quarta-feira, 26 de junho de 2013

NOVO PACTO FEDERATIVO PARA O BRASIL



Uma das maiores prioridades do Brasil passa pela construção de um novo pacto federativo.
Historicamente, os governos centrais, hoje governo federal, foram se estruturando com posição hegemônica, no tocante à arrecadação.
Neste ano de 2013, temos uma distribuição da arrecadação de impostos, que bem demonstra a atrofia a que o Brasil está submetido.
O Governo Federal fica com 65% de toda a arrecadação nacional, 22% ficam para os estados, e somente, tão somente, 13% para os municípios.
Todas as pessoas vivem em um município.
Ninguém vive numa estrada federal, ou num prédio estadual, todos têm suas residências em algumas das mais de 5.600 cidades deste país.
Nos municípios é que existe demanda por saneamento básico, por redes de água, por iluminação pública, por transportes públicos, por redes de distribuição de alimentos, por postos de saúde, por escolas, por segurança, por trabalho, por infraestrutura para o turismo, e muitas outras.
Justamente o ente município é o menos aquinhoado com recursos da massa de impostos, o que coloca o Brasil como um país de cabeça para baixo.
Há muito tempo já se fala, se comenta, se briga, se pede, se ameaça, mas tudo continua como sempre foi, o governo federal é o que mais gasta, por ser o que mais recebe.
E esse nível de governo acaba submetendo os outros dois, ao eterno beija-mão, pois usa essa desproporção arrecadatória para manter seu poder político sobre prefeitos, e governadores.
A riqueza de uma nação tem que ser usada para seu desenvolvimento harmônico, equilibrado, jamais como instrumento de submissão sobre entidades autônomas, independentes, que geram suas próprias receitas, sobre sua base produtiva e sobre seus trabalhadores.
Neste momento de sacudida do país, que as manifestações legítimas dos indignados brasileiros geraram, em todas as partes, esse tema tem alta prioridade sobre os outros pontos, pois a relação desigual, o desrespeito à cidadania, já começa na absurda relação de desigualdade que se dá entre os três níveis governamentais.
Isso explica o grande volume de crimes de corrupção acumulados em torno dos ministérios, e de outros órgãos federais, pois lá há excesso de dinheiro acumulado, indevidamente, mas onde há muita riqueza há, também, muito poder acumulado.
Para reconstruirmos a republica brasileira, para podermos construir uma sociedade na qual se possa viver bem, com qualidade de vida, nas cidades, é premente a necessidade de uma reordenação e reconstrução do pacto federativo, colocando os municípios como o ente que mais necessita de recursos, pois é lá que a vida acontece.
 
 
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

REPÚBLICA, POLÍTICA, DIREITOS E DEVERES

REPÚBLICA, POLÍTICA, DIREITOS E DEVERES

A política nacional é algo muito sério para ficar nas mãos somente dos...políticos.
Eles podem nos representar, mas nós temos que deixar bem claro o que queremos para nossa nação.
A cada 4 anos, ou 2, conforme a eleição, não podemos dar procurações em branco, para pessoas desconhecidas nos representarem.
O risco não é só de um golpezinho, pode ser um golpe, uma falcatrua, do tamanho do Brasil, como estamos vendo nos jornais todos os dias.
O que precisamos aprender é que a política é a parte mais importante de nossas vidas, pois mexe com nosso espaço coletivo, nosso destinos públicos e privados, , com nossos sonhos, com nossas economias, com nossos trabalhos, com nossos planos.
Desde a autoritária corte portuguesa tentam nos impingir alienação e dependência, para que aceitemos o que o poder faz em nosso nome.
Ou o país é nosso, vivemos numa democracia, ou ficaremos emprestando nosso voto, para continuarem nos assaltando, enquanto nós enterramos a cabeça no chão, dando a sensação para o mundo, que somos um tremenda democracia, de ordem, progresso, e paz.
O que nunca foi verdade.
Temos uma história autoritária, quase 400 anos de vergonhosa escravidão, que tornou indigna a visão do trabalho, como se castigo fosse, quando todas as nações, que se desenvolveram de forma equilibrada, o foram a custa de muito trabalho, que depois começa a oferecer os resultados bons.
Temos que recuperar o tempo perdido.
Agora somos uma República e temos que fazer valer nossos direitos, sem esquecer os deveres cidadãos!!!
Se não olharmos nosso passado de forma crítica, e consciente, poderemos repetir os erros já cometidos.
O futuro nos pertence, desde que não abramos mão dele!!!
 

