domingo, 27 de março de 2011

Alemanha Quer Reavaliar Participação Em ANGRA 3

NOTICIA RECEBIDA DA DW-WORLD.DE DEUTSCHE WELLE

Brasil | 23.03.2011
Alemanha quer reavaliar participação em Angra 3

Governo alemão vai consultar Brasília sobre os padrões de segurança da usina nuclear de Angra 3 e reavaliar fiança bilionária dada à empresa construtora Areva/Siemens.

Diante dos desastres ocorridos com as usinas atômicas no Japão, o governo da Alemanha pretende reavaliar a já prometida fiança bilionária concedida à construção da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.
Segundo nota do Ministério alemão da Economia divulgada nesta quarta-feira (23/03), o governo brasileiro será consultado para saber em que medida os acontecimentos no Japão terão efeito nos próximos procedimentos e nos padrões a serem utilizados na futura usina.
A Alemanha pretende apoiar a construção da usina com uma garantia de crédito de exportação às empresas nacionais de pouco mais de 1,3 bilhão de euros. Entretanto, até hoje não foram assinados o contrato de fornecimento nem os de financiamento.
Ao oferecer esta fiança ao negócio, o Estado apoia as exportações alemãs e protege as empresas em caso de fracasso. Angra 3 será construída pelo conglomerado francês Areva, do qual também participa a empresa alemã Siemens.

Tecnologia ultrapassada

O Ministério alemão da Economia esclareceu que o governo está reavaliando o caso após o episódio Fukushima. "Por isso o governo discute, agora com mais intensidade, esta fiança federal para crédito de exportação com relação a tecnologia nuclear", afirmou o ministério.
Organizações de defesa do meio ambiente exigem a revogação desta garantia de crédito. Seus representantes temem que o fato de obras no complexo nuclear de Angra terem atrasado por mais de 30 anos possa oferecer grandes riscos para o ser humano e para a natureza.
Segundo eles, trata-se de uma tecnologia ultrapassada em um país com "baixos padrões de segurança e sem uma fiscalização nuclear independente". Além disso, Angra se localizaria na única região com perigo de terremoto no Brasil.
Segundo a bancada do Partido Verde no Parlamento alemão, entre outubro de 2009 e agosto de 2010 o governo em Berlim aprovou dez fianças para usinas nucleares na China, França, Japão, Coreia do Sul, Lituânia, Rússia e Eslovênia.

