quinta-feira, 31 de março de 2011

200 ANOS DE ROBERT WILHELM BUNSEN

Lembram das aulas de quimica, do famos "bico de Bunsen", queimador que era usado nas reações?

Robert Wilhelm Eberhard von Bunsen nasceu em Göttingen,em 31 de março de 1811 e faleceu em Heidelberg,em 16 de agosto de 1899.

Aperfeiçoou um queimador, conhecido atualmente como bico de Bunsen, inventado pelo físico-químico britânico Michael Faraday, e trabalhou com emissões espectrais de elementos químicos aquecidos.

Bunsen foi o mais novo de quatro filhos. Após ter terminado os estudos escolares em Holzminden, foi estudar química na Universidade de Göttingen. Obteve seu doutorado com 19 anos de idade e, então, entre 1830 e 1833 viajou através da Europa Ocidental. Durante este tempo, encontrou-se com Runge, o descobridor da anilina, Justus von Liebig em Giessen, e Mitscherlich em Bonn.

Retornando a Alemanha, Bunsen passou a lecionar em Göttingen e iniciou seus estudos experimentais sobre a (in)solubilidade dos sais metálicos do ácido arsenioso. Hoje, sua descoberta do uso do óxido de ferro hidratado como um agente precipitante é, ainda, o melhor antídoto conhecido para combater o envenenamento por arsênico.

Em1836, Bunsen sucede Wöhler em Kassel. Após ensinar lá por dois anos, aceitou um cargo na Universidade de Marburg, onde estudou derivados da arsina. Embora o trabalho de Bunsen ser aclamado, quase morreu de envenenamento por arsênio. Custou-lhe também a perda da visão de um olho, quando uma explosão projetou um fragmento de vidro no seu olho. Em 1841, Bunsen criou o eletrodo de carbono que poderia substituir o caríssimo eletrodo de platina utilizado na bateria de Grove.


Sepultura no Bergfriedhof de HeidelbergEm 1852, Bunsen assumiu o cargo de Leopold Gmelin em Heidelberg. Usando o ácido nítrico passou a produzir metais puros como o cromo, magnésio, alumínio, manganês, sódio, bário, cálcio e lítio por eletrólise. Com a colaboração de Sir Henry Roscoe iniciou, em 1852, o estudo da obtenção do cloreto de hidrogênio a partir do hidrogênio e cloro.

Em 1859, Bunsen interrompeu seu trabalho com Roscoe e, junto com Gustav Kirchhoff, passou a estudar o espectro de emissão de elementos aquecidos. Para essa finalidade, Bunsen aperfeiçou um queimador de gás especial, inventado pelo cientista Michael Faraday em 1785 que mais tarde foi denominado “queimador de Bunsen” ou “bico de Bunsen”. Quando Bunsen aposentou-se com a idade de 78 anos, deslocou seu interesse para a geologia, que tinha sido o seu passatempo por muito tempo.

Personalidade: Bunsen foi um dos cientistas de sua geração mais admirados universalmente. Ele foi um mestre, dedicado aos seus alunos, e eles foram igualmente dedicados a ele. Em momentos de fortes e muitas vezes cáusticos debates científicos, Bunsen sempre comportou-se como um perfeito cavalheiro, mantendo distância das disputas teóricas. Ele preferia muito mais trabalhar em silêncio em seu laboratório, enriquecendo a ciência com as descobertas úteis. Por uma questão de princípio, nunca registrou uma patente, apesar do fato de suas descobertas terem lhe rendido uma grande riqueza. Bunsen nunca se casou.

Aposentadoria e morte:Quando Bunsen aposentou-se com 78 anos de idade, ele mudou o foco de seu trabalho exclusivamente para a geologia e mineralogia, um interesse (vocação) que ele tinha levado a cabo ao longo de sua carreira. Ele morreu em Heidelberg, aos 88 anos.

