segunda-feira, 25 de agosto de 2014

PALESTRA E DEBATE NA UDESC/ESAG - CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO

BLOG ESAG SENIOR 


Professor Danilo Cunha promoveu debate sobre assuntos atuais com os alunos do curso. Seis relatores apresentaram para a classe os temas: Iraque; Morte de Eduardo Campos; Roubo de fios em Coqueiros, Imigraçāo no Brasil; Contaminaçāo do leite e Ebola.


Cidadania e Desenvolvimento Comunitário: organização dos alunos em grupos para planejar intervenções da cidadania sobre pontos passíveis de ampliação da atuação do cidadão, sobre a realidade urbana.

ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES

O BRASIL PERDE ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES
-UM CIDADÃO CORRETO, UM EMPRESÁRIO COMPETENTE-

Morreu Antônio Ermírio de Moraes, empresário, industrial, pai de nove filhos, filho de um grande empreendedor.
Aos 86 anos ele faleceu em sua residência devido a uma para cardíaca.
O Brasil perde um cidadão exemplar, por sua atuação como pessoa, como pai de família, como empresário, como ex-candidato ao governo do estado de São Paulo, em 1986, que sempre dizia em sua campanha eleitoral:
“precisamos amar o Brasil, nosso país precisa de nós para sair desse marasmo, dessas relações de compadrio, que dominam a política brasileira, todos os dias devemos levantar a bandeira do Brasil...”
Muito além das empresas herdadas de seu pai, Antônio Ermírio ostentava um comportamento simples, humilde, se relacionava por igual com todas as pessoas, independente de suas colocações hierárquicas, na sociedade e nas empresas.
Vestia-se com simplicidade, até chegou a ser chamado de deselegante e desajeitado, por seus ternos comprados prontos, por suas camisas de colarinhos que sempre pareciam maiores que o necessário, de suas gravatas que nunca tinham o nó correto, nem a altura recomendada pelos guias dos “elegantes”.
Mas no essencial, na postura cidadã e ética era um cidadão que amava seu país, sempre mostrava em números as suas apreensões com o futuro da nação, afirmando, permanente e peremptoriamente, que o Brasil precisava de gestões mais sérias, mais comprometidas com os habitantes deste país, para que se pudesse construir um futuro decente, digno, produtivo, com bons exemplos de honestidade e trabalho, para as gerações futuras.
Sempre criticou os gastos elevados dos governos, com atividades menos prioritárias para a cidadania, e a excessiva preocupação dos governantes em promover inaugurações, colocar placas com seus nomes e gestões, quando, na maioria das vezes, as obras nem tinham sido iniciadas.
Era conhecido como um empresário que trabalhava 12 horas por dia, mas chegou a escrever peças de teatro, que se transformaram em livros, posteriormente.
Sua afirmação mais repetida era sobre a necessidade de se trabalhar mais e que o trabalho fosse menos onerado pela burocracia estatal/governamental, e que a política fosse exercida como um ato de amor, de dedicação, dos cidadãos com o Brasil.
Um dia lhe perguntaram sobre o trabalho, em uma entrevista, ao que respondeu:
“o trabalho é necessário, é uma atividade essencial para o ser humano, e pode ser altamente terapêutico, se feito com respeito, com consideração pelas pessoas, como instrumento de justiça social e de inclusão”.
Quando foi candidato ao governo paulista, no ano de 1986, já bradava contra a corrupção, contra o aproveitamento dos recursos públicos para outros fins, que não as demandas sociais legítimas e pertinentes.
Lástima perdê-lo agora, em 2014, quando mais do que nunca o Brasil está necessitando de bons cidadãos, honestos, éticos, probos, que ajudem a renovar nossa nação, elegendo novos dirigentes comprometidos com a lisura, com a construção do futuro de nosso país, e com o solene compromisso com a democracia republicana, tão ameaçada pelos maus políticos, que adoram o dinheiro público, para tentar se eternizar no poder.
Poder que deveria estar sendo usado de forma transitória e temporária, na fortificação dos conceitos de democracia ativa e verdadeira, tão necessários em nossa atualidade.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL" - UMA REFLEXÃO SOBRE CIDADANIA

"NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL"

