bem comprovados publicamente.
Os falsos socialistas e comunistas conseguem apontar um único país no mundo, onde os regimes políticos, que eles dizem apoiar, tenham conseguido implantar uma sociedade humana progressista e feliz?


Basta ver os exemplos lamentáveis da União Soviética, da Coréia do Norte, de Cuba e da bagunçada e destruída Venezuela, para que o povo compare e decida o que quer para o futuro de nosso Brasil.