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Robert Wilhelm BunsenOrigem: Wikipédia pesquisa
Nascimento EM 31 de março de 1811
EM Göttingen, Alemanha
Morte 16 de agosto de 1899 (88 anos)
Heidelberg, Alemanha

Residência Alemanha
Nacionalidade Alemão
Campo Química
Instituições Universidade de Kassel, Universidade de Marburg, Universidade de Heidelberg, Universidade de Wrocław
Universidade de Göttingen
Orientador(es) Friedrich Strohmeyer
Orientadores: Adolf von Baeyer, Fritz Haber, Philipp Lenard, Georg Ludwig Carius, Adolph Wilhelm Hermann Kolbe, Adolf Lieben, Carl Ludwig, Viktor Meyer, Friedrich Konrad Beilstein, Henry Enfield Roscoe, John Tyndall, Edward Frankland, Dmitri Mendeleiev, Thomas Edward Thorpe, Francis Japp
Conhecido(a) por Descoberta do césio e do rubídio, bico de Bunsen
Prêmios: Medalha Copley (1860), Medalha Davy (1877)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Carta Para Uma Amiga

Querida Amiga

A felicidade é um pedaço macio dentro de nós.
É a transformação lúdica da vida, percebida em nossa alma.
Algo que lembra um merengue, daqueles que as mães batiam antigamente, e que nós o comiamos com colher de sopa.
A felicidade é como um sorvete, que está ficando meio mole...
É um abraço gostoso, recebido justamente quando nosso peito reclama de solidão, quando nossas mãos querem, e precisam, tocar alguém que nos faça bem.
É um calor fôfo, amarelinho, como os "cobertorzinhos" de criança, de lã, bem macia...
É estar com quem amamos e gostamos.
É viajar e poder olhar muito pela janela.
É fazer o que se gosta, com quem se gosta, e onde se gosta.
É espalhar os pés na areia quente da praia, com o sol brilhando no mar azulado/esverdeado.
É ver sol, mesmo quando chove.
E quando chove, tirar os sapatos e andar nas valas chutando a água e rindo com a chuva que nos molha.
É dar uma boa aula, sentindo que os alunos nos recebem bem.
É ser útil.
É ajudar os outros a ser felizes.
É poder pensar que fazemos o que queremos, quando queremos, e como queremos, e...que o fazemos bem, e muito bem!!!

domingo, 27 de março de 2011

A Resolução da ONU, O Paralelo Entre LIBIA e IRAQUE, e as lições do IRÃ de 1953 e 1979

Crises nos países Árabes: os cuidados que a ONU deve adotar para que a Libia não seja transformada em um novo Iraque


