segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

ALIENAÇÃO POLÍTICA PODE CUSTAR MUITO CARO AO BRASIL



ALIENAÇÃO CUSTA CARO




A sociedade brasileira precisa despertar desse torpor, no qual está imersa já faz algum tempo. 
Só desejar ler, e ver, coisas engraçadinhas, fotos bonitinhas e querer viver na doce sensação de que tudo está às mil maravilhas somente nos trará cada vez mais dissabores.
Temos que assumir posições claras, exigir os deveres do estado, seja ele federal, estadual, ou municipal. 
É necessário que a sociedade defina o tipo de estado que necessita.
A situação atual, de ausência do estado, de não cumprimento de suas funções, pode aproximar nossa sociedade de um estágio perigoso.
O regime nazista, que desmantelou a Alemanha em 1945, começou assim com a deterioração das estruturas institucionais, com ataques à justiça, com a criação de milícias, que agiam paralelamente à estrutura oficial.
Vamos sair do comodismo, de só querer curtir futilidades e aparências, e vamos usar o ano de 2014 para reconstruir o Brasil.
Antes que falsas lideranças tomem o poder de vez, implantando uma desagregação planejada, que só servirá a quem dominar o poder anárquico, que se implantará em nossa sociedade, se nada fizermos.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O IPTU, A VIDA NAS CIDADES, E A NECESSIDADE DE UM NOVO PACTO FEDERATIVO PARA O BRASIL


Os cidadãos é que pagam todos os impostos, sejam eles municipais,  estaduais, ou federais.
No Brasil, 65% da massa de impostos arrecadados ficam com o governo federal, 22% com os governos dos estados, e 13% com os governos municipais.
É uma pirâmide de cabeça para baixo, pois a vida se dá nas cidades, e é lá que se precisa de recursos para educação, saúde, segurança, saneamento básico, transporte, meio ambiente, e as demais necessidades básicas das pessoas.
Quando as prefeituras, em busca de recursos para obras em suas cidades, aumentam muito os valores cobrados dos cidadãos sobre o IPTU, estão ajudando a retirar mais dinheiro das pessoas, pois elas já carregam todos os outros impostos.
É compreensível que os gestores dos municípios queiram ter mais recursos para poder realizar melhorias nas cidades que governam.
Mas esses gestores precisam lembrar que esses mesmos cidadãos é que suportam toda a carga tributária, pois o cidadão é o consumidor final de produtos e serviços, ponto onde se encontra a peneira derradeira, onde chegam as cobranças e arrecadações de todos os impostos nacionais.
Quando o governo federal, para ajudar as indústrias automobilísticas a vender mais carros, baixa o IPI, são os cidadãos, os contribuintes de todas as cidades deste país, que estão dando seu dinheiro, para ajudar a vender automóveis.
As desonerações fiscais, nome bonito e tecnocrático para esses favores feitos para as montadoras, e algumas outras indústrias da linha branca, ainda diminuem os valores de repasse dos fundos de participação de estados e municípios, aumentando o buraco da pirâmide invertida, acima descrita. 
E sem qualquer consulta aos cidadãos.
Vejam só esse exemplo, são vendidos mais carros, as cidades entopem suas vias com mais rapidez, o cidadão se prejudica, pois além de pagar impostos, esses mesmos impostos servem para financiar, em suma, uma piora na situação de mobilidade e acessibilidade das pessoas. 
Ainda mais que não se investe em melhorias, ou novas alternativas, para os transportes públicos de qualidade.
Os prefeitos, apavorados com as ruas congestionadas das cidades, que administram, tentam aumentar desmesuradamente o IPTU, para ter dinheiro para resolver um problema criado pelo governo federal.
Em vez de assaltar o cofrinho dos moradores das cidades, os prefeitos de todo o Brasil deveriam organizar um movimento nacional de alcaides e ir a Brasília para pressionar o Congresso Nacional, e o Governo Federal, para mudar essa estrutura perversa, que destina somente 13% dos impostos para os municípios, e não sangrar mais os cidadãos, que sofrem esse jogo de transferência de rombos orçamentários, que acaba sempre explodindo no seus bolsos, que são os contribuintes, que habitam as cidades, que sofrem o abandono de um governo/corte, que vem desde o Império, e que não passou nem foi atualizado, histórica e conceitualmente, pela filosofia republicana.
Empurrar essa conta de IPTU sobre os ombros dos cidadãos e contribuintes, só vai aumentar o fosso, que já existe, na base tributária altamente concentrada de nosso Brasil, um país de 200 milhões de habitantes, no qual somente 15% dessa população declaram imposto de renda.
Prefeitos, aproveitem este ano eleitoral, no qual as sensibilidades estão normalmente mais elevadas, e proponham, e lutem para implantar um NOVO PACTO FEDERATIVO PARA O BRASIL, no qual se reestude a situação atual de distribuição de recursos entre os entes que compõem essa equação, passando a destinar recursos em patamar digno para oferecer aos moradores das cidades brasileiras, e ninguém vive em estados ou no governo federal, as soluções, que, se adequadas, poderão ajudar em muitas reeleições municipais.

