quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

VIOLÊNCIA E ESTRESSE


O mundo passa por momentos humanos muito difíceis.
Na França a irreverência teve como resposta a intolerância e a violência, com várias mortes.
Nos EUA jovens negros foram mortos por policiais, gerando protestos violentes contra o não indiciamento dos autores das mortes.
O conflito entre Israel e Palestinos continua produzindo atentados e grande número de pessoas atingidas.
Não Ásia, e no norte da África, enfrentamentos religiosos/políticos são frequentes.
No Brasil, nestes dias muito quentes, com muita oferta de brilhos do sol, e outros, com muitas pessoas procurando, desenfreadamente, por prazeres imediatos, por satisfação de muitas ansiedades, pela busca de ganhos para um ano inteiro, podem ajudar a entrar em um estado de estresse.
A situação econômica pós-eleição presidencial mostra uma face carrasca, com aumento do preço de combustíveis, alta de juros, desemprego e greves, e surpreendente falta de energia elétrica. 
Em vários pontos do país a falta de água transtorna a vida da população, aliada a uma elevação da temperatura ambiental, que oferece sensações térmicas bem maiores que as mostradas nos termômetros.
Várias crianças morreram vítimas de balas perdidas no Rio de Janeiro, além de arrastões nas praias.
Em Santa Catarina um policial à paisana matou um jovem na frente de sua casa. O caso gerou repercussão nacional e mundial devido à grande rede de relacionamentos profissionais e amizades do rapaz assassinado, que era um esportista conhecido no meio do surfe.
E, claro, à estupidez do gesto do atirador, que é policial militar e, portanto, deveria saber tomar os cuidados ao portar uma arma de serviço, mesmo não estando nessa condição.
O estresse nubla a visão da realidade, engana a noção de tempo, altera o estado da consciência, propicia noções distorcidas de perigos e ameaças, transtorna a noção de direitos e deveres, precipita situações de riscos e muda a referência dos padrões morais e éticos.
Discussões pequenas podem virar grandes dramas, pequenos fatos estão sujeitos a ser maximizados e o raciocínio indutivo prevalece sobre o dedutivo.
É uma fase em que se deve ajudar a diminuir tensões, recolocar situações potencialmente perigosas em patamares mais baixos, procurar a distensão e o relaxamento.
Pessoas com atitudes vigorosas, impulsivas, provocativas, necessitam de apoio para que se acalmem, para que se baixe o teor emocional dos momentos exaltados.
Muitas vidas poderão ser salvas dessa forma, pois a violência, ainda mais com o uso de armas, pode gerar resultados impensáveis.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NATAL


Nesta época do ano poderíamos estar fazendo uma reflexão sobre o sentido desta data.   
Evoco três diferentes personalidades para simbolizar os sentimentos de bondade, generosidade, solidariedade, e promoção do bem.
Jesus Cristo, como exemplo de pessoa que revolucionou uma época, que ofereceu sua vida à pregação por um mundo melhor e que gerou crenças e comportamentos, que são observados, e seguidos, até hoje.
E o evoco homenageando todas as crenças religiosas, todos os Deuses, todas as correntes espirituais.
Irmã Dulce, essa digna brasileira, que dedicou sua vida ao exercício da bondade.
E o Papa Francisco, esse exemplo de liderança servidora mundial, que a cada dia comprova sua devoção à causa da justiça, da verdade, da simplicidade e da entrega de sua vida ao bem.
Não é difícil imaginar que o sentimento de Natal pudesse ser praticado todos os dias, de todos os meses, de todos os anos, pois praticar o bem, exercitar a solidariedade, e disseminar a bondade em nossos atos diários, com certeza, ajudaria a que se tivesse um mundo melhor.
A cegueira do egoísmo que atinge grande número de pessoas e a paixão egocêntrica, que consome outra grande parte, estão dirigindo as ações humanas para visões e práticas puramente comerciais, de consumo voraz e intensivo, como se o significado do Natal fosse somente o aspecto comercial da compra e troca de presentes e bens materiais.
A celebração da data natalina, com alguns objetos representativos da alegria despertada, não deveria substituir a reflexão sobre o mundo que recebemos, e qual o mundo que deixaremos, como legado, para os que nos sucederem.
Desejo a todas as amigas e amigos que os momentos desta fase do calendário anual nos permitam, nos motivem, e nos embalem, para que se promova a luz e a paz entre todas as pessoas, induzindo para que se planeje um novo ano de 2015 com os olhos voltados para todos, e com a alma exultante por podermos nos dar as mãos e orarmos juntos pela graça de estarmos vivos e de podermos ajudar a construir um mundo em que as atividades visem a felicidade, a justiça, a verdade.
Que em 2015 possamos superar a mentira, a corrupção, os maus sentimentos, que obnubilam a alma humana, enganam os sentidos, e empobrecem a possibilidade de nos tornarmos um pouco melhores.