Muito interessante a forma como as manifestações contrárias aos governos estão ocorrendo em vários paises, simultaneamente. E interessante também, são as coincidências que se verificam e as paradoxais formas diferentes de tratar situações quase iguais, de forma completamente diferente, que a ONU e vários países do G7 estão adotando.
Vivemos um momento mundial em que a questão energética é cada vez mais uma aguda preocupação para as nações consumidoras de petróleo. As industrias automobilísticas nunca venderam tantos carros, em todo o mundo, como nos dois últimos anos.
Ai já se tem o primeiro paradoxo: enquanto o mundo se debate por um ar mais puro, e as nações mais ricas continuam aplicando poucos recursos nessa direção, as mesmas nações usam de todos os meios possíveis para aumentar a venda de veículos.
Ou seja, os interesses privados de lucro, mais uma vez, comandam questões estratégicas ambientais, que deveriam ser altamente prioritárias em nossa atualidade.
Essas mesmas nações mais ricas, que compõem o G7, e também predominam no Conselho de Segurança da ONU, são as mesmas que, sob o comando da OTAN, e por mandato das Nações Unidas, estão bombardeando a Líbia.
Mas a resolução da ONU autorizou uma ação no sentido de se manter uma zona aérea, um corredor de não-intervenção dos aviões libios, para resguardar uma faixa por onde os cidadãos daquele país pudessem se deslocar sem serem bombardeados.
Muito curioso esse aspecto. Os aviões das nações do G7, comandadas pela OTAN, bombardeiam a Líbia quando deveriam cumprir a ordem da ONU, que era justamente a criação de uma zona sem bombardeios.
As ações até então empreendidas começam a lembrar a questão das “armas de destruição em massa”, tão brandidas por Bush e Cheney, para justificar a injustificável invasão e destruição do Iraque.
Os movimentos de oposição e as demonstrações contrárias aos governos de paises árabes, sem qualquer dúvida, ocorrem num momento em que estão disponíveis meios de comunicação mundial e instantânea que geram informação imediata, e que passam a relatar a história de forma pessoal, direta sem a intervenção, ou a interpretação, de intermediários.
Sem dúvida, que os processos sóciopolíticos sofrerão acelerações e mudanças de padrão com as tecnologias disponíveis.
Mas uma dúvida que fica é a razão dessas manifestações não ocorrerem em países onde o uso indiscriminado das redes sociais, com acesso por celular e computador, é muito maior e onde já se tem mais de um celular por habitante. Justamente os países mais ricos do mundo.
Os paises árabes, pobres e com grandes fossos em termos de renda e concentração de recursos, já teriam esse contato massificado de seus cidadãos com micros, notebooks, Internet e redes sociais?
Talvez a pobreza, a miséria, a injustiça social, a falta de direitos para as mulheres, tenham influenciado aquelas sociedades muito mais do que se possa aquilatar como espectadores distantes de uma realidade muito pouco conhecida.
Mas não podemos deixar de lembrar das manifestações insufladas por EUA e Inglaterra, no Irã, no ano de 1953, quando juntos, os governos desses dois paises financiaram a escória social da antiga Pérsia, apoiando o Xá, e depuseram um primeiro ministro democrático, escolhido em processo legítimo e legal.
O golpe foi perpetrado para defender os interesses petrolíferos ingleses, que não se conformavam em ter que pagar os valores dos royalties cobrados pelo soberano governo iraniano.
Naquele ano também ocorreram manifestações, agitações, explosões e combates de “milícias populares”, contra Mosadegh, o dirigente que não se dobrava e queria que a produção da refinaria de Abadan tivesse um retorno digno para ajudar a financiar a construção de uma sociedade menos miserável.
O financiamento do terrorismo no Irã atingiu seus objetivos imediatos e o ministro indesejado foi derrubado, aprisionado e morreu na cadeia.
O petróleo iraniano foi dominado por ingleses e americanos a preços simpáticos e confortáveis para os golpistas de ambos os lados. Só não foi bom para o povo daquele país, que na miséria e na descrença ficou mais 26 anos nas mãos de uma falsa realeza, montada por interesses menores e sem qualquer preocupação com a cidadania.
Em 1979 em reação ao regime vigente a revolução no Irá foi deflagrada por autoridades religiosas, que hoje ainda comandam aquele país.
Durante a chamada revolução dos Aiatolás, muitas foram as faixas fotografadas nas mãos de populares, que diziam: vamos vingar Mosadegh.
Assim, não são poucas as situações que a história nos coloca para que façamos comparações e a devida e fria análise dos fatos atuais, e que lançam dúvidas sobre a fidedignidade das questões reais que ocorrem no norte da África.
Outro ponto a ser incluído nesse tabuleiro de xadrez geopolítico, é no tocante à Arábia Saudita. Pais ditatorial, que leva o nome da família que o domina, grande produtor de petróleo e com interesses associados aos norte-americanos desde 1930, mantém a sociedade civil sob duro controle político e comportamental, sem que tenha recebido qualquer admoestação dos EUA, da ONU e de qualquer dos países da “coalizão”, que hoje bombardeiam a Líbia, sob o comando da OTAN. Que não deixa de ser outra curiosidade: a OTAN é a sigla de Organização do Tratado do Atlântico Norte, em inglês se escreve NATO.
E essa organização tem mandato para operar no Mar Mediterrâneo, no norte da África?
É claro que essas questões serão respondidas pelo desenrolar dos acontecimentos e o mundo todo aguarda, além da necessária verdade, a pacificação das situações, para que se possa experimentar a paz e o entendimento.
A Democracia é o grande sonho mundial, e a integração entre os povos, com o nivelamento de benefícios e direitos, é o principal objetivo humano.
Para chegar a esses patamares são necessários transparência e respeito no trato das questões essenciais, como garantia de que não se está construindo, ou perpetuando, a existência de dois mundos: o dos que dominam os instrumentos da guerra e da força, e o dos que por elas são dominados.

