quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

FEB 70 ANOS: A VITÓRIA CONTRA A CORRUPÇÃO NO E DO PODER


Recentemente foram comemorados os 70 anos da tomada de Monte Castelo, na Itália. 
A FEB-Força Expedicionária Brasileira, organizada para lutar contra o nazi-fascismo, marcou sua presença na segunda guerra mundial (1939/1945), ao lutar contra os exércitos italiano e alemão, que tentavam garantir a continuidade do expansionismo do chamado Eixo, um pacto firmado entre o Japão, atrasado e militarista, a Itália fascista de Mussolini, e a Alemanha nazista de Hitler.
Esse acordo visava, simplesmente, uma associação para dominar e controlar o mundo todo. Várias vertentes políticas, e autoritárias, se juntaram para tomar de assalto toda a humanidade, e colocá-la a serviço de seus corrompidos princípios de poder.
A intervenção das forças armadas dos aliados, e foram muitos os países que se juntaram para combater o mal, interrompeu a caminhada tranquila, dos que ameaçavam dominar as principais potências livres e democráticas, ou qualquer outra, que não concordasse com a existência de “uma raça superior”, como propunha Hitler, em sua manipulada teoria, desqualificada, sem qualquer base ou comprovação minimamente científica, mas que serviu de base para amealhar os apoios do 80 milhões de habitantes, da sociedade Alemã, que ainda amargava o ressentimento, e a vergonha, da derrota na primeira guerra mundial (1914/1918).
Todos os países, que fossem discordantes das teses daqueles tiranos, os quais já tinham mentido para seus povos, e escravizado as suas próprias sociedades, pela força e pelo terror, se transformaram em alvos dos ataques.
Dominados por uma visão nitidamente megalomaníaca, que começou com o nazismo na Alemanha, se espalhou com o apoio da Itália do tirano Mussolini, e se consolidou com o conservadorismo militarista Japonês, o nazi-fascismo começou sua caminhada de terror, e destruição, inicialmente pela Europa.
A geopolítica desenhada por Hitler, porém, previa expansões para regiões estratégicas, desde que permitissem sua sonhada expansão para o leste, onde pretendia tomar o rico território, em alimentos e petróleo, da União Soviética, de surpresa, e a oeste, com a anexação da Espanha, onde contou com o inestimável apoio do general golpista Franco, que iniciou, do norte africano, um golpe contra a República Espanhola.
Ao analisar o mapa da região, percebe-se claramente a importância que o território espanhol oferecia aos sonhos mundiais do ditador Hitler.
A Espanha, com suas frentes marítimas, a do Atlântico e a do Mediterrâneo, seriam excelentes pontos para desencadear a dominação do norte da África, e a operação rumo à América.
Com a vitória militar do exército golpista de Franco, veio junto uma derrota política e estratégica para o Eixo. A Espanha, apesar da derrota republicana contra o golpe, ficou muito afetada e destruída pela guerra civil, na qual morreram quase um milhão de espanhóis, sem a mínima condição de se transformar num grande pátio de manobras dos nazistas, para chegar ao continente americano, via oceano Atlântico, ou Mediterrâneo para alcançar o petróleo e outras riquezas guardadas em subsolo norte-africano.
A situação na Espanha fez com que Hitler voltasse seus aviões e canhões em direção à Inglaterra, pois ali seria o ponto alternativo para chegar às Américas, continente onde já contava com vários governos populistas e demagógicos, simpatizantes da causa nazista.
Em nosso Brasil, Getúlio Vargas namorava há algum tempo com a doce imagem que os nazistas emanavam para incautos totalitários, que sonhavam com muito poder, com cada vez mais poder, tal a inebriante sensação, que sentiam nessa posição.
