quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
BRASIL 2018 - SEM POPULISMO
Nos últimos anos a sociedade brasileira descobriu, com clareza, as diferentes tonalidades ideológicas, que formam o mosaico político de nosso país.
Agrupamentos se formaram, opiniões se firmaram, posturas pessoais foram descobertas e assumidas.
Isso é muito bom, desde que seja para melhorar, reforçar e e fortificar a democracia.
A disputa política e os partidos, são um conjunto indissociável na construção e reafirmação do regime democrático.
O que tem faltado ao Brasil são os compromissos e posturas, efetivamente republicanas, na medida em que todos devem ser iguais perante a lei.
O Brasil implantou o regime republicano sem, no entanto, ter validado e consolidado um código republicano de condutas, individuais e coletivas para as pessoas, que são eleitas ou escolhidas para participar de governos ou dos serviços públicos.
A corte imperial nos deixou algumas heranças pesadas, velhas e superadas, que atrasam e freiam o desenvolvimento de uma sociedade livre, justa e igualitária.
Qualquer nação democrática, consolidada, no mundo atual, preza pela igualdade de direitos e deveres, sem qualquer aproveitamento de cargos ou funções para obter favores ou privilégios indevidos ou ilegais.
Privilégios, essa talvez a expressão que mais ilustre a realidade nacional.
Salários muitos diferentes dos demais, em várias atividades públicas e governamentais, condições muito diferenciadas em valores de aposentadorias, serviços de saúde, e outras perdulárias fontes de despesas com o dinheiro público, com o dinheiro de todos.
A democracia, pelo menos em termos médios, a temos no Brasil.
Mas precisamos, com urgência, implantar, definitivamente, valores éticos e morais, no nível coletivo, que respeitem os direitos de todos, da maioria, sem transferir para ninguém o direito de dispor sobre nossas vidas atuais e futuras.
Um belo exemplo disso é a Alemanha.
Apenas 4 anos após ter sido destruída pelo falso nacionalismo, pela manipulação populista e totalitária de Hitler, em 1949 redigiu e implantou uma nova Constituição Federal, que até hoje é modelo e exemplo para várias sociedades de nosso planeta, em termos de cidadania-direitos e deveres- em meio ambiente, em educação, saúde, e que permitiu avanços muito significativos para que a sociedade alemã voltasse a se firmar como uma das maiores economias do mundo, com igualdade de participação.
Em 2018 poderemos pensar e refletir sobre tudo isso, afastar as lentes de nossa realidade imediata e observar e meditar um pouco sobre outras nações, sem complexos de inferioridade ou superioridade, para que possamos eleger pessoas para os diversos cargos legislativos e executivos, que tenham respeito pela sociedade, e que não queiram enriquecer às custas do dinheiro dos impostos pagos pela cidadania deste país.
Quem se candidatar, de preferência, deve oferecer uma ficha pessoal e policial limpa, livre de episódios de corrupção e excessos de poder, usado indevidamente, sem máculas morais ou comportamentais, que mostre seu compromisso com o bem comum e com o respeito pela inovação, pela produtividade, e pelo desenvolvimento do Brasil, para que comecemos um novo ciclo histórico, em 2019.
2018 - MUDAR O BRASIL!!!
Quem sabe, para mudar nosso país para melhor, não tenhamos que fazer uma reflexão sobre como podemos e devemos alterar a rota e o rumo de nosso Brasil?
Afinal, depois de tantos anos de governos corruptos e corruptores, da crise herdada na economia, nas finanças governamentais, podemos começar a olhar com olhos mais críticos os políticos que tentam, sempre, uma reeleição, a qualquer custo para o Brasil.
Sim, pois temos muitos políticos que já deveriam estar atrás das grades, de presídios e sem qualquer indulto ou progressão de pena, como hoje ainda foi noticiado sobre um ajudante de quadrilha, que tinha fugido para a Itália, ator do mensalão, que cumpria pena pelo mensalão.
Alguns ministros do STF posam de bonzinhos e moralistas, mas aproveitando o intervalo entre Natal e final de ano, também fazem seu arroz "soltinho"....
O preparo para um ano efetivamente novo em nosso Brasil passa por uma revisão bem rigorosa sobre a lista de candidatos, e serão muitos, para as eleições de 2018.
Principalmente as listas sujas, as que contenham os já condenados e os por condenar.
Afinal bandido, assaltante, ladrão, corrupto, já sabido e comprovado, não necessitam da condenação formal.
Basta a execração da cidadania deste país, já tão atormentado e prejudicado pela corrupção e roubalheira.
A guilhotina da escolha democrática do voto pode livrar nosso país de muitos indesejados, mesmo aqueles que posam de bonzinhos e "preocupados com o povo"...
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
AMIZADE
As boas amizades são como alguns familiares próximos.
Amiga é aquela pessoa que nos apoia, que apoiamos,
que sabemos que podemos contar com ela, e ela conosco.
que sabemos que podemos contar com ela, e ela conosco.
Amizade alegra quando chega, deixa saudades quando vai,
muita alegria no reencontro.
muita alegria no reencontro.
Amizade ajuda a lembrar do que gostamos e lembramos, com
alegria, de coisas e aspectos que as pessoas amigas gostam.
Dizem que é amor, com algumas restrições.
Penso, justamente, que é amor, sem qualquer restrição, pois
as pessoas amigas compensam tudo aquilo que notam faltar
para alegrar nossas vidas, e nós as delas.
Que bom se todas as pessoas que dizem sentir amor umas
pelas outras, amassem como as pessoas amigas amam!
AMIZADE
As boas amizades são como alguns familiares próximos.
Amiga é aquela pessoa que nos apoia, que apoiamos,
que sabemos que podemos contar com ela, e ela conosco.
que sabemos que podemos contar com ela, e ela conosco.
Amizade alegra quando chega, deixa saudades quando vai,
muita alegria no reencontro.
muita alegria no reencontro.