Que os belos exemplos de Jesus Cristo, da Irmã Dulce, e do Papa Francisco nos iluminem, dirijam nossos rumos, e nos permitam a busca por sentimentos nobres e puros.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A REAPROXIMAÇÃO ENTRE ESTADOS UNIDOS E CUBA


Em 1963, depois de prometer que caso fosse reeleito faria o restabelecimento das relações diplomáticas com CUBA, o presidente norte-americano John Kennedy foi assassinado, em Dallas, por tiros dados em sua cabeça.
Agora, neste final de 2014, o presidente americano Barack Obama, toma a iniciativa e parte para a retomada das relações entre os dois países, promovendo uma situação que se pensava inimaginável.
Com as bênçãos do Papa Francisco, esse grande exemplo de liderança servidora, os dois governantes, Raul Castro e Obama, mantiveram conversações e, em poucos meses, anunciam a instalação de embaixadas, nos dois países.
O momento global é extremamente propício para essa nova situação.
A geopolítica mundial pode mudar significativamente, com a jogada da OPEP, comandada pela Arábia Saudita, que jogou o preço do barril de petróleo em valores abaixo dos 60 dólares, para inviabilizar a pesquisa e desenvolvimento de novas fontes de energia renovável.
CUBA é um enorme celeiro para desenvolvimento de novas fontes de energia, alternativas ao petróleo.
O que não lhe faltam são grandes extensões com sol e vento, para produzir muita energia eólica e solar.
Também tem um território propício para o plantio e a produção de etanol, que pode transformar CUBA em grande produtor de combustível não poluente, de fonte renovável.
O turismo pode absorver os grandes capitais mundiais, pois a grande extensão de praias, o clima reinante, e a beleza natural, transformarão CUBA num dos principais destinos turísticos mundiais.
Um país que tem uma saúde básica excelente, uma educação para todos, e que, com isso, pode muito rapidamente formar grandes contingentes nas novas tecnologias, oferecendo trabalhadores qualificados para todos os tipos de empresas e linhas de produção.
A indústria automobilística deve, muito rapidamente, instalar fábricas e montadoras em CUBA, pois lá inexistem automóveis modernos, além dos poucos usados pelos órgãos de governo.
O transporte público pode se beneficiar de todos os avanços e implantar uma moderna e não poluente frota de soluções, diversificando entre transportes de massa, por via terrestre, por meio náutico, e com uma malha de modernos trens rápidos, e limpos, atravessando o país, em todas as direções.
Além dos problemas políticos, afinal o ocidente está acostumado a conviver com ditaduras comunistas, familiares, personalistas, desde que sejam capitalistas, a relação econômica deve se acelerar muito, pois CUBA tem tudo para se transformar na “nova China caribenha”.
Para os capitais ocidentais, que estavam acanhados pela falta de novas oportunidades, nada melhor do que esse raro filé de oportunidades, que a reintrodução de CUBA oferece.
Os cubanos é que terão que ficar atentos, para que não se transformem em descartáveis e marginalizados, nesse novo processo político e econômico, numa fase histórica, na qual ideologias e linhas políticas são altamente relativizadas frente aos enormes interesses financeiros, de um mundo que se preocupa muito menos com a ética e o respeito aos direitos humanos, enaltecendo rendas per capita, lucros, rentabilidades em bolsas de valores, e bons balanços empresariais, mesmo que maquiados.
E assim caminha a humanidade, neste terceiro milênio dos Deuses, que de forma pragmática e objetiva, consegue superar meio século de provocações imbecis, condicionamentos políticos e comportamentais ferrenhos, tudo em função das novas amizades coloridas entre inimigos tão radicais, de tempos ainda bem recentes.
E agora, como ficarão os inconsistentes governos da Venezuela e de outros nanicos latino-americanos, que justificavam suas medíocres gestões com o “imperialismo americano”?
O fim do mito cubano tende a afogar essas pirotécnicas administrações medíocres e midiáticas, pois o que valerá agora são as grandes potencialidades econômicas e financeiras oferecidas por CUBA, aos grandes irmãos norte-americanos e europeus, que, afinal, não são tão maus assim.
E a Venezuela, com seu barateado petróleo, poderá ter que amargar uma situação mais vexatória ainda, do que a falta de papel higiênico, para limpar seus mal elaborados discursos antiquados e manipuladores.
E a América, como um todo, viverá um período de mais calma, pois o “grande foco exportador de revoluções” poderá se transformar no grande amigo e parceiro fornecedor de ótimas oportunidades e aplicação do “sujo dinheiro yanque”, que financiava golpes de direita e a retirada de presidentes eleitos, do poder.
Como o mundo já poderia ter alcançado patamares bem mais civilizados e de colaboração multilateral, não fossem as superadas linhas de poder e dominação, que impregnaram a humanidade durante todo o século XX.