Alemanha Quer Reavaliar Participação Em ANGRA 3

NOTICIA RECEBIDA DA DW-WORLD.DE DEUTSCHE WELLE

Brasil | 23.03.2011
Alemanha quer reavaliar participação em Angra 3

Governo alemão vai consultar Brasília sobre os padrões de segurança da usina nuclear de Angra 3 e reavaliar fiança bilionária dada à empresa construtora Areva/Siemens.

Diante dos desastres ocorridos com as usinas atômicas no Japão, o governo da Alemanha pretende reavaliar a já prometida fiança bilionária concedida à construção da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.
Segundo nota do Ministério alemão da Economia divulgada nesta quarta-feira (23/03), o governo brasileiro será consultado para saber em que medida os acontecimentos no Japão terão efeito nos próximos procedimentos e nos padrões a serem utilizados na futura usina.
A Alemanha pretende apoiar a construção da usina com uma garantia de crédito de exportação às empresas nacionais de pouco mais de 1,3 bilhão de euros. Entretanto, até hoje não foram assinados o contrato de fornecimento nem os de financiamento.
Ao oferecer esta fiança ao negócio, o Estado apoia as exportações alemãs e protege as empresas em caso de fracasso. Angra 3 será construída pelo conglomerado francês Areva, do qual também participa a empresa alemã Siemens.

Tecnologia ultrapassada

O Ministério alemão da Economia esclareceu que o governo está reavaliando o caso após o episódio Fukushima. "Por isso o governo discute, agora com mais intensidade, esta fiança federal para crédito de exportação com relação a tecnologia nuclear", afirmou o ministério.
Organizações de defesa do meio ambiente exigem a revogação desta garantia de crédito. Seus representantes temem que o fato de obras no complexo nuclear de Angra terem atrasado por mais de 30 anos possa oferecer grandes riscos para o ser humano e para a natureza.
Segundo eles, trata-se de uma tecnologia ultrapassada em um país com "baixos padrões de segurança e sem uma fiscalização nuclear independente". Além disso, Angra se localizaria na única região com perigo de terremoto no Brasil.
Segundo a bancada do Partido Verde no Parlamento alemão, entre outubro de 2009 e agosto de 2010 o governo em Berlim aprovou dez fianças para usinas nucleares na China, França, Japão, Coreia do Sul, Lituânia, Rússia e Eslovênia.

quinta-feira, 17 de março de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