Amizade ajuda a lembrar do que gostamos e lembramos, com
alegria, de coisas e aspectos que as pessoas amigas gostam.
Dizem que é amor, com algumas restrições.
Penso, justamente, que é amor, sem qualquer restrição, pois
as pessoas amigas compensam tudo aquilo que notam faltar
para alegrar nossas vidas, e nós as delas.
Que bom se todas as pessoas que dizem sentir amor umas
pelas outras, amassem como as pessoas amigas amam!
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
A VIDA COMO ELA É
Chegou dezembro.
Mês do Natal.
Muitas são as listas para lembrar de tudo o que não conseguimos fazer durante o ano, que finda.
Muitas pessoas relatam o sentimento de ansiedade e do muito por fazer antes das festas.
Mês do Natal.
Muitas são as listas para lembrar de tudo o que não conseguimos fazer durante o ano, que finda.
Muitas pessoas relatam o sentimento de ansiedade e do muito por fazer antes das festas.
Na verdade deixamos muitas coisas por realizar e quando nos vemos com a fatídica data de 31 de dezembro, nos ameaçando com a entrada do ano novo com pendências, passamos a querer fazer tudo.
Muitas pessoas podem pensar que são desorganizadas ou que preterem tarefas.
Mas olhando com calma o ano que passou, podemos constatar que a sensação de velocidade, na verdade, se deve ao grande volume de acontecimentos exógenos, mas que pesam sobre nossas sensações, passando-nos a percepção de um tempo cada vez menor.
Temos um ritmo individual e subjetivo para aprontar nossas realizações, que sofre muita interferência de tudo que é alheio a nós e que está acima de nossas possibilidades.
A situação econômica do Brasil, os problemas políticos, a quebradeira geral pela qual o país passa, já há vários anos, formam um mosaico de dificuldades gigantescas, que nos afogam em esperanças, receios, incertezas.
Esse volume de fatores, todos muito grandes e fora do alcance de nossas mãos, se soma às expectativas para 2018.
Premidos e prensados por problemas do passado recente, que se somam ao panorama de 2018, podemos nos afogar na grande onda de incompletudes e das impossibilidades, que não podemos surfar.
Nas grandes ondas, surfistas fazem tudo para adquirir velocidade superior à massa que se aproxima, ou fogem da sua arrebentação, como consegue fazer a atleta Maia Gabeira, que mesmo com toda a prática quase foi enterrada por água salgada, tendo sido salva, no último momento, por outro surfista muito experiente.
Como não dispomos dessa possibilidade, precisamos exercitar nosso instinto de sobrevivência, diariamente, para conseguir completar alguns itens de nossas fatídicas listas permanentes.
Uma grande amiga, que é organizadora profissional, recomenda que sempre tenhamos uma classificação em alguns níveis, para que possamos vislumbrar as diferentes prioridades.
Separe o que é essencial, o que é necessário, o que é desejável, o que pode esperar um pouquinho, o que pode esperar um pouco mais, e listar e jogar fora, todos aqueles itens que muitas vezes só enchem nossos papéis, mas que não fazem falta alguma.
Criar esses níveis de análise tem ajudado muitas pessoas, no campo doméstico e profissional, a baixar sua ansiedade, a diminuir o campo das dúvidas, e, principalmente, a recuperar calma e serenidade.
Afinal o que mais precisamos, e desejamos, nesta altura do ano, é poder ficar um pouco mais leves, soltos, e com tempo disponível, para curtir esse tempo tão bonito de pré-verão, conviver com amigos, abraçar e sentir o carinho de parentes e pessoas amadas.
Bom dezembro, um feliz tempo livre, poucas listas com tópicos que sejam eminentemente essenciais, e muito tempo para matar saudades, conviver, e amar!!!
terça-feira, 28 de novembro de 2017
O UNIVERSO MASCULINO - PALESTRA PARA O ROTARY CLUB SATÉLITE STO. AMARO DA IMPERATRIZ - MULHER CIDADÃ
Danilo A. Cunha – Coach, Educador, Consultor
-O UNIVERSO MASCULINO
A evolução histórica, até bem
recentemente, reservava ao homem uma papel ligado à sua força física.
Até a revolução industrial, no
nível do século XIX, em que as máquinas a vapor já se encontravam com a
eletricidade e a comunicação, ainda não integradas, o papel masculino era o da
força física, e de uma “superioridade” puramente narrativa, advinda do modelo
patriarcal da sociedade, muito em função de uma visão inercial, sem que a
mulher tivesse um papel claro destinado a ela.
A liderança na sociedade, nas
empresas e nas casas, era reservada ao homem, como o “chefe da família”, mesmo
esse homem tendo funções subalternas nas suas atividades profissionais.
A terra e a agricultura tinham
consolidado um conceito de Força Física, como essencial para comandar
processos.
Os conceitos e estereótipos de
liderança eram baseados em figuras e imagens militares, com espadas, armas de
fogo, cenas de guerra e destruição, nas quais coragem física era associada a
músculos e com as medalhas sobre o lado esquerdo do peito para esconder e
proteger das emoções.
Nas empresas e vida civil a
posição de chefia e liderança era algo inquestionável.
Além de ter e criar filhos, a
mulher era tratada como uma cuidadora do lar e como uma ajudadora de segundo
nível, em tarefas menos importantes.
O século XX trouxe grandes e
graves acontecimentos, nos quais a mulher foi recolocada em outro patamar,
muito em função das grandes guerras e dos processos de destruição em larga
escala.
Na primeira guerra mundial,
1914/1918, foram desenvolvidas, e muito usadas, as primeiras armas de destruição
em massa, o gás de mostarda e o gás de cloro.
Os efeitos físicos e neurológicos
dessas desconhecidas armas, que matavam, cegavam, aleijavam e enlouqueciam,
silenciosamente, obrigaram governos a deslocar grandes contingentes de mulheres para
os hospitais de retaguarda, como enfermeiras e auxiliares de saúde.
