quinta-feira, 28 de agosto de 2014

JUSTIÇA - DIREITO DE TODOS


ASSISTÊNCIA ÀS VÍTIMAS DE CRIMES DOLOSOS
-PROPOSTA DA JUÍZA SÔNIA MOROSO TERRES DO TJSC-

O tema da assistência aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso, previsto no art. 245/CF, começa aos poucos a despertar de um profundo esquecimento, ao qual foi submetido após a promulgação de nossa atual Carta política.

Ao percorrer o país e mobilizar a sociedade para que participe do projeto “Justiça- Direito de todos”, visando regulamentar o que estabelece o art.245/CF, a magistrada Sonia Moroso Terres, oriunda dos quadros judiciários do Estado de Santa Catarina, deu significativo impulso à matéria e ao envolvimento das pessoas nessa questão diretamente ligada à cidadania e à dignidade da pessoa humana.

O ente estatal não pode continuar postergando medidas de amparo tão essenciais à dignidade daqueles que sofrem os efeitos da vitimização causada por delitos praticados intencionalmente, que violam a vida, a integridade, a liberdade, a honra, a propriedade, a dignidade sexual, dentre outros bens jurídicos fundamentais. Por esse motivo, entendeu o constituinte de 1988 incluir na Constituição Federal o disposto que aborda o assunto de maneira tão clara:

“Art. 245. A lei disporá sobre as hipóteses e condições em que o Poder Público dará assistência aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso, sem prejuízo da responsabilidade civil do autor do ilícito.”

As vítimas estão por toda parte: família, trabalho, escola, igreja, comunidade, presídios, empresas, instituições públicas, lugares privados, dentre outros espaços. Se a população carcerária, no Brasil, ultrapassa 710 mil presos, qual seria a de vitimados pela prática de crimes dessa massa encarcerada (vítima e seus dependentes vulneráveis socialmente)? E a quantidade de vítimas daqueles que ainda estão foragidos, dos delitos dolosos sem autoria identificada e ainda dos mandados de prisão que ainda estão por cumprir? Estima-se que, no mínimo, três vezes mais. No entanto, é necessário socorrer a família e os dependentes vulneráveis daqueles que são vitimados por infrações penais dolosas, estando atento, da mesma forma, para o emprego dessas assistências, a fim de evitar que sejam investidos recursos públicos em indivíduos e grupos que se mantém em atividades da economia do crime e sustentam vínculos com organizações ou facções criminosas. É legítima e necessária a concessão desse amparo, mas com algum critério de eficiência, a fim de beneficiar os vitimados e também toda a sociedade.

A assistência expressa no art. 245 da Constituição Federal propugna pelo amparo à vítima, seus familiares e dependentes carentes, proporcionando condições para a reparação de danos materiais, de saúde ou psicológicos, provocados pela prática de crime doloso. Nesse sentido, resgata a vítima e seus dependentes, em condição de vulnerabilidade social, da indiferença a que foram sujeitados em virtude da falta de regulamentação do citado dispositivo constitucional. Mais de um quarto de século de completo esquecimento. Ao longo desse período, a vítima vem sendo tratada, na realidade, apenas como elemento de prova no processo penal. Nenhuma outra relevância tem sido a ela conferida e a seus familiares vulneráveis socialmente. Nem mesmo as organizações e representações defensoras dos direitos humanos dispensaram a eles (vítima e dependentes carentes) ao menos uma parte da atenção que têm dispensado à defesa dos direitos dos presos no decorrer da execução penal.

A sociedade brasileira, todavia, começa a questionar que se conceda assistência apenas aos cidadãos com dívida penal, autores de delitos que os levaram ao encarceramento, e gradualmente passa a cobrar também a devida assistência à vítima de crimes praticados com dolo e a seus dependentes carentes. Daí a relevância do projeto “Justiça – Direito de Todos”, que tem o mérito de buscar corrigir essa grave lacuna na legislação brasileira. E, com isso, oportunizar condições para restabelecer a justiça social nas relações institucionais para com aqueles que sofrem diretamente os efeitos danosos da prática de ilícitos penais dolosos.