Essa frase de Eduardo Campos me veio à mente, novamente, hoje à tarde, quando andava de carro entre Ingleses e Jurerê, levando minha filha, que havia se submetido a uma pequena cirurgia.
A estrada completamente sem condições de tráfego, os carros correndo sem qualquer observância de regulamentos mínimos às leis de trânsito, motos com seus condutores enlouquecidos, cortando a frente dos carros, pessoas tentando cruzar as vias correndo para escapar dos carros.
Uma pequena visão do inferno!
E essa visão e a observação de 10 quilômetros de trajeto urbano me fizeram pensar em como estamos egocêntricos, solitários, sem qualquer noção de cidadania séria e responsável.
Aceitamos gestões públicas incompletas, que nos geram condições temerárias de vida diária, ruas esburacadas, ausência de policiamento e de segurança, e aos poucos vamos nos transformando em um país de alienados, de pessoas que aceitam qualquer solução, de pessoas infratoras contumazes de qualquer norma mínima de civilidade e solidariedade.
E quem se transforma em infrator, quem aceita essa solução vulgar e pequena para as nossas cidades, para o nosso transporte, para a nossa insegurança, acaba aceitando corruptos no poder, e não votando em pessoas que poderiam representar mudanças positivas e necessárias.
Afinal para uma sociedade que aceita a ausência de uma postura cidadã nada mais adequado que os elásticos corruptos, que tudo aceitam desde que seus ganhos, oficiais e de caixa 2 fiquem encobertos pela dubiedade.
Não temos um sistema educacional, temos um sistema escolar, mas que não prepara adequadamente nossos estudantes.
Não temos uma estrutura de segurança adequada, temos polícias civis e militares, com ganhos baixos, contingentes insuficientes, poucas viaturas para as suas missões.
Na saúde o velho problema de uma estrutura insuficiente, que todos os dias protagoniza filmes de terror, com pessoas morrendo nas ruas, com falta de leitos, com planos de saúde escorchantes.
E assim, se formos analisar de forma mais profunda e abrangente, veremos que a realidade de nosso país necessita de urgentes mudanças, de mentalidade, de pacto político e cidadão, de gestão e políticas públicas, enfim, de eleitores que passem a eleger e escolher pessoas para cargos eletivos, que não sejam lenientes com a vulgaridade, com as concessões ao mal feito, com os acertos com o atraso, com os desviar os olhos de todas essas coisas erradas, que vemos rotineiramente em nossas vidas diárias.
Eduardo Campos tinha razão ao chamar a atenção para que não se desistisse do nosso Brasil.
Mas olhando essas barbaridades que assistimos todos os dias, há muitos anos, e que continuam se repetindo, precisamos nos perguntar se essa realidade doentia e alienante não estaria fazendo com que já tivéssemos desistido de nós mesmos.
Esse binômio formado por nós, pessoas, cidadãos, e nossa sociedade brasileira, se encontra em um momento de decisão.

Ou desistimos de melhorias efetivas e decentes em nossas vidas, e, portanto, desistimos do Brasil, ou vamos assumir nossas vidas, com decência, dignidade e consciência, e passar a exigir que o Estado e os governos, neste Brasil de mitos e mentiras, de hipocrisia e vulgaridade, se transformem numa nação séria e organizada, na qual as pessoas sejam respeitadas como seres humanos, em todos os seus direitos, e na qual os cidadãos tenham deveres claros e inquestionáveis, como pontos essenciais da construção de um país como o que sonhamos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

EDUARDO CAMPOS: "NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL"

"Não vamos desistir do Brasil."
Essa frase marcou a última entrevista dada por Eduardo Campos, em vida, para uma emissora de TV.
Convém que reflitamos sobre ela, pois nosso país precisa, mais do que nunca, de nossa participação efetiva e de nossa crença na melhoria de nossa nação.
A morte de Eduardo Campos pode motivar o resgate de um sentimento de renovação na política brasileira de forma a mudar, completamente, as previsões para a eleição presidencial, de outubro/2014.
O afastamento da classe política das demandas sociais reais, legítimas, e pertinentes, criou um vazio de lideranças novas, gerando um processo de completa falta de renovação.
O falecimento de uma nova liderança, como o era Eduardo Campos, pode ter o poder de resgatar a mobilização que as manifestações de junho/2013 geraram na sociedade brasileira.
Com as depredações e atos de violência cometidos durantes algumas fases daquelas manifestações, a população se afastou dos movimentos por não endossar as atitudes irracionais.
Mas o episódio atual tem tudo para reacender a chama de uma retomada responsável da consciência de mudança, em todos os eleitores.
"Não desistir do Brasil" pode ser a grande senha para a nova etapa de um engajamento político legítimo, para retomar o controle de um processo que está ocorrendo longe das pessoas, somente entre os partidos agregados e o poder constituído.

Como estamos em uma etapa de nossa história na qual os partidos políticos, os representantes eleitos, e os governantes, representam muito pouco as efetivas vontades de mudança e inovação, a retomada de posturas efetivas de participação no processo eleitoral, que se aproxima, pode representar o salto qualitativo, que nosso Brasil tanto necessita, para se transformar numa sociedade renovada e madura, com um novo quadro político, com a cidadania passando a exercer o seu papel ativo.