terça-feira, 25 de agosto de 2015

UM PACTO PARA DILMA SALVAR O BRASIL




Dilma finalmente começa a reconhecer que errou.

Esse, apesar de tardio, pois o Brasil já foi mergulhado na crise pelo exibicionismo eleitoral da Presidente, é um passo essencial para que o país retome seu rumo de desenvolvimento pleno.
Dilma reconheceu que errou ao não admitir, em junho de 2014, que a nação já estava mergulhada nos erros dos governos de Lula, das idiotices de Mantega, e das prepotências dela mesma.

As pedaladas do Tesouro Nacional, cometidas por petistas militantes, foram o acobertamento dos insucessos comprovados, tentando apagar as provas evidentes e inapagáveis, como um criminoso que deixa cair sua carteira de identidade na cena do crime.
Dilma reconheceu que muitos dos presos, e alguns já condenados no mensalão e no petróleo, eram membros do PT.

Ela reconheceu que não tinha a mínima ideia do tipo de envolvimento de tantos agentes públicos ligados ao PT estivessem com envolvimento criminal contra a ordem pública e legal.
Pois bem, faltam, agora, alguns passos mais para que Dilma se reconecte com a sociedade brasileira, que está abandonada, pelos governos do PT desde 2003.
O PT prometeu uma atitude, divulgou um programa, mas às vésperas da eleição de 2002, emitiu a “Carta aos Brasileiros”, que na verdade foi mensagem dirigida somente aos grandes bancos e grandes empreiteiras.

Isso, o contido na bendita carta-senha, deu a vitória ao PT. E o PT, temos que reconhecer, cumpriu suas promessas. As grandes empreiteiras tiveram grandes lucros, os grandes bancos idem, e a nação brasileira assistiu a um festival de avanços desmedidos sobre as finanças públicas e contra a saúde financeira do BNDES, da Petrobras, do Banco do Brasil, e de todos os mecanismos de proteção ao trabalho.
Aí está, em 2015, o desemprego, as restrições para uso do salário-desemprego, as escadinhas para aposentar-se, e toda uma série de maldades contra o trabalhador e de desestímulo ao trabalho e a geração de empregos.

Aí está, em 2015, a verdade em números, mostrando que o Brasil foi saqueado, assaltado, e jogado na rua da amargura internacional, com perda e rebaixamento de sua cotação nas agências de classificação de riscos.
Não é uma crise econômica. É uma crise de governo, de falta de gestão correta, de se deixar levar por um grupo de poder, que só quer o poder, e que nada tem a ver com a realidade brasileira.
Assim está sendo feito na Venezuela, na Argentina, na Bolívia, com governos do mesmo segmento ideológico, que quebram os países, mas com qual objetivo?
Será sua meta deixarem sociedades quebradas para oferecer terreno propício a crises institucionais e políticas?

Ou criar fictícias crises “patrióticas” ou de fronteiras, como tenta fazer o ridículo Maduro na Venezuela, criando desgaste com a Guiana e com a Colômbia? Assim como fez o ditador argentino Gal. Galtieri, que em 1982 jogou a Argentina numa guerra das Malvinas, tentando embromar a população argentina, que já não aguentava mais os milicos da ditadura?
Galtieri só conseguiu assassinar mais 1.800 jovens soldados argentinos, que foram mortos por não terem nem armamentos, ou roupas adequadas para garantir o calor mínimo, calor que Galtieri nunca deixou de sentir em seu gabinete com ar condicionado, pois de lá nunca saiu para enfrentar os militares ingleses e os mercenários gurkas.

No Brasil a crise de governo e gestão foi transferida para a economia, pois o governo, desde 2003 gastou demais, passou de qualquer limite razoável, acreditando que a China continuaria em sua bolha positiva por mais muito tempo.
Populismo e assistencialismo deixaram essa triste fotografia de pós-guerra de nosso país, que amarga um desânimo atroz, vítima que foi de uma teoria e uma doutrina de se manter no poder a qualquer custo, mesmo que à custa dessa depressão generalizada, que se abate sobre o Brasil em 2015.
Há poucos meses se mentia vergonhosamente para cabalar os votos e prometer o paraíso aos eleitores, se Dilma fosse eleita.