Nosso ditador, em pleno Estado Novo, a ditadura que Vargas implantou no Brasil a partir de 1937, já tinha condecorado o Ministro das Relações exteriores de Hitler, o marechal Von Ribbentrop, e entregara a esposa do líder comunista Luiz Carlos Prestes, Olga Benário, aos nazistas, para ser morta em campo de concentração na Alemanha.
Seu chefe de polícia política, que torturava e matava inimigos e adversários do governo de Getúlio, o frio Filinto Muller, já tinha frequentado cursos ministrados pela Gestapo e pela SS, unidades nazistas, criadas pelo tirano alemão, como milícias paralelas às forças armadas regulares, e que visavam implantar o terror, a perseguição e a morte de quem se opusesse.
Esses cursos trouxeram para nosso Brasil as técnicas de tortura, e eliminação, que já eram aplicadas em judeus, e nos alemães, que não aceitassem o poder nazista.
A Casa de Detenção, e a Ilha Grande, ambas no Rio de Janeiro, foram transformadas em depósitos de adversários políticos do Estado Novo de Getúlio, onde se torturava e matava, sem qualquer controle social, pois a nação brasileira estava amordaçada pelo sorridente, e populista Vargas. E pelo controle total da imprensa livre, que era realizado pelo DIP-Depto. de Imprensa e Propaganda, inspirado nas práticas nazistas de Goebbels, que tinha implantado igual iniciativa, na Alemanha, para que Hitler não fosse criticado, ou denunciado, em suas práticas criminosas, e corruptas. Goebbels, o ministro da propaganda alemão afirmava, com o maior cinismo, que uma mentira repetida muitas vezes, acaba sendo aceita como uma verdade.
Verdades e mentiras que acabaram com o nazismo, mas que, em contrapartida, destruíram a Alemanha, que um dia fora um berço de arte, cultura, e filosofia.
Na Argentina, o General Peron, se mantinha “neutro” para não entrar na guerra contra o nazi-fascismo, pois muito ouro, dos saques promovidos por Hitler, contra os bancos centrais europeus, dos países ocupados, era trazido por submarinos, e depositados nas simpáticas mãos peronistas, a ponto de aquele país sul-americano ter conseguido ostentar um dos maiores lastros-ouro do mundo, ao final da segunda grande guerra, em 1945.
Além de Peron, outros presidentes e “líderes” sul-americanos ficaram com um olho em Hitler, pois se ele vencesse a frente europeia, e a russa, seria muito bem recebido nas tropicais repúblicas de bananas. Bolívia, Chile, foram alguns países onde nazistas se refugiaram e criaram verdadeiras colônias neonazistas, com muitos recursos roubados, e armamentos, trazidos da Europa. No Brasil, ainda nos anos 1970 e 1980, muitos foram os nazistas capturados, e que se encontravam trabalhando como “técnicos” de muitas empresas, que na Alemanha nazista já tinham reunido muito lucro, advindo do trabalho escravo, de judeus e de outros prisioneiros, que Hitler colocava à disposição de grandes empresas, desde que colaborassem com seus esforços de expansão, e dominação.
Essa, talvez, a maior marca, a inextinguível posição política, democrática e libertária, forjada pelas Forças Armadas Brasileiras, que estruturaram a FEB, e foram para a guerra, para ajudar a derrotar a quem já sonhava com as terras ultramarinas, e que já imaginava “uma nova Alemanha dos mil anos...”
Mesmo não adestrados em terras frias e nevadas, com armamentos superados, os Pracinhas brasileiros ofereceram forte demonstração de compreensão do momento mundial, dos riscos que a Democracia corria, em todo o mundo, e deram o melhor de si, com garra e determinação, desmantelando posição estratégica na Itália, ajudando a libertar aquele país, o que influiu muito na derrota hitlerista.
Muitos deixaram seu sangue naquele território distante, quase quinhentos militares brasileiros deram suas vidas para defender a Democracia, na segunda guerra mundial, e muitos lá ficaram e fizeram suas vidas familiares, em solo italiano.