Para não desmobilizar soldados
homens, alojados nas trincheiras, as mulheres foram trazidas para a guerra para
tentar minimizar as mortes e as inutilizações geradas.
Enquanto os homens se matavam nas
trincheiras, as mulheres eram chamadas para tentar minimizar seus ferimentos e suas
mortes.
Mas para recuperá-los e para que
seus comandantes, também homens, os mandassem novamente para matar e morrer nas
trincheiras.
Nesse mesmo período histórico, na
Europa, na América do Norte, muitas mulheres lutavam para ter direito ao voto,
e lideranças femininas, as chamadas sufragistas, mantinham embates intelectuais
e atitudinais, para que as mulheres fossem autorizadas, legalmente, a votar.
Após a primeira guerra mundial, a
Europa manteve movimentos de convulsão social, encaminhando-se logo para a
segunda grande conflagração mundial.
Os ressentimentos herdados do
primeiro conflito, e um mundo ainda predominantemente masculino de liderança e
comando, criaram as condições propícias para a nova guerra europeia, que
acabou envolvendo o mundo todo.
E novas armas de destruição foram
experimentadas, culminando com as duas bombas atômicas largadas sobre o Japão,
matando 200.000 pessoas e jogando o mundo diante da destruição nuclear.
Não à toa, terminada a guerra, a
antiga Liga das Nações foi extinta e criada a ONU, como uma organização
multilateral, de alcance mundial, para tentar garantir um ciclo de
desenvolvimento pela paz, e com a redução das guerras.
A fase atual de mundo se inicia
nos anos 60.
O primeiro satélite de
comunicação por imagem foi lançado pelos EUA ligando a Europa e a América, com
canais de televisão.
Na década de 60 EUA e Europa
foram, simultaneamente, tomados por manifestações pacifistas, nas quais a
mulher emerge como um novo personagem ativo da sociedade, reclamando por
igualdade de direitos e por mais espaço nos níveis de poder e comando.
A maquina de comunicação por
satélite, as estruturas terrestres de tráfego de informação, telefone, telex,
fax, associadas à instantaneidade de imagens estáticas e dinâmicas, mostravam
ao mundo os riscos de novas guerras.
A guerra do Vietnam começa seu
término a partir do momento em que as imagens de soldados americanos morrendo e
sendo explodidos por armadilhas entraram nos lares dos EUA mostrando a
realidade para mães e pais.
A década de 60 passa a ser o
portal histórico da mudança significativa no universo masculino, pois o homem
passa a ter que aceitar a mulher como sua parceira em todos os níveis, e não
mais somente dentro das casas.
A moda retrata bem essa mudança
drástica de costumes e mentalidades, mostrando a mulher não se submetendo mais
aos espartilhos, de qualquer natureza.
A mini saia é uma reciclagem de
modas antigas, já experimentadas palas mulheres, mas muito mais atinentes a
festas e desfiles, do que ao uso nas ruas e nos escritórios.
O universo masculino é atingido
de forma conceitual e ideológico, pois a geração dos anos 60 bradava por fazer
o amor e não a guerra, apesar de lideranças masculinas, em quase todos os
governos do mundo, continuarem a exercitar práticas e visões superadas.
O mundo ingressa na década de 70
já todo coberto e integrado por comunicação e muita informação, a ponto das
conquistas e avanços comportamentais invadirem todo o globo terrestre em poucos
minutos após a ocorrência dos fatos.
O universo masculino passa a
constatar as alterações quase de forma on-line, com mulheres invadindo espaços
até então ocupados unicamente por homens.
As décadas de 80, 90, e a
primeira década do terceiro milênio, encontram o universo masculino
completamente mudado, obrigando o homem a se defrontar com questionamentos
essenciais sobre casamento, família, provedores do lar, hábitos e costumes
alterados.
As questões de gênero ganham
espaço, numa abordagem mais ampla e aberta, do que as concepções anteriores,
quando se enfocava somente a forma binária homens e mulheres.
O universo masculino, depois de 4
décadas de espanto e estupor, passa a saber relativizar papéis sociais, humanos
e familiares, que sofreram alterações radicais, profundas e abrangentes.
E o futuro reserva grandes
novidades e inovações.
O processo da revolução
industrial de quarta geração, por que passa o mundo, vai alçar as mulheres ao
poder, tanto nos governos, nos legislativos, nos judiciários, como nas empresas
e corporações, pois a tecnologia, cada vez mais presente na vida das pessoas,
vai exigir posturas sutis, bem como avançadas capacidades de interpretação da
realidade, competências femininas, que, finalmente, serão utilizadas em
benefício do ser humano.
O cérebro primitivo, ainda muito
presente nas reações masculinas, terá que se modificar para ceder lugar a um
expressivo número de mulheres, para que a humanidade possa casar
desenvolvimento econômico, tecnológico, com qualidade de vida para todos.
2-Perspectiva da Vida
na Maturidade
Até antes dessa etapa
anteriormente relatada, a questão masculina era vista como uma etapa
obrigatória, na qual o homem passava a conviver com a ideia de aposentadoria,
mas que abrangia toda a vida do homem.
Aposentar, em torno dos 60 anos
era a condenação a um momento existencial extremamente solitário e sem função,
quase como um tempo de esperar o fim da vida.
Os novos conceitos, tanto na vida
amorosa e afetiva, como no campo social e na dimensão profissional, sofreram
enormes mudanças, com as décadas de entrada da mulher no mercado de trabalho,
como com a alteração conceitual de que homens aos 60 são senhores velhos.
As novas medicações, a evolução
da concepção médica, as novas relações homem/mulher na sociedade, tiraram as
algemas limitantes do universo masculino, permitindo o surgimento do novo homem
diante dos desafios a ele lançados.
A nova atitude masculina, sem
dúvida puxada pelas mudanças da mulher na sociedade, permitiram o surgimento de
novas relações de poder.
O empoderamento da mulher no
mundo ajudou a libertar o homem das mediocridades que a sociedade masculina a
ele reservava.
A nova juventude, apoiada por novos
conceitos e práticas sociais, lançou as raízes da nova maturidade masculina,
que indica um novo reinicio a partir de aposentadorias, ou outros limites
anteriores.
A maturidade, agora, está muito
mais ligada à busca de vocações antes não exercidas, às possibilidades de
conhecimentos mais ampliados, aos novos namoros e casamentos, e à revitalização
das relações existentes.
O universo masculino descobre a
alegria de experimentar a leveza dos novos tempos, nos quais o homem pode se
descobrir ou redescobrir, não mais preso à força e a um conceito de liderança
estereotipado.
O homem passa a ver a vida com as
lentes da evolução e da superação conceitual e condicionante, vivendo quase
como uma nova adolescência, na qual pode se permitir a felicidade e a autenticidade.
3-Saúde Integral
A evolução e mudanças de conceito
no universo masculino e nas perspectivas da vida na maturidade colocaram o
homem diante de novo paradigma de saúde.
O homem sempre assistiu a mulher
indo ao médico, passando por mais cirurgias que ele, e reputava tudo isso à
“condição de mulher”.
Cuidar da saúde, ir a o médico
preventivamente, era “coisa de mulher”.
A superação de conceitos
empedernidos, de visões muito antigas, e a vontade de viver os mais de 20 ou 30
anos que a vida está dando de “bônus”, graças aos avanços da ciência, da
medicina e dos novos medicamentos, colocou o homem em um novo patamar.
Antes, ao aposentar-se, o homem
em sua solidão eminentemente masculina, amargava os medos da morte próxima, a
frustração de um final de vida triste e no isolamento construído por um
comportamento “macho”, que o isolava do afeto dos filhos e filhas, impedindo
que se curtisse a vida plenamente, ainda mais numa etapa de grande liberdade
conquistada por muitos anos de trabalho.
A saúde preventiva, a promoção do
bem estar, o estilo de vida leve e saudável, foram conceitos introduzidos pelas
revoluções de costumes, sendo hoje uma nova e forte realidade.
A prática regular de esportes, o
convívio com a natureza, alimentação mais leve e natural, a relação mais
igualitária com a mulher, a superação de posturas envelhecentes e aborrecentes,
colocaram o homem na alegria da redescoberta dele mesmo.
Saúde integral deixou de ser um
rótulo, uma chamada de marketing, para ser uma crença positiva, uma condição de
vida acessível a todos e todas, despertando no homem a vaidade adormecida, a
alegria de poder se embelezar mais, de poder ser sorridente e atraente, como
não se acreditavam mais os homens com mais de 60...
4-Novembro Azul
As posturas antigas, do homem em
relação à mulher o colocaram numa situação refratária aos cuidados com o seu
próprio corpo e saúde.
O super homem, originado na
terra, na força, no picar pedras, nas guerras, na vida e na morte, colocaram a
homem numa posição frágil e de medo, diante das possibilidades de investigar
melhor suas entranhas e seu bio funcionamento.
Mulheres enfrentam mamografia,
visitas ao médico e médica de “doenças femininas”, toques de todo tipo, exames
externos e invasivos, enfim, são viradas do avesso, apalpadas, para que sua
saúde seja preservada.
Mas grandes preconceitos
masculinos foram erigidos ao longo dessa cultura machista, que reservou aos homens
a solidão da dor, do receio da morte, sem repartir angústias, sem compartilhar
os medos, sem admitir dúvidas e anseios.
Lançado o Outubro Rosa, corajosa
campanha criada por e para as mulheres, foi aberto espaço para o Novembro Azul,
numa grande solidariedade entre mulheres e homens, visando mostrar aos
valentões e moralistas, que nada de mal lhes fará um pequeno, mas importante
exame interno, que poderá remover dúvidas e dissipar incertezas, dentro da
atitude contida no conceito de Saúde Integral, que permitirá a plena vivência
de uma nova e longa etapa de vida.
E assim anda o novo homem,
afastando-se cada vez mais de seus primórdios primitivos e de condicionantes
menores.
Mais próximo do amor, de viver
uma vida mais plena, e de poder construir, junto e ao lado da mulher, uma
caminhada mais plena de sentimentos, sensibilidades, e percepções, que só farão
a vida mais plena e mais feliz.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
UMA ESCOLA PARA CIDADANIA: VOCÊ PARTICIPARIA?
O Brasil vive momentos de transformação aguda.
O sistema político dá mostras de uma grande necessidade de mudança e de ressignificação.
A sociedade brasileira vem experimentando o regime republicano desde 1889, mas a nação ainda não se apropriou dos valores morais, éticos, e políticos, que a visão republicana sempre propugnou e defendeu.
O sistema político dá mostras de uma grande necessidade de mudança e de ressignificação.
A sociedade brasileira vem experimentando o regime republicano desde 1889, mas a nação ainda não se apropriou dos valores morais, éticos, e políticos, que a visão republicana sempre propugnou e defendeu.
O poder em nosso país ainda adota práticas de cooptação e parcerias patrimonialistas, pouco aderentes aos princípios de igualdade diante da lei, para todos.
Cidadãos preocupados em que o Brasil se lance neste terceiro milênio na direção de uma sociedade com cidadania lúcida e consciente, reúnem-se por todo o território nacional, diagnosticando a importância de construção de um sistema político que se apoie na igualdade de direitos e deveres, conceituando o nível de poder como uma instância necessária à condução democrática, e igualitária, da sociedade, mas sem qualquer privilégio adicional, a não ser a honra de poder servir aos demais cidadãos.
A concepção de uma Escola de Cidadania, com o objetivo de transmitir conhecimentos e debater teses e ideias, visa formar agentes de transformação e evolução social, apoiada na necessidade de um profundo e abrangente conhecimento histórico, que permita clareza de conceitos e objetivos, para que se possam edificar competências adicionais, como ferramentas para que a nova cidadania possa participar sempre da correção de rumos e revisão de métodos de gestão e governança.
Os valores que embasam a ideia de uma Escola de Cidadania se identificam com a Ética, a Moral, o Respeito às Leis, o Devotamento à Pátria, o Acatamento a Hierarquia, a Meritocracia.
O pleno respeito à Justiça e à Meritocracia, sem qualquer dúvida, complementam o conjunto conceitual e ideário de uma cidadania que visa formar uma nova visão para uma sociedade que necessita de valores claros e transparentes, na defesa dos princípios de desenvolvimento pleno e justo.
Estudar e aprofundar conhecimentos sobre cidadania, democracia e república, visa, também, combater o corporativismo que se constata em muitas instituições públicas, estatais/governamentais, que acumulam benefícios de toda a ordem, mesmo que se choquem com a realidade da nação, que se debate com carências significativas.
O Estado brasileiro é uma estrutura muito cara para nosso país, e precisa urgentemente ser passado a limpo pelos cidadãos, que terão que eleger, literalmente, não só novos governantes e legisladores, mas também, e principalmente, novas sistemáticas de trabalho e prestação de serviços públicos, para que a economicidade seja sempre observada nas estruturas públicas.
É inadmissível que as prioridades nacionais, segurança, saúde, educação, transporte, estejam em situações precárias, quando gabinetes e ambientes de servidores públicos gastem somas quase imorais, em todo o tipo de bônus e benefícios financeiros, além de excesso de caros confortos, como carros, estacionamentos, gabinetes situados nas áreas urbanas mais caras das cidades, e outros luxos pouco condizentes com o Brasil real.
Em 2018 teremos eleições quase gerais e seria de todo recomendável que a peneira do eleitor brasileiro tivesse uma rede de furos bem pequenos, para que se filtre uma nova realidade nacional, coerente com as possibilidades do país.
República é um regime em que todos são iguais perante as leis e qualquer outro regulamento.
Mordomias e “auxílios” pagos indevidamente, justamente aos servidores públicos já muito bem remunerados para executar seus trabalhos, só preservam uma sociedade descontente e acumuladora de favores com recurso de todos, os impostos.
Já tivemos experiências recentes de governos populistas e demagógicos, que tudo prometeram ao povo, mas que só geraram crises agudas, desemprego e desesperança.
2018 poderá representar a redenção brasileira, só depende de como usaremos uma potente arma, que não necessita de porte, mas à qual todos temos direito: o voto!!!
terça-feira, 14 de novembro de 2017
A QUALIDADE DOS PENSAMENTOS E ATITUDES
Como dizia o Terapeuta de Família, André Schelling, a qualidade de nossas vidas, depende da qualidade e padrão de nossos pensamentos e de nossas atitudes.
Os pensamentos vão construindo caminhos neurais, os quais podem ser determinísticos, se muito rígidos ou repetitivos.
Reavaliar atitudes, repensar hábitos, revisar conceitos, evitar os pré-conceitos, não adotar os estereótipos, pode nos ajudar a prevenir o uso de princípios muito rígidos, que tendem a se tornar camisas-de-força comportamentais.
As atitudes, as expressões faciais, já está comprovado cientificamente, determinam algumas reações internas e podem influir sobre nossas emoções.
Assim como manter uma atitude positiva e sorridente ajuda em nossos processos internos, nossa exterioridade influi muito sobre as pessoas que
nos vêm e observam.
nos vêm e observam.
A música é um verdadeiro "detergente" neural e seu uso frequente estimula processos criativos e positivos.
Faça o teste ouvindo As Quatro Estações, de Vivaldi, ao violino.
A dança associada à musica potencializa processos benéficos à saúde física, mental e emocional.
Faça o teste ouvindo As Quatro Estações, de Vivaldi, ao violino.
A dança associada à musica potencializa processos benéficos à saúde física, mental e emocional.
O amor, a solidariedade, a ternura, o carinho, e a suavidade podem aumentar, multiplicar os aspectos agradáveis da vida.
Por isso, começar os dias com sorrisos, abraços, calma e muita alegria pode ajudar a nós e às pessoas próximas.
Por isso, começar os dias com sorrisos, abraços, calma e muita alegria pode ajudar a nós e às pessoas próximas.
Isso, numa reação geral resultará, sem dúvida, em um mundo melhor, com pessoas felizes, serenas, amigas e solidárias.
domingo, 29 de outubro de 2017
GEOPOLÍTICA MUNDIAL: DIVISÃO DA ESPANHA, RISCO DE UMA NOVA GUERRA CIVIL?
Na primeira metade do século XX, a Espanha foi palco de uma guera civil, que durou três anos, ceifou a vida de centenas de milhares de habitantes daquela nação, por forte influência e uso político de suas lideranças nacionais, pelo processo do nazifascismo, que se implantava na Europa, com veleidades de tomar e dominar todo o mundo.
A estratégica posição da Espanha, com duas frentes marítimas, mediterrânea e atlântica, aguçou a cobiça militarista de Mussolini e Hitler, que passaram a apoiar o golpe franquista, declarado a partir do norte da África, pelo general Franco.
A Espanha, uma republica democrática, tinha passado por eleições, não reconhecidas pelo movimento militar franquista, que estava sendo apoiado e pressionado a derrubar a democracia espanhola, para criar um atalho marítimo para os anseios expansionistas de Hitler, que desejava chegar às Américas, pelo mar, com o uso de sua frota de navios e submarinos.
Durante três anos os republicanos resistiram às ofensivas das tropas de Franco, mas o reforço de contingentes militares italianos e alemães, além de aviação e envio de tanques, foi definidor na guerra civil espanhola, com a derrota da república e com a implantação de uma ditadura cruel e cruenta de Franco, por mais de quatro décadas.
Para desgosto nazista, Hitler não conseguiu utilizar o território espanhol, como base de lançamentos de ofensivas contra a América, pois a destruição da Espanha foi tão grande e o número de mortos tão expressivo, que não houve condição militar para a posição geopolítica conquistada pela força.
Agora, em 2017, começa a ocorrer movimento forte, contundente, pela separação de parte do território espanhol.
Recentemente a Inglaterra comandou esforço para sair da UE-União Europeia, e conseguiu aprovar essa saída, o famoso Brexit, mas viveu processo análogo ao de Hitler, na guerra civil espanhola.
O movimento político inglês, disparado pelas pretensões de poder e hegemonia partidária da primeira ministra May, encontrou forte reação escocesa, quase pondo a perder o plebiscito disparado. A maioria pretendida quase foi perdida e o poder por pouco não se esvaiu por entre seus dedos.
O embate foi tão forte, que uma nova situação politica e partidária se implantou na Inglaterra, fragilizando o grande poder que se pretendia com o Brexit.
Esses movimentos separatistas visam fragilizar a UE, pois esse bloco se transformou num grande movimento democrático, com controle social, e que pode inibir velhos instintos homogênicos, que podem sonhar com a reedição de velhos impérios e novas conquistas territoriais.
O mundo humano vive em movimentos pendulares, com amnésias históricas, edições de verdade para criar versões deglutíveis pelas sociedades de muitos países, sem esquecer que as ânsias de dominação cultural, econômica, e territorial, podem estar ressurgindo neste século XXI, quando se pensava que as pessoas estariam satisfeitas em ver e conhecer o mundo todo, sem sair de casa, por meios de suas bugigangas digitais, pelas quais nosso planeta ficou pequeno e visualizável, em qualquer latitude ou longitude.
Só se olvidam os lobos vestidos de dóceis e civilizados carneirinhos, que as mesmas bugigangas que podem iludir as gerações que desfrutam do painel mundial em suas diversas residências, que esses mesmos aparelhinhos são cúmplices eletrônicos da verdade e da informação instantânea, dois fatores inexistentes nas turbulentas décadas de 1930 e 1940, quando ditadores sanguinolentos tentaram dividir e dominar o mundo, usando a mentira e a manipulação.
OS TOTALITÁRIOS E AS NARRATIVAS DE EDIÇÃO DA HISTÓRIA REAL
O Brasil já teve
vivências políticas suficientes para desenvolver um bom conhecimento dos perfis
políticos, de legisladores e dirigentes.
Já tivemos democratas
autênticos, demagogos de várias tonalidades, ditadores civis e militares,
golpes de estado mistos, como o de 1964, que foi deflagrado pelo presidente do
Senado da República, populistas travestidos de populares, totalitários que
usaram o populismo para enganar a nação e tentar conduzir o Brasil para a crise
geral, ou seja, nossa escola política já nos ministrou muitas lições.
Mas um detalhe muito
importante, que ajuda a destacar os populistas totalitários é aquele que já foi
usado na Itália de Mussolini, na Alemanha de Hitler, na União Soviética de
Stalin.
Os totalitários
brasileiros tentaram e tentam, permanentemente, promover a construção de
narrativas mentirosas, ilusionistas, para conduzir a opinião pública na direção
de seu endeusamento.
Todos os roubos,
desvios, corrupções, cometidas pelos populistas são maquiadas, travestidas,
fantasiadas de aspectos justiceiros, de igualdade social, de inclusão pela
solidariedade, de forma que a opinião pública se sensibilize pela memória
distorcida de escribas bem pagos, que tentam criar uma nova história, muitos
anos depois da real, efetivamente ocorrida.
Muitos jornalistas bem
pagos, empresas de comunicação e imagem, com as promessas de muitos favores
econômicos e financeiros, caso os populista retornem ao poder, investem em
narrativas mentirosas e falsas, sobre a realidade já vivida, para tentar
mascarar as gestões populistas, que jogaram o Brasil na crise atual e na
obrigatoriedade de repensar suas prioridades.
Na União Soviética dos anos
50 e 60, revistas eram editadas em vários idiomas, remetidas para vários
países, para tentar passar uma sociedade de pessoas saudáveis, felizes,
realizadas e participativas.
A verdade dos Gulags,
das prisões siberianas, dos expurgos e campos de trabalho forçado era mantida e
retocada pelas imagens idílicas das lindas fotos coloridas dos magazines de
propaganda política.
Na Alemanha nazista de
Hitler o ressentimento pela derrota da primeira guerra mundial foi exacerbado
para que toda a população sentisse vergonha e desenvolvesse um sentimento de
revanchismo.
Os judeus, ciganos, e
todos que pensassem diferente do histriônico e ressentido Hitler foram transformados
nos culpados da crise alemã e eleitos como os inimigos públicos, número 1.
Os totalitários
nazistas escravizavam todos os contrários e os disponibilizavam como mão de
obra sem custo para as indústrias germânicas, que passaram a produzir armas e
tanques para o esforço militarista, com o qual Hitler tentou dominar o mundo.
A edição histórica se
dava pela manipulação informacional dominada por Goebbels, ministro da
propaganda de Hitler, que criou a frase:
“se for uma mentira
necessária, repita-a muito, mas muito mesmo, a ponto de ela se tornar uma
verdade pela repetição”
A Itália de Mussolini
viveu momentos históricos simultâneos com o nazismo, tendo seu líder fascista
se alinhado com as doutrinas nazistas, para tentar criar uma frente política
forte, a ponto de italianos e alemães terem ensaiado tratados e pactos para
dominar a Europa e, depois, o mundo.
Mussolini entrou firme
na área trabalhista e criou uma legislação populista e envolvente, pois
pretendia cooptar o movimento sindical e os trabalhadores da Itália,
tornando-os dependentes do braço estatal para repasses de dinheiros. Legislação,
aliás, copiada por Getúlio Vargas, no Brasil, que criou monstrengos
corporativistas, que perduram até hoje. E que alimentou o bordão populista de “pai
dos pobres”, que ajudou a transformá-lo em ditador, com a criação do estado
novo, em 1937. E Getúlio só foi apeado do poder em 1945 quando os dois
totalitários populistas, Hitler e Mussolini, foram destronados e mortos, com o
final da segunda guerra mundial.
O populismo italiano,
alemão e soviético em muito se pareciam e aproximavam.
Só não evoluíram juntos,
pois a ambição desmedida de Hitler fez com que ele concebesse a invasão e
anexação russa como um fetiche de sua mente doentia e pervertida.
Essa breve passeada
pela história do século XX nos fornece elementos suficientes para que
comecemos, a partir de 2018, com as eleições quase gerais, a limpar o cenário
político de nossa nação, para que reiniciemos a caminhada democrática e
republicana, sem qualquer resquício populista ou totalitário, que tenha sido
plantado em solo brasileiro.
Felizmente operações
policiais e processos judiciais estão dominando a cena político/policial em
nosso país, com muitos e muitas, dos falsos democratas e totalitários sendo
revelados à sociedade, tirando a máscara de “bonzinhos” e muito trabalhadores,
que faturavam milhões com desvios de recursos públicos e muita corrupção.
Toda mudança se produz
com tomada de consciência e coragem, somadas à lucidez, para que não se embarque
na canoa furada das mentiras editadas em meios vários de comunicação social,
pois caso eles consigam trazer os totalitários populistas de volta ao poder, só
eles ganharão gordas recompensas financeiras, por terem apoiado os futuros
ditadores do Brasil.
Basta ver exemplos
históricos, bem comprovados publicamente.
Os falsos socialistas e
comunistas conseguem apontar um único país no mundo, onde os regimes políticos,
que eles dizem apoiar, tenham conseguido implantar uma sociedade humana
progressista e feliz?
Basta ver os exemplos
lamentáveis da União Soviética, da Coréia do Norte, de Cuba e da bagunçada e
destruída Venezuela, para que o povo compare e decida o que quer para o futuro
de nosso Brasil.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
DESENVOLVIMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES
As organizações sejam elas
comerciais, industriais, de serviços, ou governamentais/estatais/públicas, têm
que estar bem preparadas para receber, adequadamente, as pessoas que
ingressarem em sua equipe.
A fase inicial de trabalho é
justamente quando aparecem alguns choques devidos às expectativas subjetivas de
quem está ingressando.
O ideal é que as organizações
possuam programas para aculturação dos novos colaboradores, de forma que a organização/empresa
lhes seja apresentada de forma didática para que o novo contexto seja
assimilado com facilidade, promovendo a integração e a aceitação tanto dos
novos como da equipe já existente.
Pessoas, processos, tecnologia são
elementos estruturantes de uma boa gestão.
A questão da liderança é inerente
às atividades, em todos os níveis.
Esse feixe de campos de
conhecimento visa formar um saber, que fará parte da cultura organizacional.
A gestão do conhecimento e inovação
formará uma integração lógica e funcional dos conhecimentos, passando pela
atividade de capacitação, pois sem essa área desenvolvida as organizações,
principalmente as públicas, devido às frequentes mudanças, relativas ao
processo democrático de alternância, correm o sério risco da descontinuidade.
Portanto são figuras essenciais, na
formação de bons gestores e técnicos, os conjuntos formados pelas atividades de
treinamento pesquisa e desenvolvimento de novos conhecimentos, para que as
estruturas estatais e governamentais possam cumprir as suas missões contidas
nos marcos legais e constitucionais.
Comportamentos e emoções estão
intimamente ligados com a qualidade dos pensamentos.
É recomendável que a clareza da
comunicação fique logo estabelecida, para que a percepção pessoal acompanhe a
racionalidade dos programas de aprendizagem.
Conforme Antonio Xavier Teles, em
seu livro “Psicologia Moderna” existem diferentes formas e dimensões de
inteligências, que podem ajudar na fase de adaptação.
Alguns pontos são considerados
fundamentais nessa fase, que vão ajudar na construção do espírito de equipe, na
motivação futura, na absorção dos novos conhecimentos, e num desempenho baseado
na dedicação e competência:
-Diálogo: dever ser estabelecido um clima onde o diálogo flua
com naturalidade, estimulando o aprendizado e implantando um processo de
interação pela linguagem embutida nas capacitações
-Habilidade: a prospecção das habilidades dos iniciantes deve ser
permanente para que se possa descobrir as boas potencialidades
-Foco: o foco no conjunto de tarefas e atividades a serem
desenvolvidas pela pessoa, que inicia, ajudará na objetividade do aprendizado e
adaptação
-Confiança: é fundamental que se estabeleça uma relação de plena
confiança
-Perguntas: devem ser estimuladas perguntas para que o
aprendizado e adaptação sejam facilitados e para que fique bem claro o grau de
trabalho e correção esperados
-Comunicação: o processo de comunicação da organização deve conter
de forma bem clara as etapas de adaptação, os níveis de desempenho esperado, e
o padrão de comportamento que a cultura organizacional prevê
-Feedback: associado ao processo de comunicação deve ser estimulado
o recebimento de retornos e avaliações, para que o iniciante, na empresa ou na
função, sinta-se à vontade para oferecer suas impressões
-Acompanhamento: a fase de adaptação deve ter um padrão de
acompanhamento e aferição para que se possa aferir, permanentemente, o sucesso
da evolução funcional
-Segurança: o clima das organizações dever ser ético, seguro, e
respeitoso para que os colaboradores possam participar de forma espontânea,
para que ocorra a agregação e potencialização dos saberes
-Objetividade: a natureza da organização, sua inserção na
sociedade, suas obrigações éticas e contextuais, a cadeia formada pelos
conhecimentos adquiridos, formados internamente, trazidos pelos colaboradores,
necessitam ser regidas por claros princípios éticos e morais, para que haja um
processo objetivo, claro, de engajamento no processo de desenvolvimento e desenvolvimento.
-Adaptabilidade: não é suficiente na fase de adaptação a
existência de um bom programa-padrão de receptividade e treinamento.
A capacidade de adaptabilidade deve
ser muito bem avaliada para que eventuais lacunas de inibição ou
desconhecimento, possam se transformar em bloqueios, que possam vir a
prejudicar um aprendizado pleno.
Até recentemente acreditava-se que
a Inteligência das pessoas, e suas capacidades, eram fixadas em sua fase de
concepção, gravidez e que ao nascer a herança genética já estava conformada.
Atualmente a ciência mudou essa
crença.
Um meio, um contexto, seja familiar
ou organizacional, altamente estimulante e rico em experiências pode aumentar,
e desenvolver, a inteligência das pessoas, pois o saber surge da absorção
adequada do conhecimento, e da motivação para que a articulação entre esses
campos seja feita de forma harmônica e maleável.
Assim como um meio, um contexto,
interno ou externo, menos caloroso, mais hostil, não receptivo, que segregue os
que chegam, pode ser altamente danoso à adaptação e ao desenvolvimento,
integrado e equilibrado, dos colaboradores.
Muitas organizações correm sérios
riscos de baixa produtividade, de pouca motivação de sua equipe, se a
receptividade socioambiental for inadequada.
A competência relacional dos grupos
funcionais e das equipes está intimamente ligada à sensibilidade que
dirigentes, e gerentes, disponibilizarem para que os colaboradores possam se
sentir produtivos, inseridos, parceiros, do meio físico e/ou social onde
estiverem inseridos.
A inteligência operacional
emocional, relacional, pode ser desenvolvida e ampliada, qualitativa e
quantitativamente, dependendo dos mecanismos de estímulos que forem colocados à
disposição das pessoas.
O desenvolvimento humano se origina
de duas fontes: das energias do próprio organismo, isto é, das suas
potencialidades, e dos recursos do meio em que o organismo está imerso.
As pessoas, em um processo
dinâmico, vão se ajustando ao contexto, para poderem prosperar e evoluir.
As pessoas podem possuir diferentes
características de aprendizado, e desenvolvimento, dependendo de seu meio familiar,
de sua educação formal, e das experiências profissionais anteriores.
No desenvolvimento das pessoas há
duas características: crescimento e
modificação.
O ser humano está sempre em
crescimento, em desenvolvimento, pois as operações de sua mente, suas capacidades
cognitivas, emocionais e funcionais, estão em expansão permanente, dependendo
dos estímulos e aprendizados que lhe forem oferecidos.
As responsabilidades sociais,
profissionais, levam à evolução e ao desenvolvimento, uma vez que a capacidade
de aprendizado é estimulável, dependendo de métodos adequados.
Ambientes estáveis, com regras
claras, com transmissão cíclica de novas orientações e treinamentos, que venham
acompanhados de targets bem definidos,
e transmitidos, conduzem as pessoas a patamares superiores de exercício de suas
potencialidades e competências, ajudando na construção e conquista de novos
desafios e paradigmas, que venham a ser oferecidos pelas organizações.
A estabilidade emocional, e
profissional, dos ambientes organizacionais são fatores críticos de sucesso no
processo de desenvolvimento de pessoas, seus talentos, e seu sucesso pessoal e
profissional.
A segurança ética e operacional
deve ser uma via de mão dupla, pois as pessoas devem oferecer solidez de princípios
morais, em sua atuação, assim como as organizações têm que retribuir com
atitudes bem definidas e transparentes.
Segurança é um aspecto essencial na
relação entre pessoas e organizações, não dependendo somente de acordos
trabalhistas, nem tampouco de manuais formais.
A segurança é, também, um fator de
desenvolvimento humano, pois é um valor
perseguido por todas as pessoas, por ser um sentimento atávico, cultural, por
consistir em uma base sólida sobre a qual as relações de trabalho são erigidas.
Bons profissionais são como
estradas ou caminhos a percorrer.
Sempre começam com o primeiro
passo.
Fornecer conhecimento,
disponibilizar informação de boa qualidade, investir em novos aprendizados,
demonstrar que as pessoas são suas prioridades, se constitui em fortes laços,
que estimularão comportamentos competentes, dedicados, lúcidos, e confiáveis.
Além desses fatores todos, a gestão
adequada do conhecimento é uma forma das organizações valorizarem, devidamente,
o know-how dinâmico.
Pessoas trazem algum tipo de
conhecimento, recebem grande volume de treinamento e capacitação, o ambiente
profissional estimula novos desenvolvimentos, pela pesquisa, leituras técnicas,
cursos, viagens, estágios, seminários, congressos, feiras, etc.
Esse talvez seja, ou venha a ser, o
principal capital das organizações, uma vez que são três as categorias de
know-how que precisam ser registradas:
1-O conhecimento que vem com as
pessoas, formado em suas educações formais e familiares
2-O conhecimento que as pessoas
recebem das organizações, na forma de cursos, seminários, pesquisas, leituras,
aprendizados múltiplos, evolutivos, ao longo de sua atuação
3-O conhecimento somado,
entre o que as pessoas trazem, mais o que
e´ fornecido pelas organizações.
4-As percepções individuais e
coletivas ocorridas no ambiente organizacional são bons frutos da subjetividade
de um positivo relacionamento pessoas/organização, que merecem atenção especial
e captação e registro adequados, para que sejam insumos úteis e dinâmicos da cultura
orgnizacional, grande caldo de vivências e experiências, que possui expressivo
valor na construção de referenciais comportamentais e produtivos.
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