quinta-feira, 17 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

O CONTEXTO DA VIDA

Seres humanos são seres contextuais.
Todos, desde que nascemos, estamos em um contexto, como os peixes estão na água, como os animais nas terras, no campo, na floresta.
Contextos são como círculos de espelhos nos quais nos refletimos, nos miramos, vemos e somos vistos.
Contextos são as pessoas que nos cercam, os ambientes que habitamos, os lugares que freqüentamos, as emoções que sentimos, as lembranças que temos, os cheiros que reconhecemos, os ruídos que ouvimos, as sensações que percebemos, as percepções que reconhecemos, as imagens que vemos, os sonhos que tivemos, enfim, todo o patrimônio material e não material que nos embala, que nos envolve, que nos acalenta e desenvolve.
Contextos são olhares, sorrisos, muxoxos e tristezas. Contextos são alegria, explosões, música e canções.
Contextos são lágrimas, que correm e secam, que afastam e aproximam, aprovam e reprovam, afagam e agridem.
As pessoas nascem em um contexto, vivem em vários contextos e morrem, ou
começam a morrer, quando ficam descontextualizadas, quando perdem seus contextos, quando não são reconhecidas pelos contextos, quando não mais reconhecem os contextos, ou quando não podem mais erigir contextos.
Contextos são formados por um elenco de imagens, sensações, lembranças, prazeres, dores, saudades, aspirações, realizações, sonhos e emoções.
Contextos e pessoas mantêm uma interatividade, uma conectividade, uma elaboração permanente e evolutiva, regressiva e especulativa.
Nossas roupas são uns dos elementos mais imediatos de nossos contextos físicos, nossas casas, nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, nosso trabalho.
Os contextos são dinâmicos, orgânicos, móveis, mutáveis e evolutivos.
Contextos são pessoas, são como pessoas, contextos são a vida.
A relação de ar e umidade, de frio e calor, de vento e água, de céu e nuvem, de árvore e flor, tudo é contexto.
Contexto é vida e dignidade, ou o abandono e a solidão.
Pode ser construção ou destruição. Evolução, atraso, condenação ou perdão. A fome, a saciedade, a justiça e a gratidão. Cura, doença, esperança e salvação.
Ver, sentir, ouvir, cheirar, tocar. Odiar ou amar.
Contexto é herança, evolução, escolha e definição.
Nós construímos contextos, e por interatividade os contextos nos constroem, também.
Ou nos destroem. A linguagem dos contextos é que determina seus efeitos.
Contextos podem ser vida ou morte.
A escolha é nossa!
Seres humanos são microcosmos, são pequenos mundos, são como planetas em uma constelação maior, que é a sociedade em que vivem, o mundo em que habitam.
Pessoas são subjetivas e elaboram idéias, impressões e comportamentos a partir de suas evoluções e subjetividades.
Existem quase sete bilhões de seres na face da Terra, e igual numero de opiniões, idéias e certezas.
Igual numero de identidades pessoais, impressões digitais, dna e padrão de voz.
Somos todos iguais, mas somos todos tão diferentes!
Nossas individualidades sempre concorrem e colidem com a coletividade, com os outros bilhões de mentes, que também possuem suas certezas.
Somos como pequenos planetas, com anéis em torno, que se chocam com os anéis, iguais, dos outros planetas.
Para conviver em ambientes coletivos, os seres humanos constroem pactos éticos para que haja padrões a serem seguidos por todos, de forma a criar espaços coletivos de convívio.
Assim nasceram as leis, os regulamentos, e as regras.
Assim o ser humano evoluiu ao longo dos tempos.
Saímos da idade da pedra, da vida nas cavernas, organizamos a agricultura, fomos para as tribos, para os feudos, para a época dos reis, e depois para as leis.
Esse aprendizado não se deu rápida nem facilmente. Foram muitos séculos de força bruta, de guerras, de dominação pela força e pelas armas.
As sociedades democráticas e organizadas são bem recentes e a construção de civilização, e avanço social, é bem jovem num mundo de milhões de anos.
A verdade é que não sabemos de onde viemos e para onde vamos. Apenas sabemos, um pouco, sobre nossas existências materiais neste mundo conhecido.
Como pouco sabemos elaboramos teorias, construímos crenças, e nos apegamos a opiniões.
O desenvolvimento científico é recente, os avanços em saúde, educação, vida em sociedade, justiça e direitos individuais, e sociais ainda estão em implantação em várias partes de nosso globo terrestre.
A evolução se dá a passos lentos no nível conceitual.
Ciência e tecnologia avançaram, e avançam celeremente pelas mãos dos seres humanos.
Paradoxalmente, os seres evoluem lenta e perigosamente, pois ainda mantemos nossos instintos de sobrevivência muito presentes e nossas reações emocionais facilmente sobrepujam a pseudo-modernidade de nossos comportamentos.
Ainda somos regidos pelo medo da morte, pela fome, pelo sexo, pelas desigualdades e pelas diferenças.
Somos extremamente racionais para desenvolver medicamentos e alimentos com alta dose de tecnologia embarcada, mas ainda não sabemos distribuí-los para todos que os necessitam.
Temos a cura em nossas mãos, mas a doença ainda é muito presente.
Falamos em paz, mas gastamos mais com a guerra do que com a cooperação.
Falamos em amor, mas negamos carinho e solidariedade para quem sofre.
Falamos em ambiente, mas jogamos nosso lixo nos solos e nos mares, no verde, e nos ares, nos rios e em todos os lugares.
Somos um mundo só, um único contexto, e precisamos conviver melhor com os outros e com o nosso mundo.
Para conviver é preciso viver, e para viver, precisamos sobreviver.
Para sobreviver o mundo precisa mudar, novos contextos terão que surgir, novas posturas serão necessárias, e as individualidades terão que evoluir para a cooperação e o coletivo.
A vida é um paradoxo.
Ela é uma aventura, e uma ventura, da qual todos sairemos mortos.
Mas podemos fazê-la melhor.

