quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

BRASIL, PAÍS CORDIAL?


A palavra cordial vem de "cordis", coração.
Mas vejamos alguns dados para uma reflexão sobre a necessidade de uma tomada de consciência para uma mudança, mais do que necessária:
-52.000 homicídios anuais, notificados à polícia (igual número ao total de soldados americanos mortos em 10 anos de guerra do VietNam)
-54.000 estupros notificados à polícia ( são estimados 124.000 estupros anuais, mas as vítimas não notificam por vergonha ou por medo de represálias)
-mais de 1.000 atropelamentos, mensais, por automóveis e motos, de ciclistas, sobre as ciclo-faixas, com vários óbitos registrados.
-milhares de assaltos, mensais, à mão armada, pessoas atingidas por tiros disparados de forma intencional, e acidental.
-enormes volumes apreendidos de armas, munições, e drogas pesadas, que dão entrada no Brasil pelo uso das fronteiras.
-elevada frequência de operações da Polícia Federal (ainda bem) para prisão de corruptos e corruptores, que avançam sobre dinheiros públicos (hoje mesmo, 12.11.2014, uma grande operação da PF, realizada em Florianópolis, já determinou a detenção de várias pessoas ligadas à gestão pública municipal e a apreensão de grande quantidade de documentos)
-Quais as condições determinantes desses comportamentos? o que pode gerar essas atitudes violentas que são perpetradas contra pessoas da mesma sociedade, numa ação coletiva que leva a números de uma verdadeira guerra civil?
-O que estimula e permite que agentes públicos, bem pagos para oferecer bons serviços estatais e governamentais, para os cidadãos que sustentam seus empregos privilegiados, cometam tão elevado número de crimes contra o erário e contra a cidadania brasileira?
-Será chegada a hora de uma reflexão coletiva para que comecemos a ter o país que desejamos, e a sociedade que merecemos?

-Quais os passos necessários para construir um novo patamar social, ético e justo, que comporte uma convivência profícua e respeitosa, que leve a um estágio avançado, e mais qualificado, de cidadania?


ATAQUES À IMPRENSA


Nada pior, nada mais destrutivo para a democracia, do que ataques perpetrados contra a liberdade de informação dos meios e veículos de imprensa. 
Quem participa de ações de destruição, tentativas de intimidação ou de ameaças aos meios de imprensa, se identifica com as piores fases, as mais violentas, do avanço dos regimes fascistas, na Itália de Mussolini, e nazista na Alemanha de Hitler.

Ambos conseguiram, em seus regimes de medo e perseguição, algum sucesso em seus podres propósitos durante poucos anos. 
Mas ambos, Hitler e Mussolini, foram os responsáveis pela brutal destruição daqueles dois países, na segunda guerra mundial. E de muito mais!
Nenhuma sociedade, que se pretenda democrática, pode consentir, aceitar, concordar, aceitar, qualquer que seja a natureza, de atos contra a liberdade da imprensa. 
Em todas as nações desenvolvidas, política, econômica, e culturalmente, a imprensa tem sua ação sempre protegida pela lei e pelas forças de segurança. Tolerar o absurdo cometido em São Paulo, contra a revista "VEJA", sem as devidas prisões dos agressores, e posterior condenação por enquadramento legal, pode começar a contaminar o Brasil com o verme da tirania, da prepotência, da intolerância, que sempre acaba destruindo a democracia, e o ordenamento legal, pois quem pratica esse terror contra a imprensa, pode se sentir muito à vontade, por ausência de condenação social, legal, e por atitudes condescendentes de autoridades policiais. 
Assim foi com a sociedade italiana, quando os ataques dos camisas pardas fascistas de Mussolini, começaram a espancar e perseguir as pessoas que não aceitavam o fanatismo daquele tirano insano. 
Também na Alemanha de Hitler, a sociedade tolerou ataques às lojas de judeus, ao comércio e fábricas dos que não se alinhavam com o nazismo incipiente, transformando aquele berço de cultura e artes, num enorme campo de concentração, onde foram mortos, exterminados, muitos milhões de seres humanos, por serem, simplesmente, discordantes do nazismo em marcha. 
Ou escolhidos pelos nazistas, como inimigos preferenciais. 
Naquelas duas nações a violência, além de outros símbolos brandidos em passeatas e manifestações, a violência extrema, a morte, foram transformadas em ícones da força, da brutalidade, para impor o medo, para fazer reinar o silêncio, para calar a todos que se insurgissem contra a dominação de seus países, por quadrilhas organizadas, de pessoas sem qualquer escrúpulo, que tinham, na crueldade, e no sofrimento imposto a seus adversários, toda a sua razão de ser e de existir. 
Todos sabemos onde desaguou esse tipo de ação. 
O mundo foi paralisado pela guerra, mais de 60 milhões de pessoas foram mortas, sociedades inteiras sofreram enormes destruições. 
Como bom covarde, e o são todos os que recorrem à ameaça, à violência e à morte, Hitler não enfrentou um único tiro, nunca esteve numa trincheira e se suicidou com sua amante, num bunker em Berlim, antes de encarar a rendição aos exércitos russos. 
Mussolini e sua amante, Clara Petacci, foram fuzilados pelos partisans da Itália, sendo pendurados de cabeça para baixo. 
Nosso Brasil, depois de uma longa história de muitas contradições, reafirma sua vocação democrática pelo processo eleitoral, em plena execução. 
Dois candidatos disputaram os votos do eleitorado brasileiro, discutindo teses, apontando erros, propondo correções de rumo. 
Ambos se manifestaram frontalmente contrários aos fatos de São Paulo. Deixaram bem claro que não suportam a natureza desse tipo de agressão. 
A democracia brasileira se encaminha para a sua maturidade, com a grande reafirmação do calendário eleitoral. 
A Presidente da República, que era candidata à reeleição tem que exigir a mais plana e plena apuração dos fatos, e a punição de todos os envolvidos. 
Para que fique, de forma exemplar, marcada a posição de nosso Brasil, completa e frontalmente contrária a qualquer tentativa de intimidação dos meios de informação, e da sociedade brasileira.