A foice e o martelo, o tio Sam com seu dedo apontado, as barbas de Guevara e as ações da CIA, só atrasaram a roda da histórica, contida por visões, que nunca conseguiram entender ou explicar a revolução industrial dos séculos 18 e 19, e a relação entre capital e trabalho, mas que estão se rendendo à revolução da informação do século XXI.

OS NOVOS SINÔNIMOS E A PANTAGRUÉLICA FESTA COM DINHEIROS PÚBLICOS NO BRASIL


Choca a forma alienada e fria com que se procura reduzir o impacto de que ainda existem muitas pessoas passando fome, no Brasil. 
"Insegurança alimentar" é um eufemismo, quase cínico, para a fome. 
Essa é a forma que órgãos oficiais do governo brasileiro tratam a fome, a falta de alimento, de quase 20 milhões de brasileiros.
Enquanto alguns milhões passam por "insegurança alimentar", outros nadam na segurança dos aumentos gerais de salários, vantagens, e benefícios, que o andar de cima se autoconcedeu, por ocasião deste Natal, que se não é justo, é muito bem-vindo para todos que usam o poder em benefício próprio. 
Afinal, um salário de R$ 30.000,00 para pessoas que ainda recebem casa, comida, telefone, e outras mordomias, não está mal, não é mesmo? 
Nada como um país no qual existem dois, mas que um só abarca o dinheiro disponível e se fornece bons natais, aniversários, anos novos, e a permanente e feliz despreocupação de compras de presentes, de viagens, ou seja, de tudo que custa dinheiro, mas que para os bem pagos, nada afeta. 
Afinal, o país da fome não pode fazer passeatas, não pode escrever cartas para jornais, não pode fazer protestos, pois a barriga ronca mais que suas vozes roucas de fome. Agora, se alguém lhe pedir dinheiro para comer, convença-o de que ele está só numa situação de insegurança alimentar, ou seja, não sabe se terá a próxima refeição, o que não é nada assim tão trágico para todas essas pessoas, que, afinal, já podem ter tido alguma refeição anterior no dia. 
E assim caminha esta bem concebida colônia portuguesa, que ainda não despertou e convive com mensalões milionários, com a corrupção que se abateu sobre a Petrobras e outras estruturas nacionais. 
Não há dinheiro para saúde, para pagar salários dignos e merecidos para professores, para policiais civis e militares, mas para carros caríssimos, com ar condicionado, para luxuosos apartamentos funcionais, para residências oficiais nunca falta qualquer tipo de grana. 
Maria Antonieta, a inconsciente rainha francesa, em sua insânia e distância da realidade também mandava o povo francês, daquela época, "comer brioches" para acalmar a "insegurança alimentar" que a corte francesa entendia como algo natural. Coitadinha, acabou perdendo a vazia cabecinha numa guilhotina suja e enferrujada, operada pelos portadores de "insegurança alimentar". 
Quantas cabeças ainda terão que rolar para que nosso Brasil tenha uma categoria de novos políticos e gestores públicos, que façam jus a tudo o que a nação já lhes oferece, e que comecem a prestar bons serviços para a população, que os mantém com seus minguados salários, pagando elevados impostos???