terça-feira, 8 de março de 2011

Reflexão pelo dia 08 de março, que deveria ser todos os dias

Reflexão sobre a Mulher

Todos os anos no dia 08 de março, a Mulher é homenageada com citações, em vários níveis e em vários meios de comunicação.
Todos os poderes formais da República Brasileirsa emitem mensagens bonitas, simpáticas e, em muitos lugares, até festinhas com doces e bombons são oferecidas a "essas bravas mulheres"...
A lamentar que esses superficiais, e apenas gastronômicos, momentos ocorram em espaços onde normalmente a Mulher recebe salários menores, onde ela não ocupa cargos de mando e poder e onde as tarefas subalternas são destinadas ou muito bem feitas por esses seres tão "caprichosos", tão dedicados e toda uma série de mesmices repetidas pelos chefes homens, pelos prefeitos homens, pelos governadores homens, pelos dirigentes empresariais homens.
Neste ano de 2011, pela primeira vez em nossa história, o dia 08 de março ocorre com uma Mulher no poder, com uma Presidenta na República.
Dilma Rousseff sabe muito bem o panorama de nossa nação. Como mulher inteligente, preparada, capacitada, ela tem consciência de que nossa sociedade é quase medieval nessa questão e que muito deve ser feito, e em pouco tempo, para que o Brasil venha a se transformar numa sociedade que "combata a discriminação de gênero, na qual homens e mulheres juntos possam contribuir para o desenvolvimento e criando seus filhos com dignidade e orgulho", como disse Dilma em sua mensagem de hoje.
Nosso país necessita, com muita urgência, evoluir nesse fundamental campo de gênero, para que garanta um desenvolvimento mais inteligente, criativo, inovador e equilibrado.
Mulheres são maioria no eleitorado, em média se capacitam mais que os homens, têm em suas mãos o maior poder de decisão sobre compras e consumo, mas continuam recebendo os "prêmios" de melhor coadjuvante.
Nas escolhas para cargos públicos os colegiados masculinos ainda decidem os seus destinos, reservando ampla minoria para o feminino.
É só verificar a montagem de equipes, com cargos de poder, nas dimensões legislativas, do judiciário e do executivo.
Nas empresas, apesar de suas capacidades e especializações, continuam ganhando, em média, de 60% a 75% do que os homens recebem, e por responsabilidades iguais.
Poderiamos ficar aqui elencando números e mais números, que só viriam a confirmar o que todos já sabemos, o que todos estão cansados de saber: em nossa sociedade a Mulher tem um papel secundário, é menos valorizada que o homem e a velocidade de equalização de direitos e oportunidades caminha a passos muito lentos, e dependendo de superadas e antiquadas mentalidades masculinas.
Como disse Dilma em sua mensagem deste 08 de março de 2011, "a pobreza é feminina, a miséria é feminina".
Pode se fazer a a leitura objetiva e a subjetiva dessas expressões, mas elas deixam bem claro que além da questão das injustiças sociais recairem mais sobre as mães, a "pobreza" e a "miséria" a que ela se refere, também são de espirito e de atitude.
Assim, vamos refletir sobre o que queremos para nosso país e parar com essas hipocrisias que só mantêm a condição da Mulher em inferioridade qualitativa, e gerar a mudança tão necessária.
O Brasil só será uma nova sociedade quando as suas Mulheres puderem ocupar os espaços que merecem, e que a nação tanto necessita!
Essa é a luta!

Danilo Cunha
filho de uma grande Mulher, irmão de várias, marido de outra, pai de uma, amigo de muitas, e com muito orgulho de Todas as Mulheres, com as quais compartilha a sua vida, e suas idéias