DEZEMBRO VERMELHO


Outubro Rosa, dedicado à saúde da mulher, novembro azul para a saúde do homem.             
Para conscientizar a sociedade brasileira, para a vergonha nacional, que é a corrupção, aliada ao completo abandono, com que a Mata Amazônica vem sendo tratada pela cruel indiferença a que foi condenada pelo governo federal, pelos governos estaduais, que têm competência legal sobre seu território, e pelo ministério do meio ambiente, e para preservar o Brasil correto, honesto, que é a grande maioria desta nação, que não é corrupta, que preza a sua natureza, e que se preocupa com a sua água, fica lançado o DEZEMBRO VERMELHO.          
A cor vermelha nada tem a ver com qualquer cor partidária, muito pelo contrário. Mas tem a ver com a cor da vergonha, que torna avermelhados, ruborizados os rostos dos cidadãos, e cidadãs, honestos, que pagam seus impostos e que sofrem tremenda impostura pelos agentes públicos, que deveriam estar prezando pela boa gestão de nossos recursos, todos eles, principalmente, os naturais. Não bastasse a incúria da questão da água em SP, essa crônica de uma morte, há muito anunciada, a Amazônia está sendo criminosamente assaltada, estuprada, vilipendiada, amputada, queimada, e reduzida a terras áridas, a um futuro deserto, que um dia, talvez, venha a ser o gigantesco cemitério no qual a população brasileira será enterrada, quando vier a morrer por ausência total de vegetação, das nuvens de umidade, que mantinham os regimes de chuvas de todo o Brasil.
No mês de outubro, o número de empregos caiu 30.000 postos, a inflação real subiu, para quem faz compras em supermercados e se submete à vida real, à rotina de ter que trabalhar e pagar impostos, mas tem um outro número, que subiu assustadoramente, absurdamente, monstruosamente! Foi o total de quilômetros quadrados que foram criminosamente desmatados pelo fogo, por máquinas, que arrancaram árvores, por grandes interesses políticos e econômicos, que pensam que podem transformar tudo em ouro para encher seus bolsos.      A mesma miséria humana, a mesma ignorância rematada, a mesma sádica ganância imediatista, que financia corruptos no poder, que rouba milhões/bilhões de nossos impostos, pagos com o suor e o sacrifício da cidadania, apartada da realidade, está providenciando a maior destruição que o mundo já assistiu neste fatídico ano de 2014, muito maior que a epidemia de Ebola, muito maior que as mortes de todas as guerras da Síria, da Ucrânia, da Líbia, do Iraque, e do que a verdadeira guerra civil, a que o México é submetido.
A guerra contra a vida, contra a qualidade de vida, fez mais 244 vítimas, no já sofrido, roubado, assaltado, assassinado Brasil!!!
244 quilômetros quadrados foram desmatados, uma área igual a ocupada pela cidade do Rio de Janeiro, foi derrubada, foi queimada, ou seja, 244 quilômetros quadrados de nosso patrimônio público brasileiro, que é a natureza, que recebemos pronta, nos foram roubados. E junto com eles, nos tiraram a água, que vai nos faltar em todas as cidades brasileiras, se continuarmos nessa caminhada cega, imbecil e imbecilizante, destruidora, que vai acabar com o regime de chuvas em nosso país, pois se continuarmos nesse ritmo, seremos todos cidadãos retirantes, em busca da água, para sobreviver. É interessante tentar imaginar se um dia desejássemos viajar ao Rio de Janeiro e lá não fosse mais possível aterrissar, pois não haveria mais a cidade. Isso é o que foi feito na Amazônia, em apenas três meses!!! Nos surrupiaram a área de uma grande cidade. Mas para onde, para quem foi toda essa madeira roubada, quem se beneficiou desse inacreditável absurdo cometido ao completo arrepio da lei??? Onde estavam as adormecidas autoridades irresponsáveis por toda essa área? Quem cometeu o crime e quem foi conivente com ele?
Assim, diante de tão grande absurdo, de tamanha tragédia, ficam todos os cidadãos brasileiros convidados a refletirem sobre nosso passado, sobre nosso presente, e sobre o agora incerto futuro de nossa civilização. Precisamos refletir sobre a alienação em que estamos embarcados, pois os políticos, dirigentes públicos, estatais, e privados, deste Brasil, estão divididos entre a corrupção, que agora vem sendo exposta pela Polícia Federal, os interesses familiares e privados dessa corja corrupta, a incompetência e o deslumbramento dos que estão no poder, mas todos eles muito bem pagos com régios salários, valores que nunca foram dedicados aos nobres professores, aos dedicados profissionais da saúde pública, nem aos corajosos policiais, civis e militares, que garantem nossa educação, nossa saúde, nossa segurança. Diante dessa pouco nobre e digna situação a que fomos submetidos pelos podres poderes, fica aqui o apelo para que o DEZEMBRO VERMELHO, da vergonha nacional, pela corrupção, pelo abandono a que foi submetido o nosso patrimônio natural, e, portanto, o nosso futuro, seja destacado, discutido, comentado, compartilhado, por todas as pessoas, que se preocupam, minimamente, com a sua sobrevivência, com uma condição digna de existir.


