terça-feira, 9 de setembro de 2014

A MORTE DO ILUSTRE PROFESSOR HÉCTOR RICARDO LEIS

MORREU HÉCTOR RICARRO LEIS

Para meu choque, e profundo impacto, li no jornal, hoje de manhã cedo, que faleceu o emérito Professor e Educador Héctor Ricardo Leis.
Cidadão argentino ilustre, homem do mundo, Héctor era um pensador crítico, analítico, uma inteligência única, ímpar, que veio viver em Santa Catarina.
O conheci há muitos anos atrás, e conversávamos muito sobre educação, formação de cidadãos, sobre a visão crítica de nosso mundo, dos caminhos que a sociedade capitalista tomava sob a égide do consumismo voraz, do abandono das teses e causas coletivas, do egocentrismo dominado relações humanas, comerciais, diplomáticas.
Héctor sempre sonhou colocar seu saber a serviço das novas gerações como uma ferramenta investigativa, na construção de um conhecimento amplo, múltiplo, humanista, que ajudasse na construção de um estágio avançado de saber.
Seus sonhos se realizaram, em parte, desde que foi lecionar na UFSC, quando lhe foi possível estabelecer essa conexão com os estudantes, que buscavam como sempre buscam, origens e explicações para comportamentos atuais, e para as contradições e incoerências, tão presentes nas relações humanas.
A última vez que vi Héctor foi no aeroporto Hercílio Luz, quando, para meu espanto, o vi estacionar numa vaga para deficientes, saindo do carro apoiado num andador, com dificuldade de locomoção.
Fui ao seu encontro, o abracei, com a ternura e o carinho que sempre nutri por ele, frutos do grande respeito que lhe tinha, mas ele nada falou nada aduziu ao seu andar trôpego e dificultoso.
Mostrava uma expressão triste, resignada, contida. Depois, falando com sua esposa fiquei sabendo que ele tinha sido acometido por uma moléstia degenerativa, sem perspectivas de cura.
Sai de lá arrasado, triste, por ver aquele cidadão exemplar, ilustre, atingido por um mal corporal, justamente no aparato biológico, que sustentava, que transportava cérebro tão privilegiado, alma tão dedicada à vida, espírito tão guerreiro, que lutava pela ampliação das consciências, pela construção de uma cidadania plena, participativa, igualitária, justa.
Hoje de manhã a tristeza me dominou, as lágrimas vieram, e vivi um pouco do luto desse amigo querido, desse Professor e Educador, quem conseguiu dar à sociedade, pelo menos em parte, sua vida para formar novas pessoas, solidárias e generosas.
Se me fosse possível sugerir aos Deuses a criação de uma categoria de imortais, sem qualquer dúvida lá estaria o nome de Héctor Ricardo Lis, com a seguinte inscrição:


“Homenagem de seus amigos e ex-alunos, em agradecimento ao convívio que tiveram o privilégio de experimentar junto a essa pessoa muito especial, que continua oferecendo o melhor de si para a construção da felicidade”.


O REBU, E OUTRAS HISTÓRIAS BRASILEIRAS: A FICÇÃO DE UMA NOVELA X A CORRUPÇÃO NO PODER



EM 08.09.2014

O REBU, E OUTRAS HISTÓRIAS

Que coisa interessante.
No Brasil as novelas sempre imitaram, com cores fortes e vibrantes, as situações da vida real.
No jornal de hoje, em uma pagina, aparecem as fotos dos suspeitos de serem os autores do crime, que aconteceu no início da novela.
Tudo isso li nos jornais de hoje, pois não tenho assistido essa novela. 

Mas os jornais trouxeram um outro Rebu, com relação de fotos de acusados de crimes, contra a nação, por corrupção numa empresa estatal muito conhecida.
A página, que não era a policial, e sim a política, apesar de que as duas estão ficando bastante próximas, no Brasil, trouxe, também, algumas fotos e informações muito reveladoras.
Ambas as histórias prometem muitas revelações até seus finais, que poderão ocupar espaços bem mais amplos, em jornais, revistas, e tv's.
Agora a vida real pode imitar, em dramaticidade, em cores fortes, as situações imaginárias e inventadas, pelos bons roteiristas da tv.
Os próximos capítulos prometem grandes e surpreendentes revelações.

Alguém se habilita a palpitar sobre a relação de culpados, comprovados?

As diferenças que podemos detetar entre as duas situações são bastante notórias.

Enquanto na novela tudo não passa de uma obra de ficção, que trata da morte de um personagem, na outra nos chocamos com valores muito elevados, desviados por corruptos, que aproveitaram suas situações privilegiadas, de cargos de confiança muito bem remunerados, as mortes decorrentes são muitas, em grande número, pois os valores desviados para bolsos pessoais, privados, vão fazer falta para a educação, saúde, alimentação, de muitos cidadãos brasileiros, que com seu suor alimentam os cofres desta nação.

A corrupção é um dos piores crimes, pois é cometida com superioridade de armas, advindas de privilegiadas situações que são oferecidas a dirigentes, para poderem gerir bem os investimentos para a população brasileira, mas que se desviam e se transformam em ladrões de verbas públicas.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

JUSTIÇA - DIREITO DE TODOS


ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DE CRIMES DOLOSOS
-PROPOSTA DA JUÍZA SÔNIA MOROSO TERRES DO TJSC-

O tema da assistência aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso, previsto no art. 245/CF, começa aos poucos a despertar de um profundo esquecimento, ao qual foi submetido após a promulgação de nossa atual Carta política.