O CONTEXTO DA VIDA

Seres humanos são seres contextuais.
Todos, desde que nascemos, estamos em um contexto, como os peixes estão na água, como os animais nas terras, no campo, na floresta.
Contextos são como círculos de espelhos nos quais nos refletimos, nos miramos, vemos e somos vistos.
Contextos são as pessoas que nos cercam, os ambientes que habitamos, os lugares que freqüentamos, as emoções que sentimos, as lembranças que temos, os cheiros que reconhecemos, os ruídos que ouvimos, as sensações que percebemos, as percepções que reconhecemos, as imagens que vemos, os sonhos que tivemos, enfim, todo o patrimônio material e não material que nos embala, que nos envolve, que nos acalenta e desenvolve.
Contextos são olhares, sorrisos, muxoxos e tristezas. Contextos são alegria, explosões, música e canções.
Contextos são lágrimas, que correm e secam, que afastam e aproximam, aprovam e reprovam, afagam e agridem.
As pessoas nascem em um contexto, vivem em vários contextos e morrem, ou
começam a morrer, quando ficam descontextualizadas, quando perdem seus contextos, quando não são reconhecidas pelos contextos, quando não mais reconhecem os contextos, ou quando não podem mais erigir contextos.
Contextos são formados por um elenco de imagens, sensações, lembranças, prazeres, dores, saudades, aspirações, realizações, sonhos e emoções.
Contextos e pessoas mantêm uma interatividade, uma conectividade, uma elaboração permanente e evolutiva, regressiva e especulativa.
Nossas roupas são uns dos elementos mais imediatos de nossos contextos físicos, nossas casas, nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, nosso trabalho.
Os contextos são dinâmicos, orgânicos, móveis, mutáveis e evolutivos.
Contextos são pessoas, são como pessoas, contextos são a vida.
A relação de ar e umidade, de frio e calor, de vento e água, de céu e nuvem, de árvore e flor, tudo é contexto.
Contexto é vida e dignidade, ou o abandono e a solidão.
Pode ser construção ou destruição. Evolução, atraso, condenação ou perdão. A fome, a saciedade, a justiça e a gratidão. Cura, doença, esperança e salvação.
Ver, sentir, ouvir, cheirar, tocar. Odiar ou amar.
Contexto é herança, evolução, escolha e definição.
Nós construímos contextos, e por interatividade os contextos nos constroem, também.
Ou nos destroem. A linguagem dos contextos é que determina seus efeitos.
Contextos podem ser vida ou morte.
A escolha é nossa!
Seres humanos são microcosmos, são pequenos mundos, são como planetas em uma constelação maior, que é a sociedade em que vivem, o mundo em que habitam.
Pessoas são subjetivas e elaboram idéias, impressões e comportamentos a partir de suas evoluções e subjetividades.
Existem quase sete bilhões de seres na face da Terra, e igual numero de opiniões, idéias e certezas.
Igual numero de identidades pessoais, impressões digitais, dna e padrão de voz.
Somos todos iguais, mas somos todos tão diferentes!
Nossas individualidades sempre concorrem e colidem com a coletividade, com os outros bilhões de mentes, que também possuem suas certezas.
Somos como pequenos planetas, com anéis em torno, que se chocam com os anéis, iguais, dos outros planetas.
Para conviver em ambientes coletivos, os seres humanos constroem pactos éticos para que haja padrões a serem seguidos por todos, de forma a criar espaços coletivos de convívio.
Assim nasceram as leis, os regulamentos, e as regras.
Assim o ser humano evoluiu ao longo dos tempos.
Saímos da idade da pedra, da vida nas cavernas, organizamos a agricultura, fomos para as tribos, para os feudos, para a época dos reis, e depois para as leis.
Esse aprendizado não se deu rápida nem facilmente. Foram muitos séculos de força bruta, de guerras, de dominação pela força e pelas armas.
As sociedades democráticas e organizadas são bem recentes e a construção de civilização, e avanço social, é bem jovem num mundo de milhões de anos.
A verdade é que não sabemos de onde viemos e para onde vamos. Apenas sabemos, um pouco, sobre nossas existências materiais neste mundo conhecido.
Como pouco sabemos elaboramos teorias, construímos crenças, e nos apegamos a opiniões.
O desenvolvimento científico é recente, os avanços em saúde, educação, vida em sociedade, justiça e direitos individuais, e sociais ainda estão em implantação em várias partes de nosso globo terrestre.
A evolução se dá a passos lentos no nível conceitual.
Ciência e tecnologia avançaram, e avançam celeremente pelas mãos dos seres humanos.
Paradoxalmente, os seres evoluem lenta e perigosamente, pois ainda mantemos nossos instintos de sobrevivência muito presentes e nossas reações emocionais facilmente sobrepujam a pseudo-modernidade de nossos comportamentos.
Ainda somos regidos pelo medo da morte, pela fome, pelo sexo, pelas desigualdades e pelas diferenças.
Somos extremamente racionais para desenvolver medicamentos e alimentos com alta dose de tecnologia embarcada, mas ainda não sabemos distribuí-los para todos que os necessitam.
Temos a cura em nossas mãos, mas a doença ainda é muito presente.
Falamos em paz, mas gastamos mais com a guerra do que com a cooperação.
Falamos em amor, mas negamos carinho e solidariedade para quem sofre.
Falamos em ambiente, mas jogamos nosso lixo nos solos e nos mares, no verde, e nos ares, nos rios e em todos os lugares.
Somos um mundo só, um único contexto, e precisamos conviver melhor com os outros e com o nosso mundo.
Para conviver é preciso viver, e para viver, precisamos sobreviver.
Para sobreviver o mundo precisa mudar, novos contextos terão que surgir, novas posturas serão necessárias, e as individualidades terão que evoluir para a cooperação e o coletivo.
A vida é um paradoxo.
Ela é uma aventura, e uma ventura, da qual todos sairemos mortos.
Mas podemos fazê-la melhor.