Ricos são os relatos, que contam como os brasileiros enfrentaram qualquer espécie de adversidade, vencendo os inimigos naturais, lutando contra incompletudes materiais e carências de toda a ordem, cumprindo a missão que lhes foi atribuída.
Tomaram as posições defendidas por alemães e italianos, em região com grande desvantagem topográfica, pois lutaram numa planície, contra objetivos situados em elevações fortificadas, de onde eram despejadas inimagináveis quantidades de morteiros, explosivos, além de uma área completamente minada por dispositivos sensíveis ao simples pisar.
Além dessa memorável epopeia militar, a FEB teve um papel mundial essencial para ajudar a fragilizar, e derrotar, a criminosa associação montada entre os três países, que se propunham a jogar toda a humanidade nas trevas, no atraso e na dominação pela força.
A FEB foi um dos corpos militares, reunidos de muitos países, que não permitiram que o processo de corrupção de costumes, de elencos legais, de pactos coletivos saudáveis, pudesse formar um poder global.
Hitler e Mussolini, com o apoio do quase medieval Japão daquela época, promoveram vigorosos processos de corrupção, que visavam reunir muita riqueza e recursos financeiros, que foram usados para formar uma podre casta de poder, que pretendia permanecer no comando do mundo.
A corrupção desencadeada pelo nazi-fascismo, foi exatamente o que se lê em dicionários, como definição dessa palavra.
Corrupção quer dizer apodrecimento, desmoronamento, deturpação, ou seja, o processo de deterioração de uma sociedade, pelo poder da mentira, da ocultação, da manipulação, da repetição acelerada de saques contra os recursos públicos de uma nação, para usá-los em benefício próprio.
Se o poder corrupto, violento, ameaçador, destruidor, do nazi-fascismo, tivesse vencido a segunda guerra mundial do século XX, hoje, muito provavelmente, muito pouco restaria do que é o mundo livre e democrático.
Nunca se pode afirmar, em história, de que certos fatos não voltarão a ocorrer. Permanentemente forças obscuras tentam assumir mais poder, pela força, pela morte, pelo roubo, ao redor de nosso mundo.
O meio ambiente é desrespeitado, destruído, colocando em risco a preservação da vida.
Mas, felizmente, as forças da luz, da paz, do avanço, conseguem manter o predomínio da verdade, da civilização, da construção do futuro.
Aqui no Brasil, que enfrenta forte onda de corrupção, é necessário que a população permaneça alerta, pois como se viu na história recente, o processo de apodrecimento de uma nação pode estar encobrindo apetites golpistas, que podem querer chegar e se eternizar, no poder.
Esse filme já passou várias vezes, em diferentes épocas, em fases históricas distintas, e, felizmente, os finais já são sobejamente conhecidos.
Depois de muita morte, perseguição dos diferentes, destruição das instituições democráticas, os inimigos da Democracia têm sido aniquilados, seus regimes destruídos, muitos deles executados ou suicidados.
Mas o preço pago pelos países que tiveram seus destinos alterados por esses sicários, que só pretendem o botim do dinheiro da sociedade, para saciar seus sonhos de grandeza e riqueza, ilimitados, sempre foi alto demais.
Dessa forma, para homenagear a nossa heroica FEB, que foi lutar pela defesa e preservação da Democracia, em inóspitas terras italianas, talvez devêssemos criar uma “atitude FEB”, para simbolizar a nossa luta atual contra a corrupção, contra o desmantelamento das instituições da nossa sociedade, que não desejamos, jamais, ver conduzida, e reduzida, ao atraso e a barbárie, do que já foi, um dia, o espúrio regime nazi-fascista.