Ao percorrer o país e mobilizar a sociedade para que participe do projeto “Justiça- Direito de todos”, visando regulamentar o que estabelece o art.245/CF, a magistrada Sonia Moroso Terres, oriunda dos quadros judiciários do Estado de Santa Catarina, deu significativo impulso à matéria e ao envolvimento das pessoas nessa questão diretamente ligada à cidadania e à dignidade da pessoa humana.

O ente estatal não pode continuar postergando medidas de amparo tão essenciais à dignidade daqueles que sofrem os efeitos da vitimização causada por delitos praticados intencionalmente, que violam a vida, a integridade, a liberdade, a honra, a propriedade, a dignidade sexual, dentre outros bens jurídicos fundamentais. Por esse motivo, entendeu o constituinte de 1988 incluir na Constituição Federal o disposto que aborda o assunto de maneira tão clara:

“Art. 245. A lei disporá sobre as hipóteses e condições em que o Poder Público dará assistência aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso, sem prejuízo da responsabilidade civil do autor do ilícito.”

As vítimas estão por toda parte: família, trabalho, escola, igreja, comunidade, presídios, empresas, instituições públicas, lugares privados, dentre outros espaços. Se a população carcerária, no Brasil, ultrapassa 710 mil presos, qual seria a de vitimados pela prática de crimes dessa massa encarcerada (vítima e seus dependentes vulneráveis socialmente)? E a quantidade de vítimas daqueles que ainda estão foragidos, dos delitos dolosos sem autoria identificada e ainda dos mandados de prisão que ainda estão por cumprir? Estima-se que, no mínimo, três vezes mais. No entanto, é necessário socorrer a família e os dependentes vulneráveis daqueles que são vitimados por infrações penais dolosas, estando atento, da mesma forma, para o emprego dessas assistências, a fim de evitar que sejam investidos recursos públicos em indivíduos e grupos que se mantém em atividades da economia do crime e sustentam vínculos com organizações ou facções criminosas. É legítima e necessária a concessão desse amparo, mas com algum critério de eficiência, a fim de beneficiar os vitimados e também toda a sociedade.

A assistência expressa no art. 245 da Constituição Federal propugna pelo amparo à vítima, seus familiares e dependentes carentes, proporcionando condições para a reparação de danos materiais, de saúde ou psicológicos, provocados pela prática de crime doloso. Nesse sentido, resgata a vítima e seus dependentes, em condição de vulnerabilidade social, da indiferença a que foram sujeitados em virtude da falta de regulamentação do citado dispositivo constitucional. Mais de um quarto de século de completo esquecimento. Ao longo desse período, a vítima vem sendo tratada, na realidade, apenas como elemento de prova no processo penal. Nenhuma outra relevância tem sido a ela conferida e a seus familiares vulneráveis socialmente. Nem mesmo as organizações e representações defensoras dos direitos humanos dispensaram a eles (vítima e dependentes carentes) ao menos uma parte da atenção que têm dispensado à defesa dos direitos dos presos no decorrer da execução penal.

A sociedade brasileira, todavia, começa a questionar que se conceda assistência apenas aos cidadãos com dívida penal, autores de delitos que os levaram ao encarceramento, e gradualmente passa a cobrar também a devida assistência à vítima de crimes praticados com dolo e a seus dependentes carentes. Daí a relevância do projeto “Justiça – Direito de Todos”, que tem o mérito de buscar corrigir essa grave lacuna na legislação brasileira. E, com isso, oportunizar condições para restabelecer a justiça social nas relações institucionais para com aqueles que sofrem diretamente os efeitos danosos da prática de ilícitos penais dolosos.

A propósito disso, na quinta-feira, 21 de agosto/2014, a juíza Sonia Terres palestrou, em Manaus, no auditório de uma instituição de ensino superior sobre o tema, conclamando todos a participar da proposta por meio da coleta de assinaturas, visando apresentar à câmara federal projeto de lei de iniciativa popular com vistas à regulamentação do art. 245/CF.

Enfim, trata-se de sensibilizar os diversos segmentos sociais para que se mobilizem as forças políticas e institucionais com vistas a regulamentar e aplicar efetivamente o texto constitucional no tocante à concessão do devido amparo/assistência aos que são vitimados pela prática de crimes dolosos no país.

JUSTIÇA - DIREITO DE TODOS: PARTICIPE!!!



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

DIA DO PSICÓLOGO



Dia do Psicólogo 

Profissional cada vez mais necessário nesta sociedade urbanizada, individualista, consumista, que temos em nossa atualidade.
Cada ser humano é ele e sua subjetividade.
A complexidade crescente de nossa humanidade, motivada pela busca permanente e incessante de mais alegrias, prazer e satisfação gera grande número de expectativas, que podem conduzir à tristeza 

a formas mais agudas de labirintos emocionais, psíquicos.
Muitas expectativas, se não realizadas, podem levar à depressão.
A qualidade de nossos pensamentos gera emoções e comportamentos, que muitas vezes nos conduzem a objetivos pouco definidos, e a induções por osmose comportamental.
Nesta fase de humanidade os profissionais da psicologia assumem forte papel na recondução para os eixos da realidade e da paz de alma, pois podem auxiliar no fortalecimento da resiliência e na retomada do equilíbrio.
A todas essas pessoas, que dedicam suas vidas, e seu trabalho, para ajudar seres humanos na busca da felicidade, o nosso reconhecimento e a nossa homenagem.