terça-feira, 8 de março de 2011

Reflexão pelo dia 08 de março, que deveria ser todos os dias

Reflexão sobre a Mulher

Todos os anos no dia 08 de março, a Mulher é homenageada com citações, em vários níveis e em vários meios de comunicação.
Todos os poderes formais da República Brasileirsa emitem mensagens bonitas, simpáticas e, em muitos lugares, até festinhas com doces e bombons são oferecidas a "essas bravas mulheres"...
A lamentar que esses superficiais, e apenas gastronômicos, momentos ocorram em espaços onde normalmente a Mulher recebe salários menores, onde ela não ocupa cargos de mando e poder e onde as tarefas subalternas são destinadas ou muito bem feitas por esses seres tão "caprichosos", tão dedicados e toda uma série de mesmices repetidas pelos chefes homens, pelos prefeitos homens, pelos governadores homens, pelos dirigentes empresariais homens.
Neste ano de 2011, pela primeira vez em nossa história, o dia 08 de março ocorre com uma Mulher no poder, com uma Presidenta na República.
Dilma Rousseff sabe muito bem o panorama de nossa nação. Como mulher inteligente, preparada, capacitada, ela tem consciência de que nossa sociedade é quase medieval nessa questão e que muito deve ser feito, e em pouco tempo, para que o Brasil venha a se transformar numa sociedade que "combata a discriminação de gênero, na qual homens e mulheres juntos possam contribuir para o desenvolvimento e criando seus filhos com dignidade e orgulho", como disse Dilma em sua mensagem de hoje.
Nosso país necessita, com muita urgência, evoluir nesse fundamental campo de gênero, para que garanta um desenvolvimento mais inteligente, criativo, inovador e equilibrado.
Mulheres são maioria no eleitorado, em média se capacitam mais que os homens, têm em suas mãos o maior poder de decisão sobre compras e consumo, mas continuam recebendo os "prêmios" de melhor coadjuvante.
Nas escolhas para cargos públicos os colegiados masculinos ainda decidem os seus destinos, reservando ampla minoria para o feminino.
É só verificar a montagem de equipes, com cargos de poder, nas dimensões legislativas, do judiciário e do executivo.
Nas empresas, apesar de suas capacidades e especializações, continuam ganhando, em média, de 60% a 75% do que os homens recebem, e por responsabilidades iguais.
Poderiamos ficar aqui elencando números e mais números, que só viriam a confirmar o que todos já sabemos, o que todos estão cansados de saber: em nossa sociedade a Mulher tem um papel secundário, é menos valorizada que o homem e a velocidade de equalização de direitos e oportunidades caminha a passos muito lentos, e dependendo de superadas e antiquadas mentalidades masculinas.
Como disse Dilma em sua mensagem deste 08 de março de 2011, "a pobreza é feminina, a miséria é feminina".
Pode se fazer a a leitura objetiva e a subjetiva dessas expressões, mas elas deixam bem claro que além da questão das injustiças sociais recairem mais sobre as mães, a "pobreza" e a "miséria" a que ela se refere, também são de espirito e de atitude.
Assim, vamos refletir sobre o que queremos para nosso país e parar com essas hipocrisias que só mantêm a condição da Mulher em inferioridade qualitativa, e gerar a mudança tão necessária.
O Brasil só será uma nova sociedade quando as suas Mulheres puderem ocupar os espaços que merecem, e que a nação tanto necessita!
Essa é a luta!

Danilo Cunha
filho de uma grande Mulher, irmão de várias, marido de outra, pai de uma, amigo de muitas, e com muito orgulho de Todas as Mulheres, com as quais compartilha a sua vida, e suas idéias