CIDADANIA - APRENDENDO A REAPRENDER


O terceiro milênio, e o século XXI, tiveram seus inícios políticos no ano de 1989 e nas diversas manifestações, que agitaram as sociedades ao redor do mundo.                                     
A derrubada do Muro de Berlim, na Alemanha, as manifestações na China, na Praça da Paz Celestial, as guerras pelas emancipações na ex-Iugoslávia, o Consenso de Washington, foram gerados pela ânsia, e necessidade, de mudança, que assolou o novo mundo, que já estava surgindo.
Uma nova sociedade global, e globalizada, surgiu nesse mesmo ano com o início das operações da Internet, que, juntamente com uma fantástica rede de comunicações via satélite, fibras óticas, cabos submarinos, permitiram a todos os seres humanos se apropriarem de suas construções históricas, oferecendo-lhes um inusitado protagonismo cidadão.
A história não acabou como enunciou famoso historiador, mas teve seu curso reescrito pela participação individual, pessoal, permitindo que todas as pessoas oferecessem opiniões, agora mais abrangentes, pois foram transformadas em escribas de um novo mosaico global.
Anteriormente, no ano de 1968, grandes multidões já haviam proposto um novo patamar de convivência originando o paradigma da paz e do amor, para se contrapor a um mundo envolvido em guerras, e golpes de estado, que tentavam condicionar consciências e regular comportamentos, dentro do quadro de “guerra fria”, que polarizava os habitantes do planeta.
No Brasil, depois de 21 anos de regime militar, erigimos a nova Constituição Brasileira, resgatando amplo quadro de direitos individuais, no ano de 1988, e tivemos a primeira eleição direta para a Presidência da República, em 1989, após 25 anos sem essa possibilidade de escolha.
A esperança de um novo Estado baseado no bem estar social, e no resgate dos princípios Republicanos e Democráticos, nos colocou frente a diversos desafios institucionais, chegando ao ponto de vivermos um processo de “impeachment” ocasionado por acusações de corrupção.
Em junho de 2013, nossa sociedade foi novamente sacudida por grandes multidões, que protestavam para ter direitos atendidos, contra a gestão pública em geral, e reivindicando o direito a uma maior participação nos destinos da nação.
Esse processo evolutivo na edificação da nova cidadania brasileira, bem como a construção de um futuro com as garantias efetivamente democráticas, será objeto de estudo em nossa Escola de Desenvolvimento Humano para a Cidadania - EDHUC, em curso, que estará iniciando suas aulas no dia 09 de março de 2015.
A reforma política, a construção de novas políticas públicas, a revisão das formas de gestão e governança, a priorização das demandas sociais legítimas e pertinentes, os ajustes nos órgãos governamentais para aumentar as disponibilidades para investimentos, a implementação de medidas eficazes para que possam ser alcançados novos patamares de eficácia, tanto nos serviços públicos como na efetiva participação social nos destinos de nosso Brasil, são pontos fundamentais, que serão expostos, debatidos, e analisados, por um time de professores e educadores, altamente capacitados em suas áreas de atuação política, governamental, e empresarial.
Além disso, a inserção do Brasil no mundo atual, sua relações multilaterais, os aspectos históricos, o perfil atual das estruturas estatais e a análise de sua readequação, e redimensionamento, fazem parte de uma programação de aulas, que se estenderão de março a dezembro de 2015, incluindo, ainda, duas viagens de estudo e observação, e trabalho de final de curso-TCC.
A construção de uma cidadania qualificada, de uma nova competência relacional, baseada na ampliação das consciências e das habilidades sociais, efetivamente comprometidas com a evolução intelectual e com um elevado padrão de requisição nos serviços prestados pelas estruturas públicas, governamentais, e institucionais, são os objetivos e foco de nosso curso.

Informações: consultor.educador@gmail.com        48-32597631