BRASIL: O PODER CORRENDO ATRÁS DO TEMPO PERDIDO


 
CORRENDO ATRÁS DO TEMPO PERDIDO

É evidente a falta de sintonia dos três poderes da República com o povo brasileiro.
A linguagem do povo nas ruas, não deixa dúvidas. Tudo está muito claro.
O Palácio do Planalto, com a evidente distância que mantém da realidade brasileira, logo tentou marcar um gol de placa, avisando que estava tão de acordo com as reivindicações das ruas, que convocaria uma Constituinte. Uma Constituinte???
Logicamente, foi desaconselhado nessa direção, pois o Brasil ainda nem consolidou a Constituição de 1988 e o poder brasileiro fala, levianamente, em mais uma.
O Congresso Nacional, mais do que depressa, está colocando em votação, de forma atabalhoada, mas também para pressionar a Presidência da República, e já atopetou a pauta de votações, votando até a rejeição da famigerada PEC37.
O Presidente do STF, deu sua interpretação da situação, colocou panos quentes na trapalhada da Presidente da República, e lembrou que o Brasil tem uma história autoritária, na qual tudo tem sido feito de cima para baixo, ou seja do poder impondo direções e legislação para a sociedade.
O que mais chama a tenção é exatamente esse aspecto, o quanto o poder, com 3 sedes em Brasília, está completamente afastado da realidade diária da nação, assim como parece falar outro idioma.
Vendo as manifestações fica muito claro o conjunto de reivindicações dos que se manifestam: um ponto focal, inicial sobre a questão dos valores e baixa qualidade do transporte coletivo, e outros pontos fortíssimos, que foram sendo enunciados ao longo das manifestações.
Mas, no português que se fala na maioria do Brasil, é clara a relação dos principais tópicos levantados nas manifestações: transporte público, a rejeição da PEC37, mais verbas e prioridade para a saúde pública, para a educação, para a acessibilidade e mobilidade urbanas, menos gastos com obras gigantescas para as duas copas, mais dinheiro para as necessidades que a sociedade aponta, criminalização maior da corrupção, diminuição das enormes despesas governamentais (39 ministérios e 22.000 cargos comissionados), mais qualidade nos serviços públicos, como no caso do SUS, falta de estrutura de hospitais.
Dessa pauta de pedidos, a uma constituinte, como falou de imediato a Presidente, existe uma fossa abissal, legal, legislativa, e que não responde a nenhuma das reivindicações populares.
No final da noite, a Presidência da República já falava em um plebiscito para indicar uma reforma política, e não mais constitucional.
O que pode ser feito por PEC- proposta de emenda constitucional.
Um plebiscito, dependendo das questões que serão expostas para a sociedade brasileira se posicionar, deverá ter um bom prazo de preparação, e conscientização para os votantes, para evitar que seja
manipulado, ou que não fique claro para os eleitores o que se pretende.
É importante, fundamental, nesta fase pós passeatas e protestos, que o conjunto de demandas da sociedade seja respeitado e que na sua integralidade ele seja avaliado para receber as respostas necessárias.
Pois bem, como está muito claro que o poder ficou perdido com a inesperada abrangência, e profundidade, dos protestos, e que não entrou ainda na frequência adequada, convém que a sociedade se mantenha alerta, pois o processo de manipulação pode conduzir a soluções, que estejam mais próximas da zona de conforto do poder, do que aderente às demandas legítimas e pertinentes do povo brasileiro.
Como o preço da liberdade é a eterna vigilância, temos que nos manter bem alertas para que a multiplicidade de interlocutores, que hoje já apareceram, e a diversidade de interpretações, muitas delas completamente equivocadas, não ponha todo o esforço da sociedade a perder, ou a ficar esperando indefinidamente.
É importante, fundamental, nesta fase pós passeatas e protestos, que o conjunto de demandas da sociedade seja respeitado e que na sua integralidade ele seja avaliado para receber as respostas necessárias.
Pois bem, como está muito claro que o poder ficou perdido com a inesperada abrangência, e profundidade, dos protestos, e que não entrou ainda na frequência adequada, convém que a sociedade se mantenha alerta, pois o processo de manipulação pode conduzir a soluções que estejam mais próximas da zona de conforto do poder, do que aderente às demandas legítimas e pertinentes do povo brasileiro.
O que o Governo Federal tem que fazer, é ter muito cuidado para não abandonar as reivindicações genuínas, originais, que foram brandidas nas passeatas.
Qualquer bobeada governamental poderá jogar o Brasil numa crise muito grave, pois a massa que protestou, e o fez de forma pacífica e ordeira, pode se desesperançar, reagindo de forma muito mais contundente, e violenta, se resultados palpáveis, e imediatos, não forem concretizados.

ELEIÇÕES EM 2014 - VOTE NA MUDANÇA

ELEIÇÕES EM 2014

Em 2014 vote conforme a sua consciência manda. Vote pela mudança, pelo novo.
Vote em Dilma, se ela mudar, se ela se afastar de seu mentores fajutos, que querem usa-la, para que nada mude.
Ela ainda pode usar o poder que tem como Presidente do Brasil para que a estrutura de poder que rouba, desvia, corrompe, seja retirada da vida pública e pare de influenciar o voto por meio de muito dinheiro, contratando peças de publicidade caríssimas, enganadoras.
Vote na renovação de ideias, no compromisso com a ética, com o avanço.
Vote em pessoas que tragam novos ares, que valorizem a ética e a renovação.
Leia muito a respeito dos candidatos, procure saber tudo sobre quem pede seu voto.
Atrás de carinhas, aparentemente, simpáticas podem se esconder perfis ditatoriais, autoritários.
Tem candidato, que se diz novo e honesto, mas que no ano que passou, investiu muita energia e influência para enfiar sua mãe como ministra do Tribunal de Contas da União.
Seria por sonhos democráticos que fez isso, ou para garantir suas continhas bem protegidas por alguém lá de dentro?
Votar é escolher, é selecionar, é separar e eleger quem efetivamente tem uma vida honesta, séria, que possa ser mostrada a todos, sem qualquer mácula de corrupção, de desonestidade, de desrespeito com os direitos humanos.
Valorize seu voto, em 2014, e comece, desde já, a separar o joio do trigo, fazendo uma lista de pessoas que não estejam envolvidas nas bandalheiras financeiras, econômicas, ou políticas, contra o Brasil, contra o povo brasileiro.
Direcione seu voto para pessoas que tenham uma trajetória limpa, que possam mostrar seu passado, que não tenham ficha suja, na justiça, ou na sociedade.
Vote na mudança, no novo, no avanço, no compromisso com a transparência.
Vote na esperança.
Na esperança da mudança!!!