Afinal, o cidadão brasileiro saber ser grato com os políticos que os respeitam, e que os representam, digna e adequadamente.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

FILHAS DO MAR E OUTRAS PUBLICAÇÕES INTERESSANTES

MENSAGEM ENVIADA HOJE PARA LAURA COUTINHO, EDITORA DO CADERNO DONNA/DC-DOMINGO 02.02.2014

Prezada Laura
Ler o caderno donna de hoje nos traz sentimentos muito legais, e bonitos.
E, também, nos transporta para ver estrelinhas de alegria, pela qualidade de seu conteúdo.
A bela história das Filhas do Mar nos coloca bons astrais e lugares interessantes e saudáveis.
Além dos bons exemplos como cidadãs, promovendo programas de nivelamento social pelo esporte, individualmente essas moças legam excelentes referenciais para outras mulheres, que muitas vezes se entregam à futilidade e ao cultivo da imagem física, por não terem adequados rumos e focos em suas vidas.
Que bom ver rostos saudáveis, abertos e sorridentes, essências pessoais, sem a abundância de fotos de bumbuns e rostos cobertos por óculos de moda, que impessoalizam as fotografadas, e as expõem de forma padronizada.
A Viviane Bevilacqua, que já não é novidade com a sua competência, nos cita outro caso de uma mulher que dedica sua vida à medicina.
É a qualidade da escrita associada à sensibilidade da escritora, que não abandonou a visão da boa jornalista.
A sensível Martha Medeiros nos presenteia com uma reflexão muito necessária sobre a imagem que temos como país e quais as atitudes que podemos tomar para ajustar essa imagem a uma outra realidade, ou mudar a realidade para venhamos a ter uma imagem adequada.
O Veríssimo sempre oportuno, com a sua matéria sobre a coerência, atitude e comportamento tão necessários para a vida familiar, e social, mas nem sempre exercitada.
A entrevista com a competente atriz catarinense Bruna Linzmeyer coroa o donna deste domingo, fechando com um belo pacote de presente este verdadeiro regalo de bom nível intelectual, com que nos presenteias neste domingo de sol, que graças às boas leituras não fica só mais um domingo bonito.
Parabéns Laura, tua sensibilidade e inteligência mostram a qualidade e a adequação com que os bons produtos da imprensa podem enriquecer os momentos dedicados à leitura, que só conduzem a estágios de bem estar e de saciedade intelectual.
Peço que transmitas às autoras das matérias o nosso agradecimento especial, e as congratulações por produzirem textos de primeira grandeza, que só geram bons momentos, e sentimentos, em quem os aprecia.
Muito obrigado!

Danilo Aronovich Cunha
Consultor e Educador

domingo, 26 de janeiro de 2014

TREM NOTURNO PARA LISBOA

TREM NOTURNO PARA LISBOA

O título acima é um belíssimo filme que está passando no Cine Paradigma, em Florianópolis.
Excelente trabalho, com um elenco fantástico, lindíssimas locações, mostra uma parte da história recente de Portugal, faz referência à ditadura de Salazar, e apresenta uma série de episódios ligados à mesma pessoa, um médico escritor, e em torno de um grupo humano bastante heterogêneo.
Mostra passado e presente, num resgate respeitoso com pessoas que sofreram a ditadura na própria carne, literalmente, mas sem apelar para sentimentalismo ou exacerbação emocional.
Mostra aspectos muito próximos e parecidos com os episódios ditatoriais ocorridos no Brasil, no governo Getúlio Vargas e no regime militar iniciado em 1964.
Geremy Irons é o ator central do filme, o qual oferece um desempenho magistral, como já tinha interpretado em "Perdas e Danos" e "Casa dos Espíritos".
A atriz alemã Martina Gedeck, o ator Bruno Ganz, Charlotte Rampling, compõem um elenco fantástico, passando emoção, credibilidade e coerência aos papéis interpretados.
Uma história bonita, nostálgica, mas com boa dose de esperança e renovação.
Vale a pena conferir, cinema de primeira grandeza.