quinta-feira, 3 de abril de 2014



Foto: Алексей Курбатов





MAMÃE EUGÊNIA ARONOVICH

Estou em SP, desde domingo passado, acompanhando minha Mãe.
Ela passou por cirurgia extensa e bastante invasiva e está na UTI, na luta pela recuperação e restabelecimento.
Podemos vê-la poucos minutos a cada dia, mas sabemos que essas energias afetivas podem ajudá-la a ter vontade de voltar para nós.
Ela está muito bem atendida, com o que há de melhor em saúde e medicina, mas, como filhos, temos a pressa de tê-la de volta para nosso convívio, apesar das incertezas de seu quadro.
A equipe médica lhe atribui 30% de chances de superação, mas como ela é uma pessoa muito lúcida, e com saúde geral muito boa, pode surpreender.
Estamos todos os filhos ao seu redor, dando-lhe o que é possível nessa hora, carinho, conforto, e muito amor.
Colocamos um aparelho de som, em seu quarto na UTI, e toca permanentemente, música clássica de piano e violino. Ela está em seu meio ouvindo Bach, Beethoven, Chopin, Vivaldi, e tantos outros gênios da música, os quais interpretou ao longo de sua vida.
Ela, como pianista clássica, deve estar recebendo os sons que sempre lhe fizeram bem.
Assim, se meus amigos e amigas puderem, enviem suas preces e orações para a nossa querida Mamita, pois tenho certeza que elas chegarão ao seu destino, levando-lhe mais amor e solidariedade.
Muita luz e paz para todos, e que ela receba e sinta essa imensa onda de amor, que os seres humanos são capazes de gerar na grandeza de seus espíritos e almas.
Abraços+beijos

quarta-feira, 26 de março de 2014

A BUSCA HUMANA E OS RISCOS DO COLAPSO MORAL

Os seres humanos constroem altas elevadas estruturas, grandes
torres, em busca do céu, do divino, do mistério da vida e da
morte.
Por outro lado sabemos o que é certo e errado, bem ou mal, e
não podemos nos esconder atrás de instintos ou reações primárias,
pois somos seres com noção de ética e moral.
Os contextos são essenciais para formar e influenciar pessoas, pois
somos seres culturais e dependemos do meio onde somos formados.
Os dez mandamentos, os elencos legais, a ordenação da conduta
humana, por regulamentos, é uma reafirmação sobre o que se pode
ou não aceitar.
Portanto, a aplicação da lei, sobre os violentos e os contraventores,
e os corruptos, é uma ação tranquila de um Estado democrático.
Permitir a impunidade, seja dos corruptos (os piores criminosos que
uma sociedade pode gerar, pelo exemplo nefasto), dos assaltantes,
dos homicidas, dos atropeladores no trânsito, que fogem depois de
matar, dos governantes promíscuos, que não proíbem o uso
indevido e o desvio de verbas públicas, é o caminho mais curto para
a barbárie, para um regime de anarquia social, onde os bandos
estruturados é que tirarão vantagens.
E, na história da saga humana, sempre que os bandos dominaram os
cenários nacionais, muitas nações foram destruídas, arrasadas, como
foi o nazismo na sábia Alemannha.
Como disse Hanna Arendt, em seu genial "A Banalidade do Mal", o
apodrecimento do tecido social, a banalização da violência, do roubo,
do ressentimento, gera um ambiente nefasto para a civilização, mas
adequado para a implantação de monstruosidades, como foi o nazi-
fascismo, regimes podres, que começaram sobre as legítimas esperanças
dos trabalhadores da Alemanha e Itália.
E ela adverte no citado livro quanto ao "colapso moral" que se instala
sobre as bases de um sociedade espúria, onde a morte, o roubo, o mal
em geral, associado à corrupção de verbas e caráter dos dirigentes, é
o adubo ideal para se apodrecer uma nação.
Temos que combater a ignorância e a sua apologia, pois seus defensores,
em geral, se aproveitam dessas "lacunas intelectuais" para dominar as
sociedades, outrora, democráticas!!!
Não podemos permitir que a Democracia Republicana seja conspurcada
por corruptos e bandos, que só visam o poder para nele se perpetuar,
para roubar, roubar, roubar...

"No Egito, as bibliotecas eram chamadas 'Tesouro dos remédios da alma'.

De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades

e a origem de todas as outras." (Jacques-Bénigne Bossuet)
Maja Wronska

segunda-feira, 24 de março de 2014

HOMENAGEM A ALEXANDRE, UM JOVEM, QUE TINHA 40 ANOS...







TRISTEZA

Uma vida que se foi.
Alexandre era segurança no Banco do Brasil em Jurerê.
Trabalhava em um bar em Canasvieiras.
40 anos tinha.
Foi assassinado num assalto.
Pessoa trabalhadora, fazia a sua parte, morreu cedo, estupidamente,
pelas mãos de pessoas que não devem ter a mínima consciência do que
seja uma vida.
Imagino a tristeza de seus pais, de seus irmãos, de seus amigos próximos.
Um tiro no peito, um segundo, um instante, e a facilidade de matar faz um
trabalhador nos deixar.
Um ser humano que se perde, um jovem que tinha muito por viver.
O que é isso, o que é essa demência, essa facilidade de se apertar um gatilho,
de se acabar com uma vida, de se destroçar famílias,
de destruir...???


Era necessário escrever essas palavras sobre Alexandre.
Ele merecia ser lembrado.
Fiquei arrasado com a notícia nojenta, pois a morte injusta causa nojo, repugna.
Era um rapaz jovem, devia estar cheio de planos e sonhos.
O via quase todos os dias no banco, brincava com ele por sua seriedade na função.
Meu Deus, para onde se dirige uma sociedade que desenvolveu a frieza no matar,
o cinismo no roubar, a alegria na corrupção, a tranquilidade em
fazer o mal???



quarta-feira, 19 de março de 2014

MISTÉRIO DA MÃE NATUREZA

Viver é uma dádiva, uma benção, ainda em busca da compreensão
e entendimento pelos seres humanos.
Tudo é tão fantástico, tão grandioso, que muitas vezes, só nos
resta ajoelhar, em adoração e gesto de respeito.
O fantástico processo, que se estabelece entre a vida humana e
sua dependência dos fatores naturais, como a água, o calor, o
alimento possível, nos lança nas mãos dos Deuses, pois a ciência
ainda não consegue explicar todas as interações de elevada
complexidade, e abrangência, que ocorrem, independentemente
da ação ou da vontade humanas.
Monte Roraima.