A propósito disso, na quinta-feira, 21 de agosto/2014, a juíza Sonia Terres palestrou, em Manaus, no auditório de uma instituição de ensino superior sobre o tema, conclamando todos a participar da proposta por meio da coleta de assinaturas, visando apresentar à câmara federal projeto de lei de iniciativa popular com vistas à regulamentação do art. 245/CF.

Enfim, trata-se de sensibilizar os diversos segmentos sociais para que se mobilizem as forças políticas e institucionais com vistas a regulamentar e aplicar efetivamente o texto constitucional no tocante à concessão do devido amparo/assistência aos que são vitimados pela prática de crimes dolosos no país.

JUSTIÇA - DIREITO DE TODOS: PARTICIPE!!!



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

DIA DO PSICÓLOGO



Dia do Psicólogo 

Profissional cada vez mais necessário nesta sociedade urbanizada, individualista, consumista, que temos em nossa atualidade.
Cada ser humano é ele e sua subjetividade.
A complexidade crescente de nossa humanidade, motivada pela busca permanente e incessante de mais alegrias, prazer e satisfação gera grande número de expectativas, que podem conduzir à tristeza 

a formas mais agudas de labirintos emocionais, psíquicos.
Muitas expectativas, se não realizadas, podem levar à depressão.
A qualidade de nossos pensamentos gera emoções e comportamentos, que muitas vezes nos conduzem a objetivos pouco definidos, e a induções por osmose comportamental.
Nesta fase de humanidade os profissionais da psicologia assumem forte papel na recondução para os eixos da realidade e da paz de alma, pois podem auxiliar no fortalecimento da resiliência e na retomada do equilíbrio.
A todas essas pessoas, que dedicam suas vidas, e seu trabalho, para ajudar seres humanos na busca da felicidade, o nosso reconhecimento e a nossa homenagem.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

ELEIÇÕES 2014 - DEBATE

CIDADANIA

Hoje à noite haverá debate com todos os candidatos à presidência da república, na Band, às 22 horas.
É um excelente instrumento de análise estratégica, pois a partir desse debate, das aferições e pesquisas posteriores poderemos começar a entender as tendências para a eleição de outubro.
Já devem ter ocorrido alguns acertos tácitos para garantir apoios em caso de segundo turno.
Dependendo das perguntas e das suas tonalidades e graus de acidez utilizados já notaremos quais entendimentos já podem estar ocorrendo.
Quem está no poder deseja continuar. Quem está com índices bons fica na moita esperando que os outros se desgastem.
Se ocorrer um debate dinâmico, participativo, onde as plataformas e conceitos de campanha sejam esboçados, ganham os eleitores que serão mais bem informados sobre cada candidato e suas projeções de medidas a serem implantadas, caso vençam.
Mas de toda forma é a festa da democracia, dos princípios efetivamente republicanos, onde candidatos de todas as linhas ideológicas poderão se defrontar em ideias e conceitos.
No debate não existe tempo de tv, dinheiro para gastar fortunas em viagens e propaganda, pois todos têm direitos e tempos absolutamente iguais.
E o eleitor pode analisar cada expressão, a capacidade de articular boas perguntas, e respostas, a consistência dos programas de governo, e como se movem os candidatos em condições de igualdade.
Nos castelos de poder, ou dos partidos, podem valer as estruturas hierárquicas e o tamanho das equipes.
Mas ao vivo, em rede nacional, poderemos inferir muitos aspectos que só a igualdade da planície ajuda a mostrar.
Bom debate, assista e valorize esse momento que enriquece o festival democrático e participativo.
Nosso futuro depende de nós, da nossa observação crítica e de nossa capacidade de decisão.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

BLOG ESAG SENIOR 
Professor Danilo Cunha promoveu palestra e debate sobre Cidadania-Desenvolvimento Comunitário, na cadeira da professora Viviane Regina, para programa do curso ESAG/SÊNIOR