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

CONTRADIÇÕES X INOVAÇÕES



A Caixa Econômica Federal, e um banco privado adquirido por ela, recentemente, estão oferecendo juros atraentes para financiar mais aquisições de automóveis.
Nesta fase de aquecimento global, em que já se sentem os efeitos da estufa em que estamos transformando nosso mundo, melhor seria se o governo federal, e os dos estados, oferecem estímulos para evitar as causas do aumento de calor:

-financiar ou subsidiar sistemas de aquecimento solar, nas residências, para evitar aumento de consumo de eletricidade gerada em termo-elétricas, que usam combustível fóssil, poluente, e encarecem a conta dos usuários (redução de IPTU compensado por apoios federais)

-aplicar os estímulos financeiros para transporte alternativo, tipo bicicletas, com a redução de impostos sobre sua produção e construção de ciclovias, decentes e protegidas, em todas as cidades brasileiras

-estimular a melhoria e a quantidade de transportes coletivos para que as pessoas pudessem deixar seus carros em casa

-numa costa de 8.000 km de extensão, com tantos rios e lagoas no território, implantar transportes náuticos

-definitivamente, implantar grandes programas para ferrovias, que cubram o território nacional, para carga e transporte de pessoas

Ou seja, existe muito mais para ser feito do que oferecer algumas reduções para que a indústria automobilística continue lucrando com carros, os mais caros do mundo, e os de maior consumo por km rodado.

-Quando teremos mais racionalidade, sensibilidade, e consciência para oferecer à nação brasileira, um conjunto de medidas adequadas ao momento mundial?


-Ou vamos esperar a seca, proveniente do desequilíbrio térmico, chegar a todo o Brasil, gerando grandes crises humanas e sociais?



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TENTAR DIVIDIR O BRASIL ENTRE "POBRES" E "RICOS" É MANIPULAÇÃO GROSSEIRA!

Há alguns anos atrás, o nordeste era terra de freguesia de políticos corruptos, e corruptores, que usaram por muitos anos a "indústria da seca".
Volumes fabulosos de recursos públicos eram desviados para bolsos privados, por meio de estratagemas e negociatas.
Atualmente, tendo o poder público investido menos do que devia, nos últimos 20 anos, fica o nordeste refém dos governos federais, que se sucedem, e que continuam prometendo a redenção.
Grandes obras inacabadas, enormes promessas de salvação, de alcançar condições dignas de vida, de novos surtos de desenvolvimento, continuam usando a região nordeste do Brasil de forma pouco digna.
Quer se fazer uma imagem dos "pobres nordestinos", como se condenados a viver, sempre, dependentes do governo federal, ajudando, dessa forma, a construir um estigma pesadíssimo contra os nordestinos, como se incapazes de trabalhar e produzir, fossem.
Esse mito dominador, esse ícone só serve a um determinado tipo de poder, que deseja perpetuar o preconceito, e estimulá-lo, contra o nordestino, como se um inerte fosse.
A indústria de São Paulo, a construção civil, a gastronomia, e várias outras atividades econômicas e profissionais, desmentem essa tentativa.
Muitos nordestinos fugindo das péssimas condições ambientais e da ausência de investimentos governamentais, se deslocaram para SP, participando com a sua imensa capacidade de trabalho de muitos segmentos empresariais, sendo a indústria automobilística uma evidente prova desse engajamento.
O nordestino é um forte, já o disseram muitos escritores, músicos, artistas, poetas.
E lá está esse povo valente, pacífico, trabalhador, que continua resistindo ao abandono, recebendo migalhas públicas e esperando, os poderosos, que se contente com pouco, ou quase nada, e que, ainda, seja utilizado, politicamente, pelo poder, para que este passe ao resto da nação brasileira, a impressão de que realiza uma grande cruzada salvadora daquela região.
Pelas grandes distâncias, e pelo pré conceito construído pelo poder, ao longo de muito tempo, o nordeste é pouco conhecido, em sua realidade social, econômica, e ambiental, por grande parcela das populações das regiões abaixo do Rio de Janeiro, que para lá viajam, normalmente nas férias, mas que ficam mais na parte litorânea.
Querer explorar essa situação apresentando ao sul do Brasil os nordestinos como recebedores de grandes parcelas de recursos públicos, de muitas obras e de muitas ajudas governamentais, não passa da velha e espúria atitude dominadora de "dividir para governar".
O mesmo argumento, em forma reversa, é apresentado no nordeste, como se o sul fosse uma região privilegiada, rica, que tem todos os privilégios de soluções e investimentos públicos, riqueza acumulada, e que deseja que nada seja canalizado para o nordeste.
Essa atitude canalha, diversionista, que tenta dividir criminosamente uma nação, um território, idioma, e cultura, únicos, encontra sentido na busca desenfreada pelo poder, por cada vez mais poder, de grupos políticos que não querem que o Brasil se conheça, nem se reconheça, dentro de parâmetros de solidariedade, de generosidade, de respeito mútuo, de compreensão, e de colaboração.
Existe o risco de parcelas da sociedade, menos informadas ou conscientizadas do processo político, embarcarem nessa lenda espalhada por artífices desses podres poderes, que se deslumbraram com a corrupção, com dinheiro ilimitado, com benesses para parentes e amigos, tudo feito com os dinheiros públicos, advindos de impostos, produzidos de norte a sul, de leste a oeste, deste iludido e roubado Brasil.
Mas é grande, também, o risco, que esses corruptos, esses bandos de salteadores da riqueza gerada em nossa nação, de que a população brasileira, orientada por novas e honestas lideranças, se dê conta dessas artimanhas e manobras, e que venha a expulsar os assaltantes, os ladrões, os saqueadores da riqueza nacional, levando-os ao exílio das cadeias, ao degredo das penitenciárias, ao castigo das masmorras.
E de nada valerá, mais, tentar se fazer de vítimas de "ricos" e "poderosos", que "usurpam" a riqueza de nosso Brasil, pois desmascarados estarão por todo o povo brasileiro, que se cansará desse teatro de horrores, que foi montado, com as máscaras de trabalhadores, com falsas asas de anjos, com "personas" falsas, como falsas sempre foram as suas posturas populistas e ilusórias.



ELEIÇÕES 2014, E O FUTURO DO BRASIL


O Brasil elegeu uma nova configuração de dirigentes, em seu processo eleitoral deste mês de outubro. A presidência da República foi reeleita, muitos novos governadores, novas bancadas estaduais e federais. Os discursos dos dois candidatos à presidência da República focaram a necessidade de nosso país valorizar a união nacional, o cumprimento legal, e a solução para a situação econômica, que a nação enfrenta.
Dilma Rousseff fez questão de destacar seu compromisso com o combate à corrupção, chamou a atenção para a necessidade de a sociedade superar logo a divisão gerada pela eleição, e para a união em torno da nação.
É importante que se atente para um aspecto fundamental, resultante desse processo de disputa: nosso país está numericamente com duas partes quase iguais, os que votaram na candidatura de oposição, e aqueles que reelegeram a candidata da situação.
Esses números demonstram uma mudança muito interessante na postura da cidadania.
Daqui para a frente deverá ser exercido um controle social bem mais expressivo do que aquele que vinha sendo realizado, até agora. Houve um despertar durante o processo eleitoral, que trará melhorias e benefícios para a sociedade brasileira. Em todo o mundo as democracias maduras são caracterizadas por uma atividade permanente de acompanhamento de tudo que os governos fazem. No Brasil essa atividade cidadã estava bastante amortecida, distante, por uma prática cultural de se manifestar somente nos momentos eleitorais. Desde as manifestações de 2013, ainda não bem digeridas pela sociedade, nem por governos e instâncias legislativas, ficou evidente que o Brasil estava mudando. Com a aglutinação ocorrida agora, se completa um ciclo de retomada do controle sobre as atividades governamentais e de nossas assembleias legislativas e congresso nacional.
Além dessa percepção clara de mudança, a participação dos novos governadores, e a nova relação político-partidária advinda dos agrupamentos locais e regionais decorrentes do novo mapa, que existe desde ontem, vai alterar completamente a situação nacional, que havia antes das eleições.
A Presidente eleita terá que enfrentar duas situações eminentemente prioritárias, inclusive de acordo com seu discurso da noite de ontem, que podem comprometer sua gestão: os casos de corrupção investigados pela Polícia Federal, e a situação econômica do Brasil, desde que ela sinalizou com a substituição do atual ministro da fazenda.
Além disso, a reforma política já tão adiada e nunca tratada com a seriedade, que merece, ocupará importante prioridade para a nação, pois ficou evidente nesta eleição a mais completa contradição, a ausência de programas e posturas ideológicas, entre os partidos e políticos, que se perfilaram com uma ou outra corrente eleitoral.
Pessoas que jamais professaram princípios coletivistas concorreram por partidos com programas socializantes, enquanto outras vindas de partidos com nomes e siglas popularmente entendidas como “comunistas”(apesar da superação desse termo) ou “socialistas”, concorreram, ou ajudaram, ou apoiaram, coligações com características do que seria o poder econômico ou financeiro.
Esse mosaico do crioulo doido, que foi facilmente detectado pelos eleitores, comprova a completa dissociação entre o processo partidário e as tendências reais, que a sociedade brasileira contempla em suas crenças.
Enquanto no campo da fé religiosa, e dos times de futebol, são encontradas posturas bem mais coerentes, e permanentes, nas eleições, e nas coligações partidárias nota-se, nitidamente, o predomínio de interesses imediatos, sem qualquer compromisso com programas partidários, ou com correntes ideológicas, históricas, ou mais recentes.
Pode-se concluir que essa postura foi implantada ao longo de uma história de dominação e imposição de comportamentos “aderentes”, que substituíram a opção de escolha, que deve ser a marca das democracias conscientes.
Mas, sem qualquer dúvida, já está na hora, no momento histórico, de o Brasil rever sua condição partidária e eleitoral, assumindo a sociedade brasileira suas identificações e preferências políticas, ideológicas, partidárias, para que se saiba em quem se está votando, por quais motivos e razões, e por apoio a quais posturas e compromissos programáticos.
Sem isso, o Brasil, dificilmente, encontrará um espaço entre as nações mais desenvolvidas, pois aquelas que já estão nessa posição não chegaram lá por acaso, por sorte, ou por terem encontrado uma riqueza econômica aleatoriamente. Desenvolvimento só se obtém por um processo de construção de uma nova realidade, desde que escolhas claras sejam realizadas, em relação à prioridade dada à educação, à saúde das pessoas, e a necessidade de trabalho digno e bem remunerado, além de cuidados ambientais, de pesquisa e inovação.
Nada é por acaso, e uma nação do porte do Brasil precisa abandonar as posturas casuísticas e quase lotéricas, de se apostar em adesões pessoais, individuais, egocêntricas, quando se está tratando do futuro de todos, e da tentativa de resgatar nosso país do limbo do jeitinho e da corrupção amiga.
Jeitinho e corrupção só levarão este país para condições cada vez mais distantes daquilo que se almeja como uma sociedade desenvolvida, justa, decente, ética e equitativa.
O Brasil elegeu uma nova configuração de dirigentes, em seu processo eleitoral deste mês de outubro. A presidência da República foi reeleita, muitos novos governadores, novas bancadas estaduais e federais. Os discursos dos dois candidatos à presidência da República focaram a necessidade de nosso país valorizar a união nacional, o cumprimento legal, e a solução para a situação econômica, que a nação enfrenta.
Dilma Rousseff fez questão de destacar seu compromisso com o combate à corrupção, chamou a atenção para a necessidade de a sociedade superar logo a divisão gerada pela eleição, e para a união em torno da nação.
É importante que se atente para um aspecto fundamental, resultante desse processo de disputa: nosso país está numericamente com duas partes quase iguais, os que votaram na candidatura de oposição, e aqueles que reelegeram a candidata da situação.
Esses números demonstram uma mudança muito interessante na postura da cidadania.
Daqui para a frente deverá ser exercido um controle social bem mais expressivo do que aquele que vinha sendo realizado, até agora. Houve um despertar durante o processo eleitoral, que trará melhorias e benefícios para a sociedade brasileira. Em todo o mundo as democracias maduras são caracterizadas por uma atividade permanente de acompanhamento de tudo que os governos fazem. No Brasil essa atividade cidadã estava bastante amortecida, distante, por uma prática cultural de se manifestar somente nos momentos eleitorais. Desde as manifestações de 2013, ainda não bem digeridas pela sociedade, nem por governos e instâncias legislativas, ficou evidente que o Brasil estava mudando. Com a aglutinação ocorrida agora, se completa um ciclo de retomada do controle sobre as atividades governamentais e de nossas assembleias legislativas e congresso nacional.
Além dessa percepção clara de mudança, a participação dos novos governadores, e a nova relação político-partidária advinda dos agrupamentos locais e regionais decorrentes do novo mapa, que existe desde ontem, vai alterar completamente a situação nacional, que havia antes das eleições.
A Presidente eleita terá que enfrentar duas situações eminentemente prioritárias, inclusive de acordo com seu discurso da noite de ontem, que podem comprometer sua gestão: os casos de corrupção investigados pela Polícia Federal, e a situação econômica do Brasil, desde que ela sinalizou com a substituição do atual ministro da fazenda.
Além disso, a reforma política já tão adiada e nunca tratada com a seriedade, que merece, ocupará importante prioridade para a nação, pois ficou evidente nesta eleição a mais completa contradição, a ausência de programas e posturas ideológicas, entre os partidos e políticos, que se perfilaram com uma ou outra corrente eleitoral.
Pessoas que jamais professaram princípios coletivistas concorreram por partidos com programas socializantes, enquanto outras vindas de partidos com nomes e siglas popularmente entendidas como “comunistas”(apesar da superação desse termo) ou “socialistas”, concorreram, ou ajudaram, ou apoiaram, coligações com características do que seria o poder econômico ou financeiro.
Esse mosaico do crioulo doido, que foi facilmente detectado pelos eleitores, comprova a completa dissociação entre o processo partidário e as tendências reais, que a sociedade brasileira contempla em suas crenças.
Enquanto no campo da fé religiosa, e dos times de futebol, são encontradas posturas bem mais coerentes, e permanentes, nas eleições, e nas coligações partidárias nota-se, nitidamente, o predomínio de interesses imediatos, sem qualquer compromisso com programas partidários, ou com correntes ideológicas, históricas, ou mais recentes.
Pode-se concluir que essa postura foi implantada ao longo de uma história de dominação e imposição de comportamentos “aderentes”, que substituíram a opção de escolha, que deve ser a marca das democracias conscientes.
Mas, sem qualquer dúvida, já está na hora, no momento histórico, de o Brasil rever sua condição partidária e eleitoral, assumindo a sociedade brasileira suas identificações e preferências políticas, ideológicas, partidárias, para que se saiba em quem se está votando, por quais motivos e razões, e por apoio a quais posturas e compromissos programáticos.
Sem isso, o Brasil, dificilmente, encontrará um espaço entre as nações mais desenvolvidas, pois aquelas que já estão nessa posição não chegaram lá por acaso, por sorte, ou por terem encontrado uma riqueza econômica aleatoriamente. Desenvolvimento só se obtém por um processo de construção de uma nova realidade, desde que escolhas claras sejam realizadas, em relação à prioridade dada à educação, à saúde das pessoas, e a necessidade de trabalho digno e bem remunerado, além de cuidados ambientais, de pesquisa e inovação.
Nada é por acaso, e uma nação do porte do Brasil precisa abandonar as posturas casuísticas e quase lotéricas, de se apostar em adesões pessoais, individuais, egocêntricas, quando se está tratando do futuro de todos, e da tentativa de resgatar nosso país do limbo do jeitinho e da corrupção amiga.
Jeitinho e corrupção só levarão este país para condições cada vez mais distantes daquilo que se almeja como uma sociedade desenvolvida, justa, decente, ética e equitativa.