E diziam que se Aécio fosse eleito faria uma série de barbaridades econômicas de gestão, que acabaria com o Brasil.
O PT foi reeleito com Dilma e nem deram tempo ao Brasil para respirar da imunda tática usada na eleição, quando o PT, e Dilma, agrediram Marina Silva e Aécio Neves, de uma forma imoral e aética.
Já sabiam muito bem os vencedores da eleição, os petistas, que o Brasil estava quebrado. Mas lhes caiu no colo a maldição usada na eleição. Pois ao vencerem tiveram que assumir a horrenda situação da economia do Brasil, jogada por eles na vala da crise, gerada pelo assalto aos cofres públicos.
Mensalão e Petrolão, mais outros “ãos” que ainda aparecerão, desviaram muitos bilhões de reais e de dólares da economia produtiva para comprar consciências de corruptos e desonestos e para manter um esquema de poder, que se mostrou contrário ao Brasil e a seus anseios de desenvolvimento.

Só na Petrobras são calculados, até hoje, 19 bilhões de desvios e prejuízos causados pelo grupo de poder montado no governo Lula.
Mas Dilma precisa fazer mais do que reconhecer que errou. E que concordou com os erros do PT e dos governos anteriores de Lula.
Ela precisa cortar na carne, economizar na máquina que administra, diminuir no contingente absurdo de 24.000 cargos em comissão, para dar o exemplo ao país.
Essa máquina que foi inchada para que os governos de Lula a enchessem de agentes políticos corruptos, mantidos com os valores desviados de impostos, para que o governo sempre tivesse folga de votos no congresso nacional, transformado que foi numa feira de periferia, na qual se leiloam mercadorias ao final dos turnos.

Hoje o país precisa enxugar drasticamente essa máquina cara e artificial, pois ela está completamente atrofiada.
Nos Estados Unidos são 15 ministérios. E é um país que tem 80 milhões de habitantes a mais do que o Brasil. Mas lá se prioriza os empreendedores, quando esses, no Brasil, ficam sangrando com impostos para cobrir o buraco das politicagens.
No Brasil uma proposta bem coerente seriam entre 15 e 20 ministérios, no máximo, com até 200 cargos de comissão por ministério. Isso permitiria que eliminássemos mais de 15.000 cargos desnecessários, que só servem à politicagem e em nada ajudam a gestão do governo.

Como a crise é de governo, de gestão, e de métodos de governar, se o governo de Dilma der o bom exemplo, vai sobrar dinheiro para pagar juros, e ainda livrará os contribuintes privados da sangria de novos impostos criados para cobrir o rombo gerado por seu governo, e pela herança do circo de horrores deixada por Lula.

Atualmente toda a manobra para tirar o Brasil do atoleiro petista, se concentra sobre a sociedade civil e seus empreendedores. O dinheiro que seria usado para investir, para expandir a economia brasileira, está sendo drenado para os cofres públicos e estatais, para cobrir o buraco governamental.
Dilma precisa convocar a sociedade brasileira para um pacto real.
Ela terá que assumir a postura de uma Estadista. Ela terá que se posicionar diante da nação de forma igualitária para todos.

Ela terá que se desligar do PT e concluir seu mandato dedicada à nação como um todo.
Se ela der essa sinalização e convocar a população para uma cruzada real, efetiva, honesta, e de reconstrução, o Brasil dará respostas rápidas e saltos inimagináveis.
Dilma precisa se transformar na Presidente de todos os brasileiros, e deixar de lado as intrigas palacianas, que só visam mantê-la sangrando até 2018, quando o mistificador Lula tentará voltar ao poder sobre o cadáver de Dilma e sobre os escombros do Brasil.

E não é a oposição nem os partidos outros que fazem mal à ação de Dilma. É o próprio PT, do qual ela não tem o DNA, que não a vê como uma companheira, e sim como um instrumento passageiro.
Dilma é honesta e precisa compensar o tempo perdido.
Dilma tem pouco tempo para dar os passos decisivos na direção da história. Na qual ela poderá ingressar como uma Presidente que comandou a transformação do Brasil numa nação desenvolvida, econômica, social, e politicamente.

E com boa inserção no concerto das nações dignas e que buscam seu crescimento sem jogar sobre os ombros dos seus cidadãos o peso dos erros e tentativas de um grupo político que nunca foi de esquerda, nunca foi progressista, e que foi dominado por oportunismo temporal, e mistificação de um aiatolá de arrabalde. Que se afundou na corrupção e na cooptação.
O Brasil precisa ser reformado.


E Dilma pode dar o primeiro passo!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A "CRISE MIGRATÓRIA", O COLONIALISMO EUROPEU E O ESTADO ISLÂMICO



A Europa vive, repentinamente, uma verdadeira invasão de migrantes asiáticos, e do norte da África.
Em primeira mão nada a surpreender a quem lê esse processo nos jornais e noticiosos de televisão. A Europa colhe, e recolhe, o refluxo de um violento processo colonialista, que vários de seus países empreenderam há séculos, para prospectar e arrancar, literalmente, riquezas de toda a ordem, do continente africano.

Aí está a história do rei Leopoldo II, da Bélgica, que ficou bilionário assaltando o subsolo do Congo, roubando seus diamantes, a ponto daquele país, durante um longo tempo ter se chamado “Congo Belga”.
Além disso, esse reizinho ladrão também era um grande assassino, homicida. Por sua ordem e inspiração mais de 15.000 congoleses foram mortos cruelmente, numa única cidade, para que ele pudesse continuar seu saque e se apoderar do botim.

A África do Sul não foi diferente e por muitíssimos anos uma minoria europeia branca dominou aquele país, impondo-lhe uma sociedade racista e brindada pelo apartheid, uma excrecência conceitual, que apenas dava suporte à uma intensiva exploração de seu rico subsolo. Como sempre o colonialismo deixou saldo da ignomínia e da destruição social, produzindo um trágico legado de miséria e abandono, que até hoje gera nefastos resultados.

E assim foram dominados, ocupados, explorados, sugados, os países da África, processo que continua forte, só que travestido de “cooperação internacional”, mas que mantém a miséria e os desníveis de renda, de saúde,
de educação, ou seja, de tudo que poderia transformar esses países hoje dominados pelo dinheiro, pelo capital, em sociedades desenvolvidas, justas e igualitárias.

Nas Américas não foi diferente, e o colonialismo português e espanhol, quase simultâneo, nos legou atraso, dominação, baixa autoestima, concentração de riqueza, e uma cidadania pífia e frágil, pois treinada e preparada,
pela força para aderir e não para escolher.

Esse caldo colonial, que o mundo atual deveria envergonhar-se e promover correções e nivelamentos, continua mantendo um mundo desenvolvido à custa do mundo não desenvolvido. Entre os países da atualidade, sem glamour, se encontram os aqueles que hoje sofrem guerras e violências de origem religiosa, e que ficam espremidos entre a visão dominante ocidental, e as suas origens culturais e religiosas.

Nada mais do que uma continuação das famosas cruzadas, que não passaram de um enorme processo de imposição das religiões brancas e ocidentais, sobre nações e sociedades com outras crenças e com cores de pele
diferentes.
No processo colonialista europeu, para passar uma imagem de magnanimidade, as cidadania dos países brancos dominadores era oferecida aos dominados como uma demonstração de direitos iguais.
Na época, quase não havia meios e conexões para que os inferiorizados das sociedades colonizadas fossem querer exercer seus direitos na branca e rica Europa.

Mas no século XXI o mundo se transformou numa grande rede de informação, transporte e comunicação, permitindo que africanos e asiáticos possam chegar, aos milhares, diariamente ao paraíso onde se vive uma existência humana respeitada. E chegam por mar, por ar, por túneis, estradas, matos e fronteiras.
a Europa está sendo cobrada por uma nova faceta política, que surgiu das guerras recentes, e que foi criada e alimentada por dinheiros e equipamentos bélicos ocidentais.
O Estado Islâmico foi reunido a poiado por recursos americanos para servirem de forças auxiliares, não regulares, ou seja, mercenários, para desgastar os regimes iraquiano, líbio, sírio.
Como em 1953, no Irã, os americanos e ingleses derrubaram o primeiro ministro democraticamente eleito, Mossadegh, financiando o submundo e a bandidagem daquele país. Tudo pelos interesses petrolíferos ingleses, que não desejavam pagar dignamente o petróleo iraniano, na refinaria de Abadan.

A partir de 1953, com esse financiamento do banditismo iraniano para o golpe que foi perpetrado contra a democracia, então laica, no Irã, os EUA e a Inglaterra criaram o terrorismo oriental, com seu próprio dinheiro e suas armas, que depois se virou exatamente contra as duas matrizes mães.
Agora, em pleno terceiro milênio repete-se o fenômeno e nasce o ISIS, que amedronta o ocidente. Não surpreende que repentinamente o fluxo migratório tenha aumentado expressivamente para a Europa.

Além das guerras e batalhas cruentas, palcos em que foram transformadas sociedades inteiras em muitos países africanos e asiáticos, a condição insalubre de vida, os perigos, a ausência de estados organizados, foram sendo geradores de fugas em massa de pessoas, que buscam condição mínima se sobrevivência, pessoal e familiar, com dignidade.
Muito dos migrantes são fugitivos desse quadro de horrores em que os exércitos ocidentais transformaram Ásia e África, nos últimos 30 anos.

E não nos surpreendamos se no meio dessa migração em massa estiverem sendo infiltrados militantes do Estado Islâmico, para, mais a frente, se transformarem em agentes de retaguarda dentro das sociedades ocidentais, que os estão recebendo.
Recentemente, um casal francês, que vive no interior da França, foi objeto de reportagem televisiva, quando mostraram que eles produzem e vendem 350 bandeiras do Estado Islâmico, por ano, dentro da Europa.

E as enviam pelo correio de seu país.
Ou seja, o colonialismo está, tardiamente, cobrando um preço elevado das sociedades que o praticaram, com novos e atemorizantes elementos, pois as sociedades ricas e de direitos humanos, se acomodaram e deixaram passar o momento histórico de corrigir os absurdos praticados no passado.



Agora, as compensações serão buscadas na marra, na força, em grandes ondas migratórias, ou pelas armas, destruição e dominação, pelo novo Estado difuso e sem base territorial definida, que pode assombrar o mundo no século que começou há somente 15 anos.




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA


O processo educacional é uma ação complementar entre família e escola.
Educação é amor, exemplos e limites.
De pais, mães, professoras, educadores, sociedade, e escolas.
O uso de tecnologias digitais da informação pelas crianças, tanto nas residências, como nos ambientes escolares, tende a se revestir de características preocupantes.

Atualmente, o estágio da tecnologia da informação é muito avançado e sofisticado e tem grande capacidade de aglutinação e síntese, com enorme volume de informação.
Ninguém permite que uma criança almoce, faça seus deveres de casa, ou frequente a escola, levando um rádio portátil, uma televisão e um jornal, com grande variedade de sons, imagens, mensagens, pois o aluno sofreria um desastroso processo de dispersão, por vários motivos.

É impossível para uma criança em fase de formação cerebral e mental, conseguir absorver muita informação sonora, visual, escrita, de forma simultânea.
Os dispositivos celulares, tablets, e outros, são exatamente isso, como se fosse possível dar a uma criança um pequeno dispositivo eletrônico, que reunisse todos os estágios e meios informacionais citados.

Os riscos de desenvolvimento de hábitos nocivos e deformadores de seu comportamento e atitudes se potencializam quando a onda eletrônica se projeta sobre cabecinhas imaturas, que deveriam estar brincando e interagindo entre si, para que pudessem acessar a realidade por meio do brincar.
Usar a tecnologia dentro de uma padrão didático e pedagógico, que esteja incluído num programa educacional bem planejado, é necessário e faz parte do modo de colocar a criança em sintonia com o mundo no qual ela se desenvolve.

Mas permitir o atropelamento de seu desenvolvimento, da consolidação da sua sensibilidade e consciência, com o uso indiscriminado de tecnologias que invadam seu aparato biológico, com sensores, microfones, telas, etc, pode colocar em risco toda uma geração que, pela primeira vez na história, será plenamente formatada por tecnologias intensivas.
Pais, mães e professores e educadoras, têm a nobre missão de formar novos seres humanos, com condições plenas de cidadania, direitos e deveres.

A sociedade democrática se sustenta, e aprimora, pelo grau de participação de seus cidadãos, que devem ser desenvolvidos por métodos científicos, pesquisados e comprovados, mas sem a intensividade nociva de um uso lucrativo e pernicioso das propagandas subliminares e subjetivas embutidas nos corpos dos estudantes em tenra idade.
A abrangência e profundidade com que agem os meios para estimular consumo intensivo, podem comprometer o discernimento desses seres formados com babás eletrônicas e cuidadoras eletro eletrônicas, virtuais e digitais.

O Projeto Friends For Life, desenvolvido pela Psicóloga Paula Barret, na Austrália, justamente está reunindo a comunidade escolar, alunos, pais e professores, para enfrentar um elevado nível de suicídio infanto-juvenil, naquele país, pois lá foi constatado que a perda da resiliência se dá devido à tristeza da não realização de sentido exacerbados para consumo de bens e comportamentos inoculados até os 14 anos, por uma estrutura unidirecional, que empurra e injeta ansiedade.

O programa citado foi reconhecido pela OMS e está em desenvolvimento há 20 anos.
Mas seu sucesso ocorre por famílias, educadores e professoras, escolas, terem retomado seu papel no desenvolvimento das pessoas.
Sem isso as perdas de vidas podem crescer exponencialmente, comprometendo o futuro das atuais gerações de pequenos, por omissão e deslumbramento, até comodismo, dos adultos.


BRASIL: AJUSTE FISCAL?



O Brasil passa por crise econômica derivada da ação governamental com repercussões políticas. Muito foi gasto nos governos dos últimos 13 anos, dirigindo dinheiros públicos para programas assistencialistas de fundo populista.

A máquina governamental foi ampliada pra 39 ministérios, com nomeação de 24.000 cargos comissionados. Desde janeiro de 2015 o Brasil passa por um arrocho em uma série de direitos dos trabalhadores com notórios resultados negativos sobre a renda familiar.

A Constituição Federal de 1988 foi elaborada sobre a reconquista dos direitos individuais, que haviam sido afetados pelos procedimentos dirigidos nos 21 anos de regime militar.
Muito do que se conquistou nesse avanço agora está sendo perdido por uma equivocada gestão política e econômica.

O primeiro governo Lula foi marcado por um legado deixado pelo governo anterior, que estabilizara a moeda, removendo o fator inflacionária da vida das pessoas no Brasil.
Além disso a situação desenvolvimentista da China, como grande compradora de matérias primárias de nosso país, e vitalidade das economias argentina e americana, deram ao Brasil excepcionais condições de caixa e superávit, mesmo tendo o novo governo aumentado em muito as despesas públicas.

A crise de 2008, a partir do sistema bancário americano, jogou suas franjas sobre o mundo todo, mas por aqui o movimento inercial garantiu uma certa tranquilidade aos 2 governos Lula, que não perdeu tempo e lançou pirotécnicos programas para formar uma imagem paternalista de suas gestões, mas já começando o processo de maquiagem das contas públicas federais.

A sucessora Dilma, com muito menos inteligência emocional, desprovida de capacidade mediadora, imprimiu um governo  que deu continuidade aos gastos anteriores mas já sem as mesmas condições de caixa, pois a crise americana e europeia restringiram a bonança financeira, com a qual Lula cumpriu seus 8 anos de governo, querendo projetar-se como um governante popular e bem aceito, apesar de todo o processo de desgaste de imagem, que o processo do mensalão lhe trouxe, pois muitas figuras de proa de sua gestão foram denunciados, processados e condenados.

Lula referiu-se à crise não com um tsunami econômico, mas sim como uma marolinha. A “marolinha” já tinha atingido o Brasil, mas Lula e seu partido PT desencadearam campanhas publicitárias enaltecendo a
figura dele, como um novo “pai dos pobres”.
A bomba inercial estourou no colo de sua sucessora, que não querendo admitir a perda da situação privilegiada herdada por Lula, quis, também, passar para a história como “a mãe do PAC”, uma grande campanha publicitária realizada para lançar seu nome à presidência, embalada pelo período altamente manipulado por Lula.

Dilma conseguiu a reeleição suprimindo a verdade sobre a grave situação em que o Brasil já se encontrava desde 2008, mas que tinha sido muito bem maquiada por Lula e seu ministro Mantega, que acatou toda a supressão da verdade sobre as contas governamentais, com uma operação de escamoteamento de dados reais.

Em janeiro de 2015, apenas 60 dias após os violentos e difamatórios debates que ela dirigiu a seus oponentes, principalmente contra Marina Silva e Aécio Neves, a máscara caiu e a realidade negativa se abateu sobre o Brasil, com inflação, aumento de juros, cortes de benefícios trabalhistas, restrição do crédito, encarecimento do custo de vida, e uma enxurrada de propostas legislativas, encaminhadas às duas Casas do Congresso Nacional.

Tudo o que Dilma 60 dias antes acusava seus dois opositores nas eleições de 2014, ela o fez em pouquíssimo tempo, aplicando uma política recessiva e inflacionária.
Mais uma vez os grandes bancos e grandes empreiteiras foram privilegiadas, com aumento da taxa de juros e outros mecanismos, que jogaram o país numa recessão com indicadores trágicos e riscos de perda do grau de investimento.

Não bastasse todo o estupor da sociedade brasileira diante das medidas, que Dilma alegava serem responsabilidade de outros candidatos, o governo reeleito continua usando dinheiro público, para financiar a indústria automobilística, com financiamentos baratos, abaixo dos valores cobrados de todos os cidadãos, alocando 5 bilhões, isso mesmo, 5 bilhões de reais, para que as montadoras não demitam trabalhadores.

Quem garantirá isso, e quem fiscalizará?

Além disso, colocar dinheiro de impostos, dos contribuintes, numa indústria que não baixou um real em seus preços de automóveis, é incentivar o mau capitalismo, pois industrias privadas passam a ser financiadas com o dinheiro dos cidadãos, quando deveriam como em todo o mundo, baixar preços para liquidar estoques de carros, e investir em produtividade e inovação.

Assim como Dilma nomeou um novo ministro da Fazenda, bem aceito pelo mercado, ela retira as condições desse ministro, por querer, de forma populista, continuar iludindo a sociedade brasileira.
Contudo, seus baixíssimos índices de aceitação, beirando os inéditos 8%, estão lhe sinalizando um aprofundamento da crise, agora com a retirada de suas condições mínimas de governabilidade.

Além da economia, Dilma passou às mãos de seu vice-presidente, do PMDB, a gestão política de seu segundo governo, tal a magnitude da situação política adversa.

Até quando o Brasil